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Aliança liderada pela Uefa contra Infantino quer tornar a Fifa 'ingovernável'A Uefa e seus aliados intensificam o boicote à Fifa, visando tornar a entidade 'ingovernável' para enfraquecer a presidência de Gianni Infantino. A estratégia inclui mais boicotes e falta de cooperação em negócios importantes, mesmo que Infantino mantenha o cargo e os votos./images/pt/2026/08/alianca-liderada-pela-uefa-contra-infantino-quer-tornar-a-fifa-ingovernavel-7880eb2b-800w.webpAliança liderada pela Uefa contra Infantino quer tornar a Fifa 'ingovernável'

Aliança liderada pela Uefa contra Infantino quer tornar a Fifa 'ingovernável'

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Sede da Uefa em Nyon, Suíça, com bandeiras de futebol e prédio moderno ao entardecer, simbolizando a aliança europeia contra a Fifa.

Resumo breve

A Uefa e seus aliados intensificam o boicote à Fifa, visando tornar a entidade 'ingovernável' para enfraquecer a presidência de Gianni Infantino. A estratégia inclui mais boicotes e falta de cooperação em negócios importantes, mesmo que Infantino mantenha o cargo e os votos.

A aliança liderada pela Uefa contra Gianni Infantino está disposta a tornar a Fifa "ingovernável" por meio de mais boicotes e da falta de cooperação em negócios importantes. A ideia é que Infantino possa ter o assento — e os votos —, mas não consiga fazer nada com eles.

Em uma escalada do confronto, a Uefa reafirmou seu boicote à Fifa, mas mantém uma arma mais poderosa para tentar destituir Infantino do poder. A entidade europeia continuará sua política de não cooperação com a Fifa, numa tentativa de forçar a saída do dirigente.

Estratégia de ingovernabilidade

Fontes próximas à aliança indicam que a intenção é criar um ambiente de paralisia decisória na Fifa, dificultando a implementação de reformas e a aprovação de projetos comerciais. A falta de cooperação se estenderia a áreas como calendário internacional, direitos de transmissão e patrocínios, afetando diretamente a receita da entidade.

Essa postura mais agressiva surge em meio a tensões crescentes entre a Uefa e a Fifa, que já se manifestaram em disputas sobre a expansão do Mundial de Clubes e a criação de novas competições. A Uefa, que controla o futebol europeu, o mercado mais lucrativo do esporte, tem peso significativo nas negociações.

Contexto do conflito

Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, tem sido alvo de críticas por sua gestão centralizadora e por decisões polêmicas, como a realização da Copa do Mundo de 2022 no Catar. A aliança liderada pela Uefa, que inclui federações de outros continentes, busca limitar seu poder e influência.

Especialistas apontam que, sem a cooperação da Uefa, a Fifa enfrentaria dificuldades para aprovar mudanças estatutárias e para negociar contratos globais, o que poderia inviabilizar projetos de expansão do futebol em mercados emergentes.

Próximos passos

Ainda não está claro até onde a Uefa levará sua estratégia, mas a sinalização é de que não haverá recuo. A entidade europeia já demonstrou disposição para boicotar eventos e reuniões da Fifa, e a possibilidade de uma cisão no futebol mundial não está descartada.

Enquanto isso, Infantino tenta manter o apoio de outras confederações, especialmente as de África e Ásia, que se beneficiaram de aumentos nos repasses financeiros durante sua gestão. A disputa promete marcar o cenário do futebol internacional nos próximos anos.

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