Por que Stanway, 'desejada', não perdeu tempo para tatuar o Arsenal

Resumo breve
Georgia Stanway, recém-contratada pelo Arsenal, já marcou o clube na pele com uma tatuagem da letra do hino do time. A meio-campista inglesa, vinda do Bayern de Munique, fala sobre a mudança para Londres, o novo capítulo na carreira e a ambição de conquistar o título da WSL.
A mudança de Georgia Stanway para o Arsenal já deixou marcas — literalmente — no corpo da meio-campista inglesa. A jogadora de 27 anos, que assinou com o clube londrino no último mês, aproveitou o vídeo de anúncio da contratação para mostrar uma nova tatuagem no braço direito: a frase 'Whatever the weather', trecho do hino do clube, 'North London Forever'.
Para Stanway, que estima ter cerca de 200 tatuagens, a arte na pele é uma extensão de sua personalidade. Além de colecionar desenhos, ela também desenvolveu habilidades como tatuadora e já atendeu clientes ilustres, como a companheira de seleção Beth Mead, que defendeu o Arsenal por anos antes de se transferir para o Manchester City. "Você vê as tatuagens — eu vejo a pele", brincou Stanway. "Ainda vem muito mais por aí!"
Uma nova era no Arsenal
A chegada de Stanway ao Arsenal, em transferência gratuita após quatro anos no Bayern de Munique, é uma das movimentações mais comentadas da janela de transferências da Women's Super League (WSL). A meio-campista, que conquistou títulos na Alemanha e tem duas medalhas de campeã europeia com a Inglaterra, chega ao Emirates Stadium no auge da carreira, pronta para impulsionar a busca do Arsenal pelo primeiro título da WSL desde 2018-19.
Em entrevista ao podcast Women's Football Weekly, Stanway explicou que, assim que soube do interesse do Arsenal, não havia outra opção. "Eu sabia que queria dar o próximo passo", disse. "Gostei muito do fato de o Arsenal ter vindo atrás de mim quando eu não estava disponível. É uma sensação muito boa ser desejada." Ela completou: "O que o Arsenal está construindo na Inglaterra, na WSL e na Europa é algo do qual quero fazer parte. Eles estão estabelecendo o padrão do futebol feminino."
Adaptação a Londres
Apesar da empolgação com o novo desafio, Stanway admite que viver em Londres será uma adaptação. Criada em Barrow-in-Furness, na região de Cumbria, a jogadora se considera caseira e está acostumada com a tranquilidade do interior. "Sou muito caseira e estou acostumada a ter tudo por perto", contou. "Já falei para as meninas que os lugares são muito distantes, e elas respondem: 'É só uma hora'. Gosto de coisas pequenas, do campo, de fazendas, então acho que não passarei muito tempo na cidade!"
Na última temporada, o Arsenal terminou em segundo lugar, atrás do Manchester City, ex-clube de Stanway. Para esta temporada, o clube passou por mudanças significativas: Beth Mead saiu, e sete novas jogadoras chegaram, incluindo a lateral Ona Batlle, do Barcelona e da seleção espanhola, a suíça Geraldine Reuteler e a jovem atacante Lisa Baum, ambas vindas do futebol alemão. "É um pouco de um novo capítulo", avaliou Stanway. "Muita qualidade chegou. O Arsenal foi caçar na Bundesliga, que é uma liga que às vezes passa despercebida. Do lado de fora, todo mundo quer fazer parte do Arsenal e do que eles estão prestes a criar."
Com a experiência adquirida na Alemanha, Stanway acredita que evoluiu como jogadora e como pessoa. "Mudei muito como jogadora e como pessoa", afirmou. "Fiquei mais confortável comigo mesma e aproveito muito mais meu tempo. Munique também me deu a oportunidade de desenvolver uma posição e descobrir como quero jogar, com confiança e expectativa do treinador."
Além de Stanway, o Arsenal também anunciou a renovação de contrato de outras peças importantes, como a técnica Renee Slegers e a defensora Lotte Wubben-Moy, que também concederam entrevistas ao podcast Women's Football Weekly.
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