Camila Orlando: 'Queremos que o Brasil seja conhecido pela nossa fome de gol'

Resumo breve
A técnica Camila Orlando lidera a Seleção Brasileira Sub-20 feminina na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, com a missão de conquistar o primeiro título da categoria.
A Seleção Brasileira Sub-20 feminina inicia sua campanha na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ no dia 5 de setembro, contra a Tanzânia, com um objetivo claro: conquistar o título inédito da competição. Será a 12ª participação do Brasil no torneio, e a equipe sul-americana busca alcançar a final pela primeira vez em sua história.
A responsabilidade de liderar essa jornada é da técnica Camila Orlando, que comanda a equipe desde o início do ciclo. Em entrevista exclusiva à FIFA, ela destacou a identidade que quer imprimir ao time: um futebol ofensivo, agressivo e com fome de gol, espelhando o estilo da seleção principal, comandada por Arthur Elias.
Uma Seleção Sub-20 com DNA ofensivo
“Queremos que esta equipe seja conhecida pela fome de marcar gols em todas as oportunidades”, afirmou Orlando. “Tudo o que fazemos é voltado para recuperar a bola e, quando estamos com a posse, avançar e criar chances. Nosso foco está sempre em balançar as redes. As pessoas podem esperar uma Sub-20 da Seleção com postura atacante e que está constantemente buscando ameaçar o adversário.”
Apesar das semelhanças com a equipe principal, Orlando ressaltou que o Brasil não adota um sistema fixo em todas as categorias de base. Arthur Elias, inclusive, costuma variar a formação da seleção principal. Orlando quer uma Canarinha camaleônica, capaz de se adaptar às exigências de cada partida.
“Há alinhamento em termos de abordagem”, explicou. “Queremos que a equipe Sub-20 feminina do Brasil seja ofensiva e agressiva, mas isso não significa necessariamente adotar exatamente o mesmo estilo de jogo da seleção principal. Estamos trabalhando para construir um elenco que possa se adaptar às demandas de cada jogo.”
Inteligência tática e instinto
“Queremos jogadoras mais conscientes taticamente, que saibam quando confiar em seus instintos sem depender totalmente deles”, continuou. “Elas precisam entender estruturas táticas, padrões de jogo e como explorar espaços. Queremos combinar essa inteligência com coragem, caráter, fome de gols e desejo de evoluir constantemente.”
Uma geração preparada como nenhuma outra
Cada nova leva de jogadoras brasileiras chega à Copa do Mundo Sub-20 mais preparada do que a anterior. Com o desenvolvimento do futebol feminino, as atletas de Orlando têm adquirido experiência em competições de alto nível desde idades cada vez mais precoces. “Esta é a primeira geração que passou por todo o percurso de desenvolvimento”, destacou a treinadora.
Esse progresso pode acelerar o caminho das jogadoras para a seleção principal durante um ciclo que culmina na Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™, onde todas as brasileiras sonham em ajudar a Seleção a levantar o troféu pela primeira vez.
Orlando, no entanto, evita fazer dessa possibilidade a missão principal da equipe Sub-20. “É claro que queremos acelerar o desenvolvimento de certas jogadoras para que tenham chance de integrar o elenco da Copa do Mundo”, afirmou. “Por enquanto, nosso foco é performar bem na Copa do Mundo Sub-20.”
Exemplos que inspiram
Ainda assim, exemplos recentes dão motivos para as jogadoras sonharem. Dudinha e Tainá Maranhão marcaram na vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul na FIFA Series™, em abril, enquanto Tarciane e Luany também atuaram no evento. Kaylane, Evelin, Clarinha e Thaís Lima, por sua vez, são potenciais integrantes do elenco de Orlando para a Polônia 2026 que receberam convocações para a seleção principal nos últimos meses.
“Ver essas jogadoras brilharem inspira as meninas a sonharem ainda mais alto”, disse Orlando. “Também as incentivamos a pensar sobre as jogadoras que querem se tornar, o exemplo que querem dar para a próxima geração e os desafios que suas antecessoras superaram para nos trazer a este momento histórico.”
Um ciclo que vai além das 21 convocadas
Cerca de 65 jogadoras estiveram envolvidas com a equipe Sub-20 durante o ciclo, mas apenas 21 irão para o torneio. Orlando espera que a experiência beneficie indiretamente um grupo muito maior do que apenas aquelas convocadas para a lista final.
“Dessa forma, podemos disseminar a experiência de Copa do Mundo de maneira mais ampla”, explicou. “Se jogarmos com coragem, inteligência tática, comprometimento e respeito pela camisa do Brasil, sempre buscando marcar gols, considerarei nosso trabalho um sucesso. Se conseguirmos colocar tudo isso em prática, estaremos bem posicionados para buscar nosso outro grande objetivo: conquistar o primeiro título do Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-20.”
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