Chances da Escócia como terceira colocada no Mundial

Resumo breve
Com 32 das 48 seleções avançando no Mundial expandido, a Escócia pode depender de ser uma das melhores terceiras colocadas para seguir. A equipe de Steve Clarke tem três pontos e saldo zero, mas enfrenta o Brasil na última rodada.
Com 32 das 48 seleções avançando para as oitavas de final neste Mundial expandido, é mais difícil ser eliminado do que se classificar. Mas a Escócia está em um dos grupos mais difíceis do torneio — ao lado de Marrocos e Brasil — e pode ter que depender de ser uma das melhores terceiras colocadas para avançar.
A seleção escocesa pode vencer o Brasil na quarta-feira (23:00 BST) para terminar entre os dois primeiros do Grupo C e garantir vaga automática, enquanto um empate praticamente selaria sua classificação. No entanto, não será uma tarefa simples contra o pentacampeão mundial em Miami.
O BBC Sport analisa a situação da Escócia e as probabilidades de avançar caso termine em terceiro lugar.
O que a Escócia precisa?
A Escócia está em uma posição confortável antes dos últimos jogos da fase de grupos. As oito melhores terceiras colocadas evitam a eliminação — e a equipe de Steve Clarke ocupa o segundo lugar nessa mini-tabela. As seleções atualmente fora do top oito são República Tcheca, Equador, Bósnia-Herzegovina e Senegal.
A Escócia tem três pontos após dois jogos e saldo de gols zero — o mesmo que a Suécia, que lidera a tabela de terceiros colocados. No entanto, o perigo para a Escócia é sofrer uma derrota pesada para o Brasil, o que prejudicaria seu saldo de gols. Se as equipes na tabela de terceiros tiverem o mesmo número de pontos, os critérios de desempate serão o saldo de gols.
Quão crucial pode ser o saldo de gols?
Muito. De acordo com a Opta, uma equipe que termine em terceiro com saldo zero tem 95% de chance de avançar para o mata-mata. Perder para o Brasil por um gol reduz as chances para 84% com saldo -1. Perder por uma margem maior reduz drasticamente as probabilidades: 63% para -2, 42% para -3, 27% para -4 e 19% para -5.
Os perigos de jogar a última rodada cedo
A frustração para a Escócia é que, ao jogar sua última partida do grupo na quarta-feira, terá uma longa espera para saber seu destino. Se perder para o Brasil, pode não saber sua situação até por volta das 05:00 BST de domingo, quando o Grupo J termina. Isso coloca a Escócia em desvantagem, pois as equipes que jogam mais tarde na semana terão mais noção do resultado necessário para se classificar. Essas equipes podem jogar pelo empate ou tentar limitar a derrota para proteger o saldo de gols.
Resultados que os torcedores escoceses precisam observar
Se a Escócia perder e terminar com três pontos, há uma série de resultados que precisam ser observados — eles vão querer que o maior número possível de grupos tenha duas equipes com menos de três pontos.
No Grupo A, se o México vencer a República Tcheca e a Coreia do Sul vencer a África do Sul, a terceira colocada ficaria com um ponto. O melhor cenário seguinte seria uma vitória ampla da África do Sul, deixando a Coreia do Sul em terceiro com três pontos e saldo negativo. Vitórias da África do Sul e da República Tcheca seriam más notícias para a Escócia, deixando a terceira colocada com quatro pontos.
Um dos poucos jogos que ocorrem antes de a Escócia enfrentar o Brasil e que afeta a posição escocesa é no Grupo B. Bósnia-Herzegovina e Catar se enfrentam três horas antes do jogo da Escócia e, se empatarem, ambas terão dois pontos. A Escócia também torceria para que os EUA, líderes do grupo, ao menos pontuem contra a Turquia, para mantê-los fora da equação.
Seguindo para o Grupo E: Equador e Curaçao têm um ponto cada e enfrentam Alemanha e Costa do Marfim, respectivamente. Se não vencerem, a terceira colocada não superará os três pontos da Escócia. No Grupo F, a Escócia espera que o Japão, segundo colocado, vença a Suécia, terceira, de forma convincente. Um ponto para a Suécia, no entanto, deixaria a terceira colocada com pelo menos quatro pontos.
O jogo-chave no Grupo G, no que diz respeito à Escócia, é Egito x Irã. Uma vitória do Egito garantirá que a terceira colocada tenha menos de três pontos. Situação semelhante no Grupo H, onde os torcedores escoceses torcerão pela Espanha para vencer o Uruguai, de modo que a terceira colocada termine com apenas dois pontos. No Grupo I, um empate entre Senegal e Iraque significaria que a terceira colocada teria apenas um ponto.
No Grupo J, Áustria e Argélia estão em segundo e terceiro, respectivamente, com três pontos, e se enfrentam na última rodada. O cenário que a Escócia quer evitar é um empate nesse jogo. Também torceriam para que a Argentina evite a derrota para a Jordânia, que atualmente tem zero pontos.
RD Congo e Uzbequistão disputam o terceiro lugar no Grupo K. Uma vitória do Uzbequistão lhe daria três pontos, mas com saldo de -7, precisariam de uma vitória ampla sobre a RD Congo e de uma derrota pesada da Escócia para ultrapassá-los na classificação. No Grupo L, um ponto ou mais da Croácia contra Gana pode ser ruim para a Escócia, pois novamente deixaria a terceira colocada com quatro pontos. Uma vitória ampla de Gana, e o Panamá não vencendo a Inglaterra, seria o cenário ideal para a Escócia do ponto de vista matemático.
Mais sobre estes temas
Uefa deve abandonar ameaça de boicote a competições da Fifa
A Uefa deve abandonar a ameaça de boicote às competições da Fifa após receber garantias de que não se repetirá o plano de vender participações na Copa do Mundo a investidores privados. A decisão será discutida na reunião do comitê executivo em Mônaco, e o Mundial Sub-20 Feminino na Polônia deve ocorrer como planejado.

Graham Arnold renova por seis meses como técnico do Iraque
Graham Arnold assinou uma extensão de contrato de seis meses com a Federação de Futebol do Iraque, garantindo sua permanência até a Copa da Ásia de 2025. O australiano liderou a seleção iraquiana na primeira Copa do Mundo em 40 anos, mas a equipe foi eliminada na fase de grupos.

A jornada de Marta até se tornar ícone da Copa do Mundo Feminina
Marta Vieira da Silva, a maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina, começou sua trajetória no Mundial Sub-20. Este artigo traça sua evolução, desde os primeiros passos no torneio juvenil até se tornar a 'Rainha' do futebol, com seis prêmios de melhor do mundo e seis Copas do Mundo disputadas.

Andrey Santos: o herdeiro do trono de Casemiro
Aos 22 anos, Andrey Santos chega ao Manchester United para substituir Casemiro, seu ídolo, tanto no clube quanto na seleção brasileira. Com números impressionantes na Premier League, o volante é visto por Carlo Ancelotti como peça-chave na renovação do meio-campo da Seleção.



