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Kasprowicz: Jogar em casa nos dá um impulso extraO treinador da Polônia, Marcin Kasprowicz, fala sobre a importância de sediar a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026, a evolução de sua equipe e os desafios do Grupo A, que inclui Argentina, México e Benin./images/pt/2026/08/kasprowicz-jogar-em-casa-nos-da-um-impulso-extra-d1c6b125-800w.webpKasprowicz: Jogar em casa nos dá um impulso extra

Kasprowicz: Jogar em casa nos dá um impulso extra

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Kasprowicz: Jogar em casa nos dá um impulso extra

Resumo breve

O treinador da Polônia, Marcin Kasprowicz, fala sobre a importância de sediar a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026, a evolução de sua equipe e os desafios do Grupo A, que inclui Argentina, México e Benin.

O técnico da seleção polonesa, Marcin Kasprowicz, conversou com a FIFA sobre a oportunidade de liderar sua equipe na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026™, que será disputada em casa. Para o treinador, o torneio representa um marco não apenas para o futebol feminino polonês, mas também para a geração de jogadoras que ele comanda desde as categorias de base.

Um marco histórico para o futebol feminino polonês

A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026™ é um momento histórico para o futebol feminino na Polônia por vários motivos. Esta será a primeira vez que o país sedia um grande torneio mundial feminino, e a competição também marca o próximo grande passo para a geração liderada por Kasprowicz. Na fase de grupos, as anfitriãs enfrentarão três adversários distintos: Argentina, México e Benin, que fará sua estreia em mundiais femininos.

Em entrevista à FIFA, Kasprowicz discutiu o desenvolvimento de sua equipe, o significado de sediar a Copa do Mundo, os pontos fortes dos adversários do grupo e seu objetivo claro: vencer partidas.

Evolução e aprendizado contínuo

"Acima de tudo, esta é uma equipe mais experiente. As jogadoras realmente evoluíram, e eu também cresci como treinador. Não há preço que pague isso", afirmou Kasprowicz. "Participar da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™ na República Dominicana foi um desafio enorme e uma experiência de aprendizado para nós. Jogamos contra as melhores seleções do mundo, incluindo a Coreia do Norte, que se tornou campeã mundial."

O treinador destacou que partidas como essas impulsionam o time: "Elas nos dão novos objetivos, um novo senso de determinação e nos permitem avaliar o desenvolvimento individual das jogadoras. Testar-nos contra diferentes estilos de jogo e diferentes perfis de jogadoras nos torna mais completos como equipe."

O caminho até o Mundial Sub-20

Kasprowicz enfatizou que a equipe está fazendo história. "A Copa do Mundo Sub-20 é o torneio juvenil mais importante do mundo e, para a maioria das jogadoras, é o único torneio desse tipo em suas carreiras. Isso encerrará uma etapa específica do nosso desenvolvimento. Já participamos de quatro Campeonatos Europeus – duas vezes no Sub-17 e duas no Sub-19 – além da Copa do Mundo Sub-17 – e agora estamos na Copa do Mundo Sub-20."

O técnico acredita que o caminho escolhido foi o certo: "Não é por acaso que chegamos a todos esses grandes torneios. Agora, jogaremos em um que funciona quase como um fecho, sendo a culminação de todo o nosso ciclo de desenvolvimento. Acredito firmemente que isso também acelerará o ímpeto das jogadoras e sua transição para o futebol de clube sênior, bem como seu caminho para a seleção principal. As jogadoras que se destacarem serão, sem dúvida, consideradas para convocações futuras."

Além disso, Kasprowicz ressaltou que este é o primeiro torneio de elite da história do futebol feminino a ser sediado na Polônia: "Teremos um grande torneio, tanto dentro quanto fora de campo."

Desafios no Grupo A

O treinador reconheceu a força dos adversários: "É um grupo difícil e a oposição é forte. A Argentina é uma equipe muito boa. Eles são capazes de vencer as melhores seleções, até mesmo o Brasil. Não é por acaso que se classificaram novamente para a Copa do Mundo e que temos a oportunidade de jogar contra elas."

Sobre o México, Kasprowicz lembrou do amistoso em Bielsko-Biała em junho: "É uma história semelhante com o México, contra quem jogamos um amistoso em junho. No entanto, é preciso lembrar que um amistoso é completamente diferente de uma partida de Copa do Mundo. O objetivo daquele jogo, porém, era entendê-las em campo, compreender seus pontos fortes e identificar suas principais jogadoras. Foi um teste muito valioso, após o qual posso dizer que são um adversário muito forte."

Quanto a Benin, novata no cenário mundial, o técnico destacou a imprevisibilidade: "Como uma equipe totalmente nova neste nível, Benin será altamente imprevisível. As equipes podem reagir à atmosfera de um torneio de muitas maneiras diferentes. Algumas podem ser paralisadas pelo medo do palco, mas outras encontram energia extra e adrenalina positiva."

