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Como a janela do Tottenham mostra grandes ambições na WSL

Atualizado 5 min read
Jogadoras do Tottenham comemorando um gol no estádio, com torcida ao fundo e bandeiras do clube, em um dia ensolarado de partida da WSL.

Resumo breve

O Tottenham está demonstrando grandes ambições na Women's Super League com uma janela de transferências agressiva, incluindo recordes de contratações e reforços de peso.

O Tottenham está deixando claro, com sua movimentação no mercado de transferências deste verão, que tem grandes ambições para a próxima temporada da Women's Super League (WSL). A equipe de Martin Ho reforçou-se de forma significativa, construindo um elenco que, no papel, pode incomodar os principais clubes da liga.

Na temporada passada, o Tottenham terminou em quinto lugar na WSL, uma melhora considerável em relação ao ano anterior, quando lutou contra o rebaixamento. Agora, com uma série de contratações de peso, o clube busca dar um salto de qualidade e se firmar entre os gigantes do futebol feminino inglês.

Reforços de peso e recorde de contratação

O Tottenham quebrou seu recorde de contratação neste verão ao trazer a zagueira francesa Alice Sombath, do Lyon, por um valor não revelado, mas que supera os cerca de £375.000 gastos em Signe Gaupset em janeiro. Além de Sombath, o clube anunciou as atacantes Shekiera Martinez e Kirsty Hanson, a zagueira Caitlin Dijkstra, a meio-campista Victoria Pelova e a goleira Selma Panengstuen.

Essas contratações mostram uma estratégia clara de reforçar todos os setores do time, com uma mistura de jovens promessas e jogadoras experientes. A diretoria do Tottenham parece determinada a dar ao técnico Martin Ho as ferramentas necessárias para competir em alto nível.

Plano de recrutamento e evolução do clube

Esta é a sétima temporada do Tottenham na elite do futebol feminino inglês, e o crescimento do clube tem sido notável. O número de funcionários aumentou, as instalações de treinamento melhoraram, e o time agora tem sua própria base no centro de treinamento do clube, em Hotspur Way. No entanto, os planos para uma nova academia feminina e de categorias de base foram bloqueados na justiça esta semana.

Desde a promoção em 2019, o Tottenham tem vivido momentos marcantes. Poucos meses após subir, o clube recebeu quase 40.000 torcedores no Tottenham Hotspur Stadium para o clássico do norte de Londres contra o Arsenal, que terminou em derrota. Um ano depois, a superestrela americana Alex Morgan foi contratada por empréstimo de curta duração após dar à luz. Em 2024, o time chegou à final da FA Cup feminina.

A temporada 2024-25, sob o comando de Robert Vilahamn, foi decepcionante e resultou em sua demissão. A chegada de Martin Ho, em julho de 2025, trouxe uma nova energia, e o time saltou na tabela em sua temporada de estreia.

Desde que Ho assumiu, o Tottenham adotou um plano de recrutamento de 12 meses, com alvos identificados nas três janelas seguintes. As negociações com a atacante Cathinka Tandberg e a zagueira Toko Koga, que chegaram em 2025, já estavam avançadas antes mesmo do contrato de Ho ser finalizado, e ambas se tornaram peças-chave sob seu comando.

Ho dedicou seu primeiro verão a analisar o elenco e identificar as necessidades antes de implementar um plano de evolução abrangente. Fontes do Tottenham afirmam que o clube contratou todos os seus principais alvos em janeiro e já repetiu o feito neste verão, mesmo com a janela aberta até 3 de setembro. Houve um esforço deliberado para concluir os negócios cedo, permitindo que Ho trabalhasse com todo o elenco durante a pré-temporada.

O diretor-geral Andy Rogers, que está no Tottenham há 24 anos, liderou as negociações deste verão, com o objetivo de deixar o clube em uma posição forte e garantir uma transição suave antes de sua saída.

Ambicião máxima: a Champions League

O impacto desse planejamento e do sucesso nas contratações só será totalmente avaliado no final da temporada. O Tottenham consolidou sua posição como clube da WSL e tem recursos fora de campo suficientes para começar a construir um caminho rumo ao futebol europeu.

Ho tem sido consistente em seu discurso, enfatizando que a ambição do Tottenham é competir com os melhores da WSL e montar um elenco capaz de disputar a Champions League. No entanto, com apenas os três primeiros colocados da WSL se classificando para a competição continental, e com Arsenal, Chelsea, Manchester City e Manchester United dominando essas posições, o desafio é enorme.

Além disso, o Tottenham precisa competir com outros clubes que também investem pesado, como London City Lionesses e Brighton, que têm ambições semelhantes de chegar ao top 3. Esse investimento e crescimento têm sido um catalisador para o Tottenham, que sabe que não pode ficar para trás em um período em que os recordes de taxas de transferência são quebrados constantemente.

Vivemos um momento no desenvolvimento do futebol feminino em que as discussões sobre regulamentações financeiras e tetos salariais ainda estão em estágio inicial. Isso significa que os clubes têm a capacidade de injetar mais dinheiro se desejarem, com pouca resistência regulatória — embora isso possa mudar em um futuro próximo.

O investimento do Tottenham no time feminino coincide com uma janela ambiciosa para o time masculino, que busca se recuperar de uma campanha ruim que quase resultou em rebaixamento da Premier League. Isso faz parte de uma mudança geral na estratégia do clube após a saída do presidente Daniel Levy em setembro de 2025 e a subsequente movimentação na diretoria.

Vinai Venkatesham, que chegou como CEO vindo do Arsenal em abril de 2025, foi crucial para o sucesso do time feminino do Arsenal e espera repetir esse feito no Tottenham. Ao contratar alguns dos melhores jovens talentos da Europa, como Gaupset e Sombath, e misturá-los com artilheiras experientes da WSL, como Hanson e Martinez, o Tottenham espera dar a Ho um elenco que ele possa desenvolver e moldar.

Outro grande desafio para o clube é o crescimento da base de fãs. O Tottenham teve uma média de público de apenas 1.734 na WSL na temporada passada, número que já considera os jogos com maior público no estádio principal. Aumentar essa média será fundamental para o clube se firmar entre os grandes do futebol feminino.

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