Pular para o conteúdo
Skinner deixa comando do Man Utd antes da WSLMarc Skinner deixou o cargo de treinador do Manchester United por consentimento mútuo, um mês antes do início da temporada da WSL./images/pt/2026/08/skinner-deixa-comando-do-man-utd-antes-da-wsl-10525a4d-800w.webpSkinner deixa comando do Man Utd antes da WSL

Skinner deixa comando do Man Utd antes da WSL

Atualizado 4 min read
Marc Skinner, treinador do Manchester United feminino, em pé à beira do campo durante uma partida, com jogadoras ao fundo e a torcida nas

Resumo breve

Marc Skinner deixou o cargo de treinador do Manchester United por consentimento mútuo, um mês antes do início da temporada da WSL.

O Manchester United anunciou que Marc Skinner deixou o cargo de treinador da equipe feminina por consentimento mútuo, poucas semanas antes do início da temporada da Women's Super League (WSL). A saída ocorre em um momento de transição para o clube, que busca reestruturar sua abordagem no futebol feminino.

Skinner, de 43 anos, esteve à frente do United por cinco temporadas, período em que conquistou o primeiro grande título da história da equipe feminina: a vitória na final da FA Cup feminina em 2024. Além disso, sob seu comando, o clube alcançou pela primeira vez a fase de grupos da Women's Champions League na temporada passada, um marco significativo para a equipe.

Apesar dessas conquistas, o treinador também acumulou vice-campeonatos em três finais de copas domésticas, o que gerou frustração entre os torcedores. Sua saída acontece exatamente um mês antes do início da WSL, com o United programado para enfrentar o London City Lionesses em 4 de setembro, às 19h (horário de Brasília).

Contexto da saída

Skinner, que anteriormente comandou o Birmingham City, havia expressado publicamente preocupações sobre a falta de investimento no elenco. O United teve um verão tranquilo no mercado de transferências, em contraste com os rivais diretos. Enquanto Manchester City, Arsenal e Chelsea reforçaram seus times, o clube de Manchester optou por uma mudança estratégica: focar na contratação de jogadoras mais jovens, visando um sucesso sustentável a longo prazo.

Essa nova abordagem já havia sido sinalizada em julho, quando o BBC Sport noticiou que a academia feminina passaria a treinar em Carrington, a principal instalação de treinamento do clube. No entanto, os torcedores demonstraram crescente insatisfação com a falta de gastos no mercado, especialmente diante dos movimentos de outros clubes.

O London City Lionesses, que terminou na quinta posição na última temporada, contratou a duas vezes vencedora da Bola de Ouro, Alexia Putellas, enquanto o Tottenham reforçou sua defesa com a zagueira Alice Sombath, vinda do Lyon. Essas contratações evidenciam a disparidade de investimento entre os clubes da WSL.

Negociações e perfil do substituto

De acordo com fontes internas, o clube e Skinner mantiveram conversas durante o verão e chegaram a um acordo mútuo para a rescisão. A diretoria já está avançada na busca por um substituto, com verificações de antecedentes de possíveis candidatos já concluídas. Um dos principais requisitos para o novo treinador é ter histórico comprovado no desenvolvimento de jogadoras, alinhado à nova filosofia do clube.

Análise: relações desgastadas

A passagem de Skinner pelo United foi marcada por altos e baixos, e ele nunca conseguiu conquistar plenamente a apaixonada torcida do clube. As críticas atingiram o auge em 2024, quando torcedores levaram faixas ao Leigh Sports Village pedindo sua demissão. Ele assumiu o cargo em 2021, substituindo a ex-zagueira da seleção inglesa Casey Stoney, que deixou o clube por frustrações com a falta de investimento.

Essa questão foi recorrente durante todo o mandato de Skinner, que frequentemente apontava a falta de profundidade no elenco após derrotas para os principais rivais. O proprietário do United, Sir Jim Ratcliffe, também enfrentou críticas por seus comentários sobre a equipe feminina, e houve indignação com as instalações de treinamento em 2024, que Skinner defendeu na época.

Apesar de ter menos recursos do que outros treinadores da WSL, Skinner conseguiu quebrar a ordem estabelecida, levando o United a dois terceiros lugares no campeonato durante seus cinco anos no comando. Isso garantiu a classificação para a Champions League, embora a equipe só tenha conseguido avançar das fases classificatórias na última temporada.

No entanto, ele foi criticado em várias ocasiões por falta de ousadia em jogos decisivos, teimosia nas escalações e pelo baixo número de jogadoras formadas na base que chegaram ao time principal. A não classificação para a Champions League nesta temporada impactou diretamente o mercado de transferências, e, apesar de ter assinado um novo contrato no ano passado — que o vinculava ao clube até 2027, com opção de mais um ano —, a relação entre treinador e clube já não era harmoniosa.

Enquanto Skinner anteriormente defendia o clube diante das críticas, na última temporada ele passou a questionar mais os gastos, deixando claro que desejava maior apoio financeiro. Sua saída marca o fim de um ciclo e abre espaço para uma nova era no futebol feminino do Manchester United.

Tudo Copa Do Mundo Feminina

Pesquisar