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Bihina brilha nos pênaltis e Camarões surpreende Marrocos na final da WafconA goleira Michaely Bihina defendeu um pênalti na prorrogação e mais três na disputa de pênaltis, levando Camarões à final da Copa Africana de Nações Feminina de 2026, contra Malawi, após eliminar o Marrocos, anfitrião, em Rabat./images/pt/2026/08/bihina-brilha-nos-penaltis-e-camaroes-surpreende-marrocos-na-final-da-wafcon-4cc3665d-800w.webpBihina brilha nos pênaltis e Camarões surpreende Marrocos na final da Wafcon

Bihina brilha nos pênaltis e Camarões surpreende Marrocos na final da Wafcon

Atualizado 3 min read
Goleira Michaely Bihina de Camarões comemora após defender pênalti no Estádio Moulay Hassan em Rabat, com torcedores ao fundo.

Resumo breve

A goleira Michaely Bihina defendeu um pênalti na prorrogação e mais três na disputa de pênaltis, levando Camarões à final da Copa Africana de Nações Feminina de 2026, contra Malawi, após eliminar o Marrocos, anfitrião, em Rabat.

A goleira Michaely Bihina foi a heroína da noite em Rabat, ao defender um pênalti nos acréscimos da prorrogação e mais três cobranças na disputa de pênaltis, garantindo a classificação de Camarões para a final da Copa Africana de Nações Feminina (Wafcon) de 2026, em detrimento do Marrocos, país-sede do torneio.

A jovem de 22 anos, que atua no Benfica, em seu país natal, defendeu a cobrança de Fatima Tagnaout aos 118 minutos, assegurando o empate em 0 a 0 após 120 minutos de jogo no Estádio Moulay Hassan. Na sequência, Bihina brilhou novamente, defendendo as cobranças de Kenza Chapelle, Maryame Atiq e Sakina Ouzraoui, deixando o estádio em silêncio absoluto.

A defesa adolescente Maryam Nyadjou, de Camarões, manteve a calma para converter a cobrança decisiva e selar a vitória por 3 a 1 nos pênaltis para as camaronenses.

Com o resultado, as Leões Indomáveis enfrentarão o Malawi na final de domingo, às 19h00 (horário de Greenwich), depois que as malawianas venceram a Argélia por 3 a 1 na outra semifinal, disputada na quarta-feira.

Uma campanha improvável

A trajetória de Camarões até a final é ainda mais notável considerando que a equipe foi eliminada nas eliminatórias e só avançou para a fase final graças ao ranking mundial, depois que a Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu expandir o torneio para 16 equipes no meio do processo preliminar.

O técnico Valentine Nguele, que assumiu o comando apenas em junho, terá a missão de neutralizar a ameaça das irmãs Chawinga, Tabitha e Temwa, quando sua equipe enfrentar o Malawi no domingo.

Esta será a primeira final de Camarões desde 2016, quando perdeu para a Nigéria, que era a anfitriã. As Leões Indomáveis perderam três finais anteriores e buscam o primeiro título continental.

Marrocos sofre novo golpe

Enquanto a primeira semifinal foi repleta de chances e incidentes, o jogo na capital marroquina foi muito mais truncado. O Marrocos teve mais posse de bola, mas criou pouco contra uma Camarões organizada e disciplinada, que cresceu na segunda etapa.

As Leões do Atlas quase abriram o placar aos 14 minutos, quando Sanaa Mssoudy desviou um cruzamento de Hanane Ait El Haj na trave direita. A atacante também acertou a rede lateral aos 60 minutos. No fim do tempo regulamentar, Imane Saoud chutou direto para Bihina, Mssoudy cabeceou para fora e Michaela Abam mandou por cima do gol.

Na prorrogação, Abam teve um chute bloqueado e Atiq cabeceou por cima. O lance decisivo aconteceu nos acréscimos, quando o árbitro de vídeo (VAR) revisou uma jogada e o árbitro togolês Vincentia Amedome marcou pênalti para o Marrocos, após Nyadjou acertar o rosto de Ouzraoui com o braço.

Ait El Haj havia convertido um pênalti na vitória nas quartas de final sobre a África do Sul, mas a substituta Tagnaout assumiu a responsabilidade e sua cobrança fraca, com o pé esquerdo, foi defendida por Bihina.

A goleira camaronense, que já havia feito nove defesas na vitória sobre a Nigéria, dez vezes campeã, nas quartas de final, continuou brilhando. Chapelle chutou perto demais de Bihina, mas duas defesas espetaculares negaram Atiq e Ouzraoui.

Khadija Er-Rmichi, goleira do Marrocos, defendeu uma cobrança de Grace Mendoua, mas não conseguiu evitar a eliminação.

A derrota na semifinal é um duro golpe para o Marrocos, que investiu pesado no futebol feminino nos últimos anos e contratou o técnico espanhol Jorge Vilda, campeão da Copa do Mundo Feminina, para tentar conquistar o primeiro título continental. As Leões do Atlas foram vice-campeãs em 2022 e chegaram à final da Wafcon de 2024, em julho, mas desperdiçaram uma vantagem de 2 a 0 no intervalo contra a Nigéria e ficaram com o segundo lugar novamente.

Quem vencer no domingo, será um nome inédito na taça.

Na quinta-feira, Costa do Marfim enfrenta Gana (17h00 GMT) e Nigéria enfrenta África do Sul (20h00 GMT) nos play-offs africanos para a chance de disputar uma vaga intercontinental para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027.

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