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Tony Meola relembra o jogo do EUA contra o Brasil no 4 de JulhoO ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos, Tony Meola, compartilha suas memórias do confronto contra o Brasil no Dia da Independência, durante a Copa do Mundo de 1994. A partida, realizada no Stanford Stadium, marcou a história do futebol americano e é lembrada até hoje./images/pt/2026/07/tony-meola-relembra-o-jogo-do-eua-contra-o-brasil-no-4-de-julho-a504fcad-800w.webpTony Meola relembra o jogo do EUA contra o Brasil no 4 de Julho

Tony Meola relembra o jogo do EUA contra o Brasil no 4 de Julho

Atualizado 4 min read
Tony Meola em ação no gol durante o jogo EUA x Brasil no Stanford Stadium, com bandeiras americanas e torcida vibrante ao fundo

Resumo breve

O ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos, Tony Meola, compartilha suas memórias do confronto contra o Brasil no Dia da Independência, durante a Copa do Mundo de 1994. A partida, realizada no Stanford Stadium, marcou a história do futebol americano e é lembrada até hoje.

O ex-goleiro e capitão da seleção dos Estados Unidos, Tony Meola, concedeu uma entrevista à FIFA para relembrar um dos momentos mais emblemáticos da Copa do Mundo de 1994: o confronto das oitavas de final contra o Brasil, realizado no Dia da Independência dos EUA, 4 de julho. A partida, disputada no Stanford Stadium diante de mais de 84 mil espectadores, foi um marco para o futebol americano, que viu sua seleção competir de igual para igual contra a poderosa equipe brasileira.

O contexto histórico e a importância do 4 de Julho

O 4 de julho é uma data de grande significado nos Estados Unidos, celebrando a Declaração de Independência de 1776. Na Copa do Mundo de 1994, a data ganhou ainda mais relevância com a realização do jogo entre EUA e Brasil. Meola destaca que, mesmo após tantos anos, as pessoas ainda lembram que a partida ocorreu naquela data: "As pessoas podem lembrar que jogamos contra a Colômbia, mas não sabem a data; já sabem que perdemos para o Brasil no 4 de Julho. É uma data muito importante no nosso país."

O jogo foi um teste de fogo para a seleção americana, que, apesar de ter perdido por 1 a 0, com gol de Bebeto aos 72 minutos, conquistou o respeito do mundo do futebol. A partida também serviu para galvanizar o público doméstico, que lotou estádios e bares, vestindo vermelho, branco e azul, e passou a acreditar no futuro do esporte no país.

A preparação e a confiança da equipe

Meola, que participou de três Copas do Mundo, descreve a experiência de jogar em casa como única: "Na história do nosso esporte, poucos jogadores jogaram uma Copa do Mundo, e menos ainda jogaram uma em casa. Você está em uma categoria de elite. A atmosfera é diferente, mais familiar." Ele também comenta sobre a pressão adicional de representar o país em um momento de crescimento do futebol: "Você sente o peso dos jogos para vencer, mas também o peso do esporte, porque você impacta e trará novos fãs para o jogo."

A equipe de 1994 passou quatro anos se preparando, assim como a atual seleção. No entanto, Meola ressalta as diferenças: "Naquela época, não tínhamos jogadores atuando nos maiores clubes do mundo... você estava constantemente tentando convencer as pessoas de que podia ter sucesso no mais alto nível. Esse grupo não precisa fazer isso."

O jogo contra o Brasil: desafios e emoções

O sorteio das oitavas de final colocou os EUA contra o Brasil, um dos favoritos ao título. Meola relembra a confiança da equipe antes do jogo: "Eu acho que estávamos realmente confiantes. Havia Brasil, Alemanha, Holanda... tudo estava mudando dependendo do resultado do jogo entre México e Itália."

O time americano enfrentou dificuldades antes mesmo do apito inicial: o meio-campista John Harkes estava suspenso, e Tab Ramos, um dos principais jogadores, sofreu uma falta violenta de Leonardo, que resultou em cartão vermelho. "Foi uma situação realmente assustadora. E então você tem que se concentrar no jogo, e estávamos realmente irritados, mas eles eram muito bons."

Apesar da derrota, Meola se orgulha do desempenho: "Fizemos um documentário há cerca de seis meses sobre Romário. Uma equipe de TV veio aos EUA e queria que eu assistisse a um vídeo e reagisse. Era uma entrevista com Romário, e perguntaram quem foi o adversário mais difícil em 1994, e ele disse que foi de longe os EUA. Não sou muito fã de prêmios de consolação, mas achei muito revelador que ele reconheceu isso."

Além disso, Meola revela que Carlos Alberto Parreira, técnico do Brasil em 1994 e posteriormente seu treinador no MetroStars, comentou: "Meu Deus, vocês nos deram dores de cabeça... não sabíamos como superá-los e não conseguimos descobrir."

O legado e a celebração dos 250 anos

Após o jogo, o clima no vestiário era de tristeza e incerteza. "Colocamos muito trabalho nisso e agora você está sentado com um grupo de caras com quem você lutou, e então percebe que acabou." Um momento inesperado foi a visita do ator Robin Williams e sua esposa, que voaram de volta no avião da equipe. "Não foi como se ele estivesse contando piadas o tempo todo... ainda estávamos um pouco irritados e incertos sobre o futuro."

Oito anos antes de a América do Norte ser escolhida para sediar a Copa do Mundo de 2026, os organizadores já planejavam um jogo especial para o 4 de julho de 2026, data do 250º aniversário da independência dos EUA. "Fizemos um evento na Filadélfia onde falaram sobre como queriam o jogo do 4 de Julho, é o 250º aniversário, e eu tenho um cachecol do evento. É difícil pensar que oito anos depois está aqui, mas eles já estavam se preparando para isso. Fazia parte da declaração de missão dos organizadores. É um dia importante, não há dúvida."

O legado da partida de 1994 continua vivo, e Meola acredita que o futebol nos EUA só cresceu desde então. "Você não conseguirá escapar disso, a menos que durma durante tudo, o que é a última coisa que você quer fazer!"

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