Holmes: Nova Zelândia jogará sem medo no Mundial Sub-20

Resumo breve
Callum Holmes, técnico de 30 anos, lidera a Nova Zelândia no Mundial Feminino Sub-20 na Polônia. Em entrevista à FIFA, ele fala sobre o grupo difícil, a importância de desenvolver talentos e a confiança em jogadoras como Pia Vlok e Daisy Brazendale.
Callum Holmes, técnico da Nova Zelândia, afirmou que sua equipe jogará sem medo no próximo Mundial Feminino Sub-20 da FIFA, que será realizado na Polônia. Em entrevista exclusiva à FIFA antes da viagem da delegação, Holmes destacou a importância de equilibrar o desenvolvimento das jogadoras com a busca por resultados em um grupo considerado extremamente difícil.
Uma trajetória incomum até o comando
Aos 30 anos, Holmes vive o auge de uma carreira que começou cedo. Aos 17, percebeu que não teria futuro como jogador e decidiu se dedicar à arbitragem, mas logo migrou para o coaching. "Aos 19, tive meu primeiro emprego em tempo integral e as coisas simplesmente seguiram daí", relembra. Ele passou pelo sistema de academias do Wellington Phoenix, na Nova Zelândia, antes de uma temporada na Inglaterra, trabalhando no Sunderland. Depois, retornou ao Phoenix como assistente técnico da equipe feminina, o que abriu seus olhos para suas verdadeiras forças como treinador.
Atualmente, Holmes também atua como diretor de futebol em um clube local, sempre buscando absorver conhecimento de diferentes fontes. "Sempre foi sobre coletar o máximo de informação possível de pessoas, lugares e experiências distintas e trazer isso para o meu trabalho", explica.
Desafios no Grupo D
A Nova Zelândia garantiu vaga no Mundial Sub-20 pela décima vez consecutiva, mas só avançou da fase de grupos uma vez, quando chegou às quartas de final em 2014, no Canadá. Nesta edição, a equipe está no Grupo D, ao lado de Japão, Itália e Estados Unidos. Holmes reconhece a força dos adversários: "O grupo é incrivelmente difícil. O Japão é uma potência no futebol feminino há muito tempo, e sofremos uma derrota pesada (7 a 0) para eles na última edição, na Colômbia. A Itália mostrou como é difícil se classificar pela Europa, e os EUA são os EUA, muito fortes no futebol feminino".
Apesar dos desafios, o treinador vê uma oportunidade: "Para nós, é uma questão de sermos extremamente competitivos em todos os jogos e mantermos nossos pontos fortes. Queremos mostrar as qualidades neozelandesas como equipe e dar a plataforma para que as jogadoras individuais mostrem seu potencial. Se avançarmos, será a cereja do bolo".
Desenvolvimento de talentos e a ponte para a seleção principal
O Sub-20 sempre foi um celeiro para a seleção principal feminina da Nova Zelândia, as Football Ferns. Holmes destaca a importância dessa etapa para preparar as jogadoras para o futuro, especialmente com a Copa do Mundo Feminina da FIFA, no Brasil, marcada para o próximo ano. "Este estágio é muito importante para nossas jogadoras. Temos muito talento e, quanto mais oportunidades e exposição dermos a elas no cenário mundial, melhor será para suas carreiras e para a seleção principal", afirma.
Holmes menciona o alinhamento com o técnico da seleção principal, Michael Mayne, com quem conversa semanalmente. "Temos uma clara sintonia agora, e isso é algo que poucos países têm. É uma força única nossa", destaca. Ele cita Manaia Elliott, que participou do Mundial Sub-20 na Colômbia e agora integra a seleção principal, como exemplo de transição bem-sucedida.
Pia Vlok e Daisy Brazendale: as apostas
Entre as jogadoras que podem brilhar na Polônia, Holmes destaca a atacante Pia Vlok, de 20 anos, que já tem quatro jogos pela seleção principal e um gol marcado. "Pia é incrivelmente importante para nós. Ela tem experiência em Mundiais e foi capitã do Sub-17. Qualquer equipe de sucesso sempre teve uma ou duas jogadoras que podem criar algo do nada", diz. Vlok teve uma temporada de destaque na A-League pelo Wellington Phoenix.
Outra promessa é Daisy Brazendale, de 20 anos, com 45 jogos na A-League. "Ela não aparece tanto nas manchetes porque não marca muitos gols, mas é uma jogadora que pode surpreender no cenário mundial", avalia Holmes. Ele também ressalta a importância do coletivo: "Queremos mostrar nossa força como equipe. Somos muito trabalhadores e, quando as coisas ficam difíceis, nos levantamos e vamos para cima. Quero que as jogadoras se expressem, joguem seu futebol natural, sem medo".
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