Aliança liderada pela Uefa quer rodízio na presidência da Fifa

Resumo breve
A Uefa e seus aliados propõem que a presidência da Fifa seja rotativa entre as confederações continentais, visando limitar o poder de futuros presidentes, como Gianni Infantino. A reforma busca evitar a concentração de poder e promover maior equilíbrio no futebol mundial.
A Uefa e seus aliados estão pressionando por reformas significativas na Fifa, incluindo a proposta de que a presidência da entidade seja rotativa entre as confederações continentais. A medida, se aprovada, impediria que um único presidente acumulasse tanto poder quanto Gianni Infantino, atual mandatário da Fifa.
Proposta de rodízio na presidência
A ideia central é que o cargo de presidente da Fifa seja ocupado de forma alternada pelas seis confederações que compõem a entidade: Uefa (Europa), Conmebol (América do Sul), Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania). Isso garantiria uma representação mais equitativa e evitaria a concentração de poder em uma única região ou pessoa.
Atualmente, Infantino, que é suíço e foi eleito em 2016, está em seu terceiro mandato, tendo sido reeleito sem oposição em 2019 e 2023. Sua gestão tem sido marcada por controvérsias, incluindo críticas à sua liderança autoritária e à expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, decisão que gerou debates sobre o impacto no calendário do futebol mundial.
Contexto e implicações
A proposta surge em um momento de tensão entre a Uefa e a Fifa, especialmente após a tentativa de Infantino de criar uma Copa do Mundo bienal, que foi rejeitada pela Uefa e por outras confederações. A Uefa, liderada por Aleksander Ceferin, tem buscado fortalecer sua posição e limitar a influência de Infantino, que é visto por muitos como um presidente com poderes excessivos.
Especialistas apontam que a rotatividade poderia trazer mais estabilidade e transparência à governança do futebol, mas também alertam para possíveis desafios, como a falta de continuidade em projetos de longo prazo e a necessidade de garantir que os candidatos tenham a qualificação necessária, independentemente da região de origem.
A proposta ainda precisa ser discutida e votada pelos membros da Fifa, e não há garantias de que será aprovada, dado o forte apoio que Infantino tem entre algumas confederações, especialmente as de países em desenvolvimento, que se beneficiaram de programas de investimento da Fifa.
Reações e próximos passos
Até o momento, a Fifa não comentou oficialmente a proposta. No entanto, a iniciativa da Uefa já gerou reações mistas, com alguns apoiando a ideia de maior equilíbrio e outros temendo que isso possa enfraquecer a liderança da entidade em um momento de expansão global do futebol.
O futuro da presidência da Fifa permanece incerto, mas a pressão da Uefa e de seus aliados indica que a governança do futebol mundial pode estar prestes a passar por mudanças significativas nos próximos anos.
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