Abordagem e objetivos

Kasprowicz deixou claro que a equipe precisa de humildade e comprometimento: "Devemos abordar esta Copa do Mundo com humildade, comprometimento total e senso de responsabilidade. Nosso objetivo será vencer jogos. Este será um trampolim para o desenvolvimento contínuo do futebol feminino polonês, e espero e acredito firmemente que este torneio tornará o futebol feminino ainda mais popular em casa."

O técnico também vê o evento como uma inspiração para as novas gerações: "A Copa do Mundo deve inspirar mais meninas a praticar o esporte. Veremos então elas progredirem pelas categorias de base e chegarem ao futebol sênior nas competições organizadas pela Associação Polonesa de Futebol. Esse será outro objetivo, e um que pode ter um impacto mais amplo."

Preparação mental e física

Kasprowicz destacou a força mental do grupo: "Somos uma equipe muito forte mentalmente. Anos de trabalho conjunto significam que, por um lado, não tememos nenhum adversário e, por outro, mostramos a todos um imenso respeito. Estamos cientes de que muito depende de nós – da nossa mentalidade futebolística e competitiva. Espero e acredito que a experiência que acumulamos nos últimos quatro anos valerá a pena na Copa do Mundo."

O treinador também mencionou a importância da seleção do elenco e da preparação física: "O crucial será acertar a seleção do elenco para o torneio. A condição física e manter as jogadoras saudáveis também serão vitais. Quanto ao aspecto mental, estou muito calmo. Faremos tudo para garantir que a equipe seja movida pela ambição e pela vontade de vencer."

Estratégia para a fase de grupos

Kasprowicz analisou os desafios específicos: "Não há dúvida de que será um tipo diferente de desafio. Argentina, México e Benin são três equipes muito contrastantes, com estilos de jogo diferentes. Benin será novata, então a empolgação e a atmosfera serão totalmente novas para elas e ninguém sabe como reagirão."

"Para nós, no entanto, a partida mais importante será contra a Argentina. É o jogo de abertura da Copa do Mundo, então naturalmente é onde nosso foco está."

O técnico enfatizou a importância de cada detalhe na fase de grupos: "Tudo conta na fase de grupos. Cada ponto, cada gol marcado e sofrido, cartões vermelhos e amarelos – tudo importa e você precisa estar preparado para isso. Acredito que a experiência da República Dominicana também valerá aqui."

Jogar em casa: um impulso extra

Kasprowicz expressou entusiasmo por jogar na Polônia: "Estamos emocionados por jogar na Polônia. Jogamos tantos torneios e partidas diante dos nossos próprios torcedores que esse tipo de atmosfera não nos intimida. Pelo contrário, dá-nos um impulso extra."

O treinador quer que a equipe seja pragmática: "Em um torneio como este, você simplesmente tem que jogar um futebol eficaz. No ano passado, terminamos em quinto lugar no Campeonato Europeu na Polônia, o que significa que conquistamos nossa vaga na Copa do Mundo por mérito, não apenas por sermos o país anfitrião. Isso mostra o quão forte é nossa equipe e que nossas jogadoras têm um enorme potencial."

"Não temos ideia de como as partidas vão se desenrolar. A oposição pode se fechar e defender, ou pode jogar aberto. No final, porém, é o resultado que importa. O futebol eficaz e eficiente ditará até onde vamos."

O início do torneio é crucial

Kasprowicz destacou a importância do início: "O início do torneio será crucial. Se começarmos bem, estou convencido de que podemos ir longe. Vale notar que os vencedores do grupo teoricamente têm um caminho mais fácil nas fases eliminatórias. Por enquanto, porém, o foco está na fase de grupos. Queremos jogar três grandes partidas e vencê-las todas, mas o jogo mais importante é Polônia contra Argentina. Estamos nos preparando para isso com detalhes meticulosos e elaborando a melhor estratégia e plano de jogo para obter o resultado que queremos."

Por fim, o treinador expressou seu desejo para o torneio: "Mais do que tudo, quero que todas as jogadoras, a comunidade do futebol feminino polonês em geral e os torcedores saiam felizes. As sessões de treinamento, as partidas, a preparação e os resultados farão parte da experiência de aprendizado. Isso é inestimável. Temos uma grande equipe e grandes pessoas ao nosso redor. Todos nós nos beneficiamos de passar tanto tempo juntos e fazer o que mais amamos – competir, vencer e compartilhar a emoção de tudo isso."

"É uma pena que haja um limite no tamanho do elenco, porque eu levaria 30 ou 40 jogadoras com prazer. Adoraria levar todas. Levaremos 21 jogadoras para o campo de treinamento, selecionando as melhores da Polônia e as que jogam no exterior. Seus clubes também serão cruciais para garantir que as jogadoras cheguem ao campo em boa forma e com muita prática de jogo."

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