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Oshoala reacende esperanças da Nigéria no Wafcon e no MundialA Nigéria venceu a Zâmbia por 1-0 no Wafcon, mantendo viva a luta pela qualificação para o Mundial Feminino de 2027, graças a um golo de Asisat Oshoala./images/pt/2026/08/oshoala-reacende-esperancas-da-nigeria-no-wafcon-e-no-mundial-25a18efa-800w.webpOshoala reacende esperanças da Nigéria no Wafcon e no Mundial

Oshoala reacende esperanças da Nigéria no Wafcon e no Mundial

Atualizado 3 min read
Asisat Oshoala, avançada nigeriana, celebra o golo da vitória sobre a Zâmbia no Estádio Al Medina, em Rabat, com as companheiras de equipa ao fundo.

Resumo breve

A Nigéria venceu a Zâmbia por 1-0 no Wafcon, mantendo viva a luta pela qualificação para o Mundial Feminino de 2027, graças a um golo de Asisat Oshoala.

Vitória crucial em Rabat

A Nigéria reavivou as suas esperanças de chegar ao Mundial Feminino de 2027 ao vencer a Zâmbia por 1-0, num jogo emocionante no Estádio Al Medina, em Rabat, no sábado. A vitória, conseguida com uma jogadora expulsa ainda na primeira parte, foi fundamental para as Super Falcons, que estavam sob pressão após a derrota surpreendente na estreia.

Esta edição do Campeonato Africano das Nações Feminino (Wafcon), que decorre em Marrocos, serve também como qualificação para o próximo Mundial. As quatro semifinalistas garantem presença no Brasil, enquanto as perdedoras dos quartos de final terão a oportunidade de disputar os play-offs intercontinentais.

Oshoala marca cedo, mas a expulsão complica

A Nigéria entrou bem no jogo e, aos oito minutos, Asisat Oshoala colocou a equipa em vantagem. Após um primeiro remate defendido pela guarda-redes zambiana Hazel Nali, a bola sobrou para a avançada, que a empurrou para o fundo das redes com a coxa direita.

No entanto, a alegria durou pouco. Aos 40 minutos, a defesa-central Oluwatosin Demehin foi expulsa após revisão do VAR. Demehin derrubou a avançada zambiana Barbra Banda, e a árbitra Josphine Wanjiku, depois de consultar as imagens, decidiu que a nigeriana era a última defensora, transformando o cartão amarelo inicial em vermelho. As repetições mostraram que a companheira de equipa Rofiat Imuran parecia estar em posição de cobrir, o que gerou alguma polémica.

Com uma jogadora a menos, a Nigéria teve de se defender durante grande parte do jogo. A Zâmbia, no entanto, não conseguiu aproveitar a superioridade numérica. Racheal Kundananji assustou com um livre de longa distância que a guarda-redes nigeriana Chiamaka Nnadozie defendeu para canto. Já Barbra Banda, que já foi a jogadora africana mais cara da história, esteve apagada na segunda parte. No tempo de compensação, Grace Chanda ainda teve uma oportunidade clara, mas atirou por cima da baliza.

Contexto e próximos jogos

As Super Falcons são presença constante em Mundiais Femininos, tendo chegado aos quartos de final em 1999 e aos oitavos de final nas duas últimas edições. Mais uma vez, a equipa depende de Oshoala, seis vezes eleita a melhor jogadora africana, para desbloquear jogos difíceis.

Com esta vitória, a Nigéria iguala a Zâmbia nos três pontos no Grupo C, mas ambas estão atrás do Malawi, a surpresa da competição, que venceu o Egito por 3-1 mais cedo no mesmo dia e soma seis pontos. Na última ronda, na quarta-feira, a Nigéria enfrenta o Egito e a Zâmbia joga contra o Malawi.

Noutros resultados do Wafcon, a anfitriã Marrocos já garantiu o apuramento para os quartos de final com um jogo de antecedência. Já a África do Sul, campeã em 2022 e presente nos últimos dois Mundiais, está em risco de ficar de fora do Mundial de 2027, depois de somar apenas um ponto nos dois primeiros jogos do Grupo B. As sul-africanas precisam de vencer o Burkina Faso e esperar que a Costa do Marfim derrote a Tanzânia nos últimos jogos do grupo, na terça-feira, para continuarem na luta.

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