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Os sete bicampeões mundiais do PanamáOito anos após a estreia na Copa do Mundo, sete jogadores que estiveram na Rússia 2018 voltam a representar o Panamá em 2026. Amir Murillo, Yoel Bárcenas e companhia são peças-chave na busca pela primeira vitória do país no torneio./images/pt/2026/06/os-sete-bicampeoes-mundiais-do-panama-536fda0e-800w.webpOs sete bicampeões mundiais do Panamá

Os sete bicampeões mundiais do Panamá

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Os sete bicampeões mundiais do Panamá

Resumo breve

Oito anos após a estreia na Copa do Mundo, sete jogadores que estiveram na Rússia 2018 voltam a representar o Panamá em 2026. Amir Murillo, Yoel Bárcenas e companhia são peças-chave na busca pela primeira vitória do país no torneio.

Oito anos se passaram desde que o Panamá fez sua estreia na Copa do Mundo FIFA™, na Rússia 2018, e muitos dos jogadores daquela campanha já penduraram as chuteiras. No entanto, sete dos históricos centro-americanos continuam sendo parte fundamental dos Canaleros e tiveram papéis importantes na classificação para a Copa do Mundo FIFA 2026™: Yoel Bárcenas, Eric Davis, Ismael Díaz, Fidel Escobar, Aníbal Godoy, Amir Murillo e José Luis Rodríguez.

“Eles não são mais novatos — alguns, claro, estão fazendo sua estreia, enquanto outros têm experiência — mas juntos precisam render ao máximo”, disse o técnico do Panamá, Thomas Christiansen, ao anunciar a lista de 26 convocados.

A experiência do septeto panamenho será fundamental, já que a equipe enfrentará Croácia, Inglaterra e Gana no Grupo L em busca da primeira vitória do país em Copas. A FIFA analisa os sete ‘bicampeões’ do Panamá e como seu futebol evoluiu desde a Rússia.

Yoel Bárcenas: de ponta veloz a maestro do meio-campo

Em 2018, Bárcenas era conhecido principalmente como um ponta veloz, cuja rapidez e agilidade podiam vencer duelos individuais e desequilibrar a defesa adversária. Ao longo dos anos, ele se tornou mais uma presença no meio-campo, exibindo melhor controle e toque de bola, aprimorando sua precisão nos passes e finalizações e mostrando capacidade de combinar com companheiros no terço final.

Eric Davis: força e liderança na lateral

No caso de Davis, a evolução veio com a musculatura. Ele não era exatamente um jovem franzino aos 27 anos na Rússia, mas a força que o lateral-esquerdo ganhou nos anos seguintes trouxe grande fisicalidade ao seu jogo, ajudando-o a superar lesões que o atormentaram no início da carreira. Ofensivamente, está mais envolvido e, com a idade, Davis se tornou um dos líderes mais vocais do elenco panamenho.

Ismael Díaz: o artilheiro amadurecido

Díaz era um atacante jovem e inexperiente de 21 anos em 2018, mas agora se tornou o principal goleador dos Canaleros. Há algo em torneios que desperta o melhor dele nos últimos anos, incluindo uma artilharia com seis gols na Copa Ouro da Concacaf de 2025. Sua visão de jogo melhorou enormemente, assim como seu entendimento do espaço no terço final e os momentos certos para chegar à área.

Fidel Escobar: solidez defensiva renascida

O zagueiro central tinha 23 anos quando jogou as três partidas do Panamá na Rússia, mas nos anos seguintes enfrentou incertezas no nível de clubes, especialmente na Europa, onde nunca encontrou continuidade. O gigante costarriquenho Saprissa acabou sendo um refúgio e, desde que se juntou a eles em 2022, ele cresceu como jogador, principalmente com seus passes de trás para o meio-campo e sua organização defensiva. Essas duas qualidades certamente serão testadas nos três confrontos do Grupo L.

Aníbal Godoy: o cão de guarda experiente

Godoy já era um pilar da seleção panamenha em 2018 e, oito anos depois, continua igualmente importante. O jogador do San Diego FC ainda traz muita garra ao meio-campo, mas algumas das entradas imprudentes que o atormentaram nos seus 20 anos foram controladas à medida que ele entra no outono da carreira. Mais do que nunca, é um treinador em campo com sua gestão do meio-campo, além de ter melhorado seus passes, evidenciado pelo aumento em suas assistências.

Amir Murillo: a ascensão de um lateral de elite

Talvez nenhum jogador do elenco panamenho tenha evoluído tanto desde a Rússia 2018 quanto Murillo. Na época, ele era um lateral-direito em ascensão no New York Red Bulls da Major League Soccer (MLS), tendo começado as duas primeiras partidas do Panamá. Ele decolou em 2019 com uma transferência para o gigante belga Anderlecht, seguida por uma passagem na França com o Olympique de Marseille e agora no poderoso turco Besiktas. Defensivamente, seus fechamentos sobre atacantes adversários são os melhores da equipe, assim como seus cruzamentos no terço ofensivo. Não há muitos jogadores panamenhos com experiência em competições europeias, então seu tempo nesses jogos de alta pressão será, sem dúvida, um trunfo em junho.

José Luis Rodríguez: de promessa a realidade

Rodríguez se despediu da adolescência durante a Rússia 2018, tendo começado a partida de estreia contra a Bélgica. Ponta dinâmico, era pura eletricidade para os Canaleros, mas lhe faltava a consistência que muitas vezes atrapalha jogadores mais jovens. Agora aos 27 anos, o jogador do Juárez está no auge e atua regularmente em alto nível para Christiansen. Antes, seus lampejos de brilhantismo vinham em situações de um contra um, mas ele progrediu no jogo de combinação no ataque e se tornou um finalizador muito melhor.

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