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Chloe Taylor e o sonho do Mundial Sub-20A canadense Chloe Taylor, capitã na Copa do Mundo Feminina Sub-17, mira agora o Mundial Sub-20 na Polônia. Com talento e determinação, ela lidera uma seleção que busca medalha e quer mostrar a garra canadense no cenário internacional./images/pt/2026/08/chloe-taylor-e-o-sonho-do-mundial-sub-20-d5e332a9-800w.webpChloe Taylor e o sonho do Mundial Sub-20

Chloe Taylor e o sonho do Mundial Sub-20

Atualizado 4 min read
Chloe Taylor, jovem jogadora canadense de futebol, com a camisa da seleção, sorrindo em um campo de treino, com a bandeira do Canadá ao fundo.

Resumo breve

A canadense Chloe Taylor, capitã na Copa do Mundo Feminina Sub-17, mira agora o Mundial Sub-20 na Polônia. Com talento e determinação, ela lidera uma seleção que busca medalha e quer mostrar a garra canadense no cenário internacional.

Chloe Taylor, capitã da seleção canadense na Copa do Mundo Feminina Sub-17 do ano passado, está de olho no próximo desafio: o Mundial Sub-20 Feminino, que será disputado na Polônia em 2026. A jovem de 17 anos, natural da Colúmbia Britânica, admite que pensou em aprender um pouco de polonês antes do torneio, mas logo desistiu: "Seria muito difícil", brinca.

O que não tem sido difícil para Taylor é a rápida ascensão nas categorias de base do futebol canadense. Depois de liderar sua equipe no Mundial Sub-17 no Marrocos, ela agora se prepara para dar o salto para a próxima faixa etária, que começa em menos de um mês na Polônia. O Canadá tem um histórico de classificação impressionante no Sub-20, com esta sendo a décima participação da nação em 12 edições possíveis do torneio.

Preparação e foco

Com o torneio se aproximando, Taylor afirma que está fazendo tudo o que pode para garantir uma vaga no avião para a Polônia. "Estou fazendo tudo o que posso. Acho que já mostrei do que sou capaz nos campos anteriores, então agora preciso focar em mim mesma, no que posso contribuir e ajudar a equipe", disse em entrevista à FIFA. "Isso começa por ser a melhor companheira de equipe possível, especialmente sendo uma jogadora jovem neste ciclo. Meu principal objetivo é focar em mim e no que o treinador espera de mim."

No final do ano passado, a versátil defensora/meio-campista teve papel fundamental na campanha do Canadá até as quartas de final no Mundial Sub-17, atuando em todas as cinco partidas. Ela capitaneou a equipe contra a França, marcou um gol e deu uma assistência na goleada por 6 a 0 sobre a Zâmbia nas oitavas, antes da eliminação nos pênaltis para o Brasil.

Para Taylor, aquele torneio foi "o destaque da minha carreira até agora". "Foi simplesmente o melhor momento. Tínhamos um grupo de meninas incrível e fomos longe. Sinceramente, não poderia ter pedido uma experiência melhor e espero poder repeti-la um dia."

Um time com ambição

Esse dia pode estar mais próximo do que ela imagina. O Canadá chega à Polônia com aspirações legítimas de título, depois de uma campanha de qualificação brilhante. Na final do Campeonato Feminino Sub-20 da Concacaf, a equipe surpreendeu os Estados Unidos nas semifinais e venceu o México na prorrogação para conquistar o terceiro título continental. Com jogadoras como Annabelle Chukwu, Kaylee Hunter e Olivia Chisholm, Taylor acredita que o time pode brilhar no verão europeu.

"Sinceramente, nosso objetivo é ganhar uma medalha, e acho que isso é totalmente alcançável", afirma. "O grupo mostrou isso no torneio da Concacaf, vencendo pela primeira vez em muito tempo. Somos um time muito unido, e isso, em torneios longos, pode levar a equipe a outro nível. Temos também jogadoras muito talentosas, como Annabelle, Kaylee e Olivia Chisholm. O time é cheio de talento, e temos a comissão técnica e a equipe de apoio para nos ajudar a ir até o fim."

Um legado histórico

O Mundial Sub-20 tem um lugar especial na história do futebol canadense. O país sediou a edição inaugural em 2002, e uma equipe estrelada, com Christine Sinclair, Brittany Timko, Kara Lang e Candace Chapman, chegou à final, perdendo para os Estados Unidos na prorrogação, diante de 50 mil torcedores em Edmonton. Esse jogo é frequentemente citado como um dos pilares do desenvolvimento do futebol feminino no Canadá.

Duas décadas depois, o país conta com uma liga doméstica totalmente profissional, a Northern Super League, da qual Taylor fez parte até recentemente, jogando pelo Vancouver Rise. Agora matriculada em uma universidade nos EUA, a jovem de 17 anos vai atuar pelo Auburn Tigers nesta temporada, mas guarda boas lembranças do tempo no clube de sua cidade natal e do verão memorável em que a Copa do Mundo Masculina passou por Vancouver.

"A Copa do Mundo foi realmente eletrizante", relembra. "Todo mundo sabe do crescimento do futebol feminino, mas com a Copa masculina por perto, isso elevou ainda mais. Vancouver abraça o futebol de uma forma incrível, e isso ficou evidente nos últimos meses. O lançamento da nova liga feminina também ajudou a aumentar a visibilidade do esporte."

"Agora, queremos ir para a Polônia e mostrar nosso estilo; mostrar que o futebol canadense é aguerrido. Você vê qualquer equipe canadense jogar e pensa: 'Eles se esforçaram do primeiro ao último minuto, até a prorrogação'. Isso é algo muito especial em nós. Também temos talento e, embora haja uma estrutura, podemos ir além dela. Os princípios que recebemos da comissão técnica nos permitem dar esses próximos passos e mostrar do que somos capazes."

Esses princípios serão testados na Polônia, onde o Canadá está no Grupo B, ao lado de Brasil, Tanzânia e Inglaterra.

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