Codina explica por que se juntou ao projeto do West Ham

Resumo breve
Laia Codina trocou o Arsenal pelo West Ham após três temporadas. A defesa espanhola, campeã mundial em 2023, foi atraída pela honestidade da treinadora Rita Guarino e pelo novo projeto do clube londrino, que investe forte para crescer na WSL.
Laia Codina conquistou títulos e encontrou uma "nova família" durante seus três anos no Arsenal, mas estava pronta para uma mudança. Aos 26 anos, a zagueira espanhola fez 58 partidas pelas Gunners e ajudou o clube a vencer a Champions League e a Copa da Liga Inglesa. No entanto, uma transferência para o West Ham — clube que investe nesta janela e constrói um novo projeto sob o comando da técnica Rita Guarino — pareceu o destino perfeito para a campeã mundial de 2023.
"É sempre difícil deixar um clube. O Arsenal mudou minha vida porque foi a primeira vez que realmente me afastei da minha família", disse Codina à BBC Sport. "Isso sempre seria especial. Eles eram minha família. O principal motivo da dificuldade foram as pessoas que conheci lá. Claro que os torcedores foram incríveis comigo. Mas não sei, tive a sensação de que era o momento certo. Minha decisão foi clara."
A honestidade de Guarino e o plano para o futuro
A defensora da seleção espanhola afirmou que a decisão de se juntar ao West Ham se deveu a "muitas razões", mas a influência da treinadora italiana Guarino, que chegou em dezembro, foi o fator mais importante. "Lembro da minha primeira conversa com Rita. Foi no começo de tudo. Eu estava com meu agente ao lado e fiquei tipo 'uau'", contou Codina. "A sensação que tive nessa reunião é o que quero para meu futuro; é o que quero para meus próximos passos. Esse foi provavelmente o principal motivo. Ela foi honesta comigo sobre tudo — o que espera de mim e o que espera do time. Foi muito clara. Somos bastante parecidas nisso. Neste momento, preciso disso: alguém que seja honesto comigo, que queira me ver evoluir, que me veja melhor. Acho que Rita quer isso para mim."
Um novo West Ham
O West Ham flertou com o rebaixamento na Women's Super League nos últimos anos, mas Codina acredita que o clube está virando a página. A equipe terminou na 10ª posição na temporada passada e mostrou sinais da direção que pretende seguir sob o comando de Guarino. Houve críticas ao West Ham pela falta de investimento anterior, mas neste verão o clube se reforçou, contratando Codina, a atacante Ebony Salmon (ex-Aston Villa) e as jovens promessas Niamh Peacock e Sienna Wareing.
"Já estive em clubes onde ganhei títulos, mas também quero fazer parte dessa melhora em uma equipe e neste projeto. Estou pronta para este próximo passo", afirmou Codina. "Vejo o projeto no West Ham — como ele se apresenta e o que me mostraram. Há algo muito bom acontecendo e eles querem melhorar; querem crescer. Sentir-me parte disso como jogadora é uma sensação muito boa."
Mas o que é exatamente o projeto que Codina enxerga no West Ham? Guarino, que levou a Juventus a quatro títulos consecutivos da Serie A, assumiu o lugar de Rehanne Skinner no meio da temporada passada. Em janeiro, ela afirmou que "passo a passo" melhorariam o estilo de jogo, mas ficou claro que a organização e o foco na estabilidade defensiva eram prioridade. No entanto, isso pode mudar nesta temporada. "Sinceramente, acho que veremos um West Ham do qual os torcedores se orgulharão, e isso é o principal para mim", disse Codina. "Será um West Ham reconhecível — um time que sabe jogar futebol e que tentará ter a bola o máximo possível. Com Rita, dava para ver que a principal característica era defender, mas acho que nesta temporada vamos tentar melhorar com a bola."
Codina afirma que já se sente em casa, tendo iniciado a pré-temporada esta semana, e ajuda o fato de ainda morar em Londres. A zagueira se mudou para a Inglaterra em 2023, após nove anos no Barcelona, onde progrediu da academia do clube para a equipe principal. Agora, ela quer retribuir à comunidade e já dedica seu tempo para ajudar o trabalho da fundação do West Ham com crianças no leste de Londres. "Estou aproveitando a vida aqui. Adoro aprender novas culturas. Londres tem algo especial. Estou tentando aproveitar ao máximo", disse Codina. "O futebol me dá essa oportunidade e vou tentar usá-la da melhor forma possível. Digo [às crianças] que não se trata apenas de vencer. Não se trata apenas de chegar à WSL. Não se trata apenas de jogar pela seleção. São todas as outras coisas."
O segredo do sucesso da Espanha
Codina foi acompanhada na Inglaterra por companheiras de seleção espanhola: Alexia Putellas, a duas vezes vencedora da Bola de Ouro, Mapi Leon e Ona Batlle. "Tenho falado com a Alexia e a encontrei na semana passada, quando ela já estava aqui. É um desafio para ela", disse Codina. "Estou muito animada para jogar contra ela — será uma boa batalha. Estou ansiosa para vê-las todas dentro e fora do campo. Espero que seja bom para elas, porque no ano que vem temos uma Copa do Mundo e queremos vencê-la."
Codina fez parte do elenco que venceu a Copa do Mundo de 2023. A equipe masculina foi coroada campeã mundial neste mês, dois anos após vencer a Euro 2024. A Espanha detém atualmente três dos quatro principais títulos do futebol masculino e feminino — então qual é o segredo? "O segredo é simplificar. Se você fosse à final da Copa do Mundo ou ao jogo contra a França, as pessoas diziam: 'ah, mas a Espanha não fez muito, nada de extraordinário'. Mas, para mim, essa é a chave", explicou Codina. "A parte mais difícil é simplificar. Com seus movimentos, com seu controle, com seus passes — há sempre uma intenção por trás."
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