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City precisa agir como campeã enquanto rivais da WSL se fortalecemO Manchester City conquistou seu primeiro título da WSL em uma década, mas a concorrência aumentou com Arsenal, Chelsea e clubes emergentes se reforçando. A capitã Alex Greenwood fala sobre os desafios da nova temporada e a importância de manter a mentalidade vencedora./images/pt/2026/08/city-precisa-agir-como-campea-enquanto-rivais-da-wsl-se-fortalecem-35e66d6a-800w.webpCity precisa agir como campeã enquanto rivais da WSL se fortalecem

City precisa agir como campeã enquanto rivais da WSL se fortalecem

Atualizado 4 min read
Capitã do Manchester City, Alex Greenwood, levantando o troféu da WSL em campo com fogos de artifício ao fundo — latest news and analysis.

Resumo breve

O Manchester City conquistou seu primeiro título da WSL em uma década, mas a concorrência aumentou com Arsenal, Chelsea e clubes emergentes se reforçando. A capitã Alex Greenwood fala sobre os desafios da nova temporada e a importância de manter a mentalidade vencedora.

O Manchester City conquistou seu primeiro título da Women's Super League (WSL) em uma década na última temporada, adicionando também a FA Cup feminina à sua galeria de troféus. No entanto, com o Arsenal se reforçando neste verão e o Chelsea esperando se recuperar de uma campanha decepcionante, a pergunta é: o City conseguirá se manter no topo em 2026-27?

Além dos rivais tradicionais, o City também enfrenta a pressão de clubes ambiciosos que estão investindo pesado no mercado de transferências. O London City Lionesses e o Tottenham têm feito ondas, enquanto o Brighton vem crescendo sob o comando do técnico Dario Vidosic. Para defender o título, o City reforçou seu elenco com as internacionais inglesas Beth Mead e Niamh Charles, mas será que isso será suficiente?

Uma conquista histórica e os aprendizados

Na temporada passada, o City foi coroado campeão com uma rodada de antecedência, abrindo seis pontos de vantagem sobre o vice-líder Chelsea. Esse título quebrou a hegemonia de seis anos do Chelsea e marcou o primeiro grande troféu do City sob o comando do técnico Andree Jeglertz, em sua temporada de estreia na Inglaterra.

Vários fatores foram cruciais para a conquista: a ausência de jogos pela Champions League, um elenco repleto de qualidade e a capacidade de manter os principais jogadores saudáveis. Mas o que as jogadoras aprenderam com essa jornada?

"Como se tornar campeã", disse a capitã Alex Greenwood à BBC Sport. "Chegamos muito, muito perto em anos anteriores, mas não conseguíamos cruzar a linha de chegada. Na última temporada, muita coisa se encaixou."

Nesta temporada, novos desafios surgem, pois o City retorna ao futebol europeu, o que significa um calendário mais apertado. O elenco será testado com mais frequência, mas a equipe ganhou um impulso com a decisão da artilheira Khadija Shaw de assinar um novo contrato, evitando uma possível transferência para o Chelsea.

As chegadas das inglesas Mead e Charles adicionaram profundidade, mas o City perdeu a atacante brasileira Kerolin, que se transferiu para o Barcelona. Enquanto isso, a lateral-espanhola Ona Batlle e a meio-campista inglesa Georgia Stanway se juntaram ao Arsenal, o London City Lionesses contratou a vencedora do Ballon d'Or por duas vezes, Alexia Putellas, e o Tottenham melhorou seu ataque com as contratações de Kirsty Hanson e Shekiera Martinez.

Greenwood, no entanto, não se intimida com as movimentações dos rivais e afirma que a mensagem para suas companheiras continua a mesma, embora seja preciso evoluir constantemente.

"Continuidade é importante, cultura é importante e a linguagem que você usa é importante. Quando você ouve a mesma coisa com frequência, isso se torna uma norma", acrescentou. "Você age como campeã e atua como uma. Todos nós nos comprometemos com isso no ano passado e estávamos totalmente focadas."

"Nesta temporada, não vou dizer 'façam o mesmo de novo', porque não acho que isso te dê o direito de vencer a liga. As pessoas melhoram, as equipes melhoram e nós vamos melhorar. Teremos que mudar algumas coisas e sermos melhores, mas continuar fazendo o que fizemos muito bem na última temporada. Essa seria a minha mensagem... e aproveitar o momento."

Concorrência acirrada e a mentalidade de campeã

O investimento em clubes fora do top quatro da WSL promete uma temporada emocionante, com uma competição mais profunda em toda a liga. O City terá que ficar atento aos seus rivais tradicionais, mas também a clubes que buscam quebrar a ordem estabelecida, como London City Lionesses, Tottenham e Brighton.

No entanto, Greenwood não acredita que precisam ficar olhando por cima dos ombros. "Acho que a reação vem das equipes que tentaram entrar no top quatro e não conseguiram chegar lá", disse Greenwood. "Mas é incrível. Adoro ver jogadoras vindo para esta liga e querendo se testar. Na minha opinião, é a melhor liga do mundo no futebol feminino."

"Não acho que nenhum jogo na WSL seja fácil. Veremos como as coisas ficam quando a temporada começar. Eu me concentro nesta equipe e em onde estou."

Para Greenwood, este é mais um ano importante, já que ela espera ajudar a Inglaterra a ir longe na Copa do Mundo Feminina no Brasil no próximo verão. Acostumada aos grandes palcos, tendo vencido dois títulos europeus consecutivos com as Lionesses, Greenwood diz que levantar o troféu da WSL como capitã lhe ensinou lições valiosas.

"Foram aqueles grandes momentos de pressão - eu estava interessada em ver como lidaria com essas situações", acrescentou. "Já estive em equipes vencedoras, mas na última temporada fui capitã, então a responsabilidade foi um pouco diferente. Eu realmente gostei. Tentei abraçar isso ao máximo. Contei com a ajuda de outras pessoas em situações em que senti que precisava, e não acho que isso seja algo ruim."

"Não sou perfeita e não tenho todas as respostas só porque uso a braçadeira. Aprendi muito sobre mim mesma. Aprendi a aproveitar o caminho também, porque fica tenso!"

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