Escócia 'não é boa o suficiente' para impressionar na Copa?

Resumo breve
Após derrota por 3 a 0 para o Brasil, a seleção escocesa vê sua missão de avançar no Mundial ameaçada. Torcedores e analistas debatem se o elenco tem nível para competir em alto nível, enquanto o técnico Steve Clarke cobra mais responsabilidade dos jogadores.
A derrota por 3 a 0 para o Brasil, na noite de quarta-feira, colocou em xeque a campanha da Escócia na Copa do Mundo. A equipe de Steve Clarke viajou para os Estados Unidos com o objetivo claro de fazer história e se tornar a primeira seleção escocesa a alcançar as oitavas de final de um grande torneio. Agora, essa missão está seriamente ameaçada.
No apito final no imponente Miami Stadium, os jogadores escoceses caíram no gramado, balançaram a cabeça e demonstraram agonia. A sensação de 'lá vamos nós de novo' pairou no ar. Nas horas seguintes, a atuação dominou o discurso, gerando emoções mistas entre os torcedores na Escócia e nos Estados Unidos.
Reações dos torcedores: da frustração à resignação
O sentimento geral reflete o estado de espírito dos jogadores e do técnico Clarke, que falou após a partida. 'Scunnered' (decepcionado, em escocês) resume bem. Não pela derrota para um Brasil liderado por Carlo Ancelotti, com Vinicius Junior, Matheus Cunha e o retorno do herói Neymar, mas pela forma como permitiram que os sul-americanos os abrissem.
O atacante do Real Madrid balançou as redes três vezes no primeiro tempo; por sorte, apenas dois gols foram validados. A defesa errada foi envergonhada três vezes no total, e poderia ter sido mais, tamanha a desorganização da linha defensiva escocesa e a vivacidade do ataque brasileiro.
Patrick W: 'Não tenho problema em perder de 3 a 0 para o Brasil, mas atiraram no próprio pé. O estrago foi feito ao se contentar com um gol contra o Haiti e a postura negativa contra Marrocos.'
Chris: 'Decepcionante. Não esperava voar alto, mas jogar de forma tão negativa nos três jogos é muito, muito pobre. Fiquei triste por os torcedores não terem tido um gol para comemorar.'
Glenn: 'Infelizmente fomos inúteis. Parecíamos um time de várzea. Vergonhoso.'
Robbie: 'Agora é um jogo de espera. Eles se decepcionaram? Sim. Fiquei surpreso? Não. É o que a Escócia faz; somos campeões mundiais nisso. Talvez seja hora de refletir novamente sobre as habilidades, ou a falta delas, no elenco.'
Debate sobre o nível da Escócia
Qual é o nível da Escócia? Isso gera outro debate. Como foi ouvido no programa Sportsound entre o técnico do Kilmarnock, Neil McCann, e o principal colunista esportivo da BBC Escócia, Tom English. Este último sugeriu que os jogadores escoceses 'não são bons o suficiente' para competir no alto escalão do futebol internacional — nove jogos de torneio nas últimas duas Eurocopas e nesta Copa do Mundo sem marcar um gol não desviado sugerem isso.
Mas o ex-ponta escocesa McCann contestou que não se pode 'baixar as persianas assim'. 'Você tem um cara que foi eleito o melhor meio-campista da Itália, Lewis Ferguson. Você tem um cara que está nas discussões da Bola de Ouro, Scott McTominay. Você tem o capitão do Aston Villa [John McGinn], que acabou de vencer a Liga Europa', disse McCann.
Tudo isso é verdade, e é aí que reside grande parte da frustração dos torcedores...
Barry: 'Fracasso absoluto no cenário internacional pelo segundo torneio consecutivo. Steve Clarke levou esses jogadores até onde podia, e seria melhor para todos se ele fizesse a coisa certa e rasgasse aquele novo contrato. A Escócia precisa de ideias novas.'
Dougie: 'Não é culpa do técnico. Nenhum técnico comete os tipos de erros que a Escócia cometeu em campo, mas ele é o cara para levar adiante? Existe lealdade mal colocada, e está claro que esses jogadores não conseguem jogar torneios com sucesso. Se fosse um clube, haveria uma reformulação quase total.'
William: 'Mais uma vez a Escócia foi mal em um grande torneio. Foram mal nos três jogos, sofrendo gols ruins e sem parecer que vão marcar. O time não assume responsabilidade e sempre opta pelo caminho mais fácil. Nossos jogadores simplesmente não são bons o suficiente. Não merecemos passar.'
Hugh: 'Fizemos o nosso melhor. Primeira Copa do Mundo na minha vida (tenho idade suficiente para ter votado três vezes). Sinceramente orgulhoso dos nossos rapazes, quer voltemos para casa hoje à noite ou não. Fomos sorteados contra Brasil e Marrocos (de novo); eles são times melhores, não há muito o que fazer. Tivemos uma boa jornada e lutamos bem.'
O que vem a seguir?
Poucos dentro do elenco agora esperam avançar. John McGinn e companhia dizem que um 'milagre' é necessário. Em alguns momentos contra os icônicos brasileiros de amarelo, no entanto, a Escócia trocou passes de forma que não deveria exigir a 'sinuca' que agora enfrentam. Com a bola nos pés, os escoceses foram elegantes em alguns momentos. Foi, de longe, sua atuação mais composta com a bola, e durante grande parte da derrota, eles pareceram... decentes.
Mas Clarke exigiu mais. Todos exigiram mais. 'Acho que quando você vê a fisicalidade, a potência e a técnica de Marrocos e Brasil, você vê que temos que tentar fazer algo próprio', disse Clarke. 'Fazer melhor, é isso. Ser melhor com a posse de bola. Assumir responsabilidade.'
A Escócia pode ser melhor? Ou este é o seu melhor?
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