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Trinidad e Tobago 2010: A história escrita pela Coreia do SulEm 2010, Trinidad e Tobago sediou a segunda edição da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA. A Coreia do Sul conquistou o título em uma final emocionante contra o Japão, com Yeo Minji brilhando e marcando oito gols./images/pt/2026/08/trinidad-e-tobago-2010-a-historia-escrita-pela-coreia-do-sul-d80db178-800w.webpTrinidad e Tobago 2010: A história escrita pela Coreia do Sul

Trinidad e Tobago 2010: A história escrita pela Coreia do Sul

Atualizado 5 min read
Trinidad e Tobago 2010: A história escrita pela Coreia do Sul

Resumo breve

Em 2010, Trinidad e Tobago sediou a segunda edição da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA. A Coreia do Sul conquistou o título em uma final emocionante contra o Japão, com Yeo Minji brilhando e marcando oito gols.

Em 2010, Trinidad e Tobago recebeu a segunda edição da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™. A nação caribenha já havia sediado o torneio masculino em 2001, quando a França, inspirada por Florent Sinama Pongolle, saiu vitoriosa, enquanto nomes como Carlos Tevez, Andrés Iniesta e Fernando Torres aprimoraram suas habilidades na Terra do Beija-flor.

A Coreia do Norte chegou às ilhas como atual campeã, após vencer os Estados Unidos na final inaugural. O domínio asiático sobre o troféu parecia destinado a continuar, com as campeãs seguidas pela Coreia do Sul e pelo Japão nas semifinais.

O trio de potências da AFC foi acompanhado pela Espanha, que chegou como campeã europeia, com Alexia Putellas, futura vencedora da Copa do Mundo Feminina da FIFA™ e duas vezes eleita Melhor Jogadora do Mundo pela FIFA, em suas fileiras. A maga do meio-campo encantou no torneio, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1 para a Coreia do Sul nas semifinais.

O Japão eliminou a atual campeã Coreia do Norte em um confronto em Couva, preparando uma final totalmente asiática e garantindo que o domínio do continente continuasse, além de iniciar uma década memorável para o futebol asiático.

Uma final histórica em Porto de Espanha

Com a ajuda da adidas Jabulani, a decisão em Porto de Espanha encantou os mais de 10.000 espectadores no Estádio Hasely Crawford. A final proporcionou seis gols igualmente divididos – e em grande parte sublimes –, sendo ainda hoje a final com mais gols na história do torneio.

Lee Jeungeun abriu o show de gols para a Coreia do Sul com um chute forte de fora da área que subiu para o fundo das redes. O Japão, no entanto, virou o jogo rapidamente e já liderava aos 17 minutos, com Hikaru Naomoto empatando antes de Yoko Tanaka disparar um chute curvado de 35 jardas. A igualdade foi restabelecida nos acréscimos do primeiro tempo, quando Kim Areum bateu uma falta no ângulo superior esquerdo.

Chika Kato recolocou o Japão na frente ao empurrar a bola para o gol de dentro da pequena área pouco antes da hora de jogo, mas Lee Sodam empatou novamente aos 79 minutos com um sem-pulo de primeira que beijou o travessão antes de entrar.

Os 30 minutos de prorrogação sem gols levaram a decisão para os pênaltis, onde Tomoko Muramatsu, do Japão, acertou o travessão na morte súbita, permitindo que Jang Selgi convertesse a cobrança vencedora no ângulo e desse à Coreia do Sul o primeiro título, merecidamente.

O brilho de Yeo Minji

As campeãs foram ajudadas pela genialidade da atacante Yeo Minji, que marcou oito gols, recorde compartilhado, e levou para casa tanto a Bola de Ouro adidas, como melhor jogadora do torneio, quanto a Chuteira de Ouro adidas. A melhor atuação de Minji no torneio foi nas quartas de final, em uma vitória espetacular por 6 a 5 sobre a Nigéria, onde marcou quatro gols e garantiu a classificação de sua equipe.

“Eu sabia que, como centroavante, minha tarefa era marcar o maior número possível de gols”, disse Minji à FIFA. “Eu pensava nisso constantemente e fui para a Copa do Mundo Sub-17 com esse sonho. Além disso, uma amiga minha prometeu me pagar uma boa refeição se eu marcasse oito gols, então cumpri essa promessa!”

Legado e estrelas futuras

Várias jogadoras que disputaram aquela final eletrizante construíram carreiras internacionais notáveis. Selgi, que marcou o pênalti decisivo, já soma mais de 100 jogos pela seleção principal, enquanto Minji, Sodam e Lee Geummin brilharam nos cenários doméstico e internacional. O Japão ainda conta com os serviços de Mina Tanaka e Hikaru Naomoto nas equipes atuais.

A já mencionada Putellas foi talvez a estrela mais brilhante a emergir das finais Sub-17 de 2010, conquistando mais de 100 jogos pela seleção principal e uma série de troféus. Ela se juntou a Ivana Andres na seleção espanhola, sendo as duas únicas graduadas do torneio de 2010 que venceram a Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2023.

Além disso, a Alemanha foi ajudada nas quartas de final pela futura medalhista de ouro olímpica Melanie Leupolz, enquanto o Canadá também tinha em seu elenco a futura heroína olímpica Ashley Lawrence. Nomes como Bia Zaneratto, Denise O’Sullivan, Katie Bowen e Lina Magull também estiveram no torneio.

O domínio asiático no futebol feminino de base

As potências do futebol asiático rapidamente se estabeleceram no topo do futebol feminino jovem, com Coreia do Norte e Japão liderando o caminho em treinamento e infraestrutura desde meados dos anos 2000. O histórico triunfo das Nadeshiko na Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2011 fortaleceu o amor pelo futebol na Ásia, garantindo que a AFC tivesse pelo menos um representante em cada uma das cinco primeiras finais da Copa do Mundo Feminina Sub-17, de 2008 a 2016.

Esses primeiros torneios foram iluminados por uma série de estrelas do continente, com quatro das cinco Bolas de Ouro desse período concedidas a representantes da AFC. As façanhas de Minji em 2010 seguiram os passos de Mana Iwabuchi, do Japão, e precederam os esforços estelares das heroínas Nadeshiko Hina Sugita e Fuka Nagano. Ri Un-Sim, da Coreia do Norte, igualou os oito gols de Minji dois anos depois, conquistando a Chuteira de Ouro, enquanto Mamiko Matsumoto levou a Luva de Ouro adidas na Costa Rica 2014, onde o Japão sofreu apenas um gol.

Considerando os sete prêmios individuais oferecidos em cada torneio Sub-17 (Bola de Ouro, Prata e Bronze, Chuteira de Ouro, Prata e Bronze, e Luva de Ouro), 17 dos 35 vencedores eram de nações da AFC, representando pouco mais de 48,5% dos prêmios.

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