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Korka Fall fala sobre as ambições de Senegal na Copa do Mundo FemininaKorka Fall, atacante de Senegal, projeta a quarta participação na Copa Africana de Nações Feminina com o objetivo claro de levar as Leões de Teranga às semifinais e garantir a primeira vaga do país na Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2027, no Brasil./images/pt/2026/07/korka-fall-fala-sobre-as-ambicoes-de-senegal-na-copa-do-mundo-feminina-160f203c-800w.webpKorka Fall fala sobre as ambições de Senegal na Copa do Mundo Feminina

Korka Fall fala sobre as ambições de Senegal na Copa do Mundo Feminina

Atualizado 3 min read
Korka Fall fala sobre as ambições de Senegal na Copa do Mundo Feminina

Resumo breve

Korka Fall, atacante de Senegal, projeta a quarta participação na Copa Africana de Nações Feminina com o objetivo claro de levar as Leões de Teranga às semifinais e garantir a primeira vaga do país na Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2027, no Brasil.

Enquanto se prepara para sua quarta Copa Africana de Nações Feminina (WAFCON), a atacante senegalesa Korka Fall não esconde a ambição que move a seleção de Senegal. Em entrevista à FIFA, a jogadora do Caen, da França, estabeleceu uma meta clara e ousada: conduzir as Leões de Teranga às semifinais do torneio, que será realizado em Marrocos de 26 de julho a 16 de agosto, e garantir a inédita classificação de Senegal para a Copa do Mundo Feminina da FIFA, que será sediada pelo Brasil em 2027.

Uma trajetória de crescimento

Fall reconhece que Senegal não chega como favorita, mas vê no papel de azarão uma vantagem. "Vamos para este torneio como azarões", afirmou, destacando que essa condição permite que a equipe jogue com liberdade, propósito e convicção. Essa confiança se baseia em uma evolução consistente nos últimos anos.

Após retornar à WAFCON em 2022, depois de uma década de ausência, Senegal chegou perigosamente perto de alcançar as semifinais e a classificação automática para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2023. A equipe chegou às quartas de final, onde foi eliminada pela Zâmbia em uma disputa por pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. Dois anos depois, novamente nas quartas, caiu diante da atual campeã África do Sul, também nos pênaltis, após um empate sem gols.

Ambas as eliminações foram dolorosas, mas serviram como evidência do progresso senegalês. Uma seleção que, desde 1991, havia feito apenas duas participações em fases finais de torneios, ambas terminando na fase de grupos, começou a desafiar as principais forças do futebol africano em partidas eliminatórias.

Frustração e amadurecimento

Fall acredita que a inexperiência pesou em 2022. "Foi o nosso primeiro contato com o futebol nesse nível de competição. Simplesmente nos faltou experiência." Desde então, ela sente que o grupo amadureceu. "A equipe entrou em outra dimensão. Melhoramos muito técnica, física e mentalmente. Muitas jogadoras jovens também se juntaram a nós." Senegal agora pode contar com uma mistura de experiência entre as veteranas e a energia de uma nova geração que se desenvolve em um ambiente mais favorável do que o conhecido por suas antecessoras.

Transformação do futebol feminino

Fall também testemunhou uma transformação profunda no futebol feminino no Senegal e, de forma mais ampla, em toda a África. Por muito tempo deixado nas sombras, o esporte agora desfruta de reconhecimento crescente. "Nos últimos seis anos, vi um progresso real, especialmente no Senegal. Muitas das minhas companheiras de equipe agora jogam no exterior, algo que me orgulha."

Para a atacante, a próxima WAFCON também carrega um significado pessoal. Com mais de 13 anos servindo à seleção nacional, a capitã sabe que pode não haver muitas outras chances de realizar seu sonho de longa data. "Jogar uma Copa do Mundo seria um sonho, tanto para mim quanto para todo o grupo." Fall já conhece bem a margem estreita entre o sucesso e o fracasso. No Torneio de Repescagem da FIFA para a Copa de 2023, as esperanças de Senegal terminaram com uma derrota por 4 a 0 para o Haiti, na Nova Zelândia.

Rumo ao inédito

As Leões de Teranga não querem mais ser elogiadas apenas pelo progresso ou pela capacidade de incomodar as principais seleções africanas. Após eliminações consecutivas nas quartas de final, estão determinadas a transformar potencial em resultados. Uma vaga nas semifinais seria ao mesmo tempo uma conquista histórica, a culminação da jornada de uma geração e o início de um novo capítulo, no qual Senegal finalmente poderá ocupar seu lugar no cenário mundial.

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