Aliança liderada pela Uefa contra Infantino quer tornar a Fifa 'ingovernável'

Resumo breve
A Uefa e seus aliados intensificam o boicote à Fifa, visando tornar a entidade 'ingovernável' para enfraquecer a presidência de Gianni Infantino. A estratégia inclui mais boicotes e falta de cooperação em negócios importantes, mesmo que Infantino mantenha o cargo e os votos.
A aliança liderada pela Uefa contra Gianni Infantino está disposta a tornar a Fifa "ingovernável" por meio de mais boicotes e da falta de cooperação em negócios importantes. A ideia é que Infantino possa ter o assento — e os votos —, mas não consiga fazer nada com eles.
Em uma escalada do confronto, a Uefa reafirmou seu boicote à Fifa, mas mantém uma arma mais poderosa para tentar destituir Infantino do poder. A entidade europeia continuará sua política de não cooperação com a Fifa, numa tentativa de forçar a saída do dirigente.
Estratégia de ingovernabilidade
Fontes próximas à aliança indicam que a intenção é criar um ambiente de paralisia decisória na Fifa, dificultando a implementação de reformas e a aprovação de projetos comerciais. A falta de cooperação se estenderia a áreas como calendário internacional, direitos de transmissão e patrocínios, afetando diretamente a receita da entidade.
Essa postura mais agressiva surge em meio a tensões crescentes entre a Uefa e a Fifa, que já se manifestaram em disputas sobre a expansão do Mundial de Clubes e a criação de novas competições. A Uefa, que controla o futebol europeu, o mercado mais lucrativo do esporte, tem peso significativo nas negociações.
Contexto do conflito
Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, tem sido alvo de críticas por sua gestão centralizadora e por decisões polêmicas, como a realização da Copa do Mundo de 2022 no Catar. A aliança liderada pela Uefa, que inclui federações de outros continentes, busca limitar seu poder e influência.
Especialistas apontam que, sem a cooperação da Uefa, a Fifa enfrentaria dificuldades para aprovar mudanças estatutárias e para negociar contratos globais, o que poderia inviabilizar projetos de expansão do futebol em mercados emergentes.
Próximos passos
Ainda não está claro até onde a Uefa levará sua estratégia, mas a sinalização é de que não haverá recuo. A entidade europeia já demonstrou disposição para boicotar eventos e reuniões da Fifa, e a possibilidade de uma cisão no futebol mundial não está descartada.
Enquanto isso, Infantino tenta manter o apoio de outras confederações, especialmente as de África e Ásia, que se beneficiaram de aumentos nos repasses financeiros durante sua gestão. A disputa promete marcar o cenário do futebol internacional nos próximos anos.
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