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Escócia teria merecido dois pênaltis e expulsão?Na derrota por 1 a 0 para Marrocos, a Escócia reivindicou dois pênaltis não marcados e uma possível expulsão. Ex-árbitra Christina Unkel apoiou um dos lances, mas comentaristas como Roy Keane discordaram./images/pt/2026/06/escocia-teria-merecido-dois-penaltis-e-expulsao-f0966fb1-800w.webpEscócia teria merecido dois pênaltis e expulsão?

Escócia teria merecido dois pênaltis e expulsão?

Atualizado 2 min read
Escócia teria merecido dois pênaltis e expulsão?

Resumo breve

Na derrota por 1 a 0 para Marrocos, a Escócia reivindicou dois pênaltis não marcados e uma possível expulsão. Ex-árbitra Christina Unkel apoiou um dos lances, mas comentaristas como Roy Keane discordaram.

A Escócia saiu de Boston com a sensação de que poderia ter obtido um resultado diferente na derrota por 1 a 0 para Marrocos, na Copa do Mundo Feminina. A partida, decidida por um gol relâmpago de Ismael Saibari aos 70 segundos, foi marcada por lances polêmicos que geraram debates entre comentaristas e ex-jogadores.

Lances polêmicos: dois pênaltis reivindicados

No segundo tempo, John McGinn e Scott McTominay caíram na área marroquina em situações distintas, mas o árbitro uzbeque Ilgiz Tantashev mandou seguir. A ex-árbitra Christina Unkel, analisando pela ITV, afirmou que ao menos um dos lances deveria ter sido penalidade máxima. "É um pênalti claro. O contato no joelho e o possível pisão na chuteira esquerda são suficientes", disse Unkel, referindo-se ao incidente com McTominay.

Já o técnico Steve Clarke, em tom diplomático, preferiu não aprofundar as críticas. "Não tenho tanta certeza sobre uma ou duas decisões", declarou. "Acho que o pênalti no McGinn era mais claro do que o do McTominay. Em outro dia, alguém poderia marcar." O treinador também mencionou a jogada em que o defensor marroquino Issa Diop derrubou Che Adams no primeiro tempo, recebendo apenas cartão amarelo. "Se o Adams estivesse em condição clara de gol, aquilo poderia ser vermelho", completou Clarke.

Reações de jogadores e ex-atletas

O volante John McGinn, do Aston Villa, não escondeu a frustração. "Pelo canto do olho, vi o defensor vindo em disparada. Toquei na bola primeiro e ele me derrubou. Para mim, é pênalti. Às vezes a marcação sai, às vezes não. Se fosse marcado em campo, não seria anulado. Marrocos escapou dessa", afirmou. Ainda assim, McGinn reconheceu que a equipe precisa criar mais chances em jogadas construídas, sem depender de decisões da arbitragem.

Dois ex-atacantes escoceses também se manifestaram sobre o cartão amarelo para Diop. Neil McCann, hoje técnico do Kilmarnock, foi enfático: "Para mim, é vermelho. Che Adams está do lado da bola, é claramente puxado para trás. Pela trajetória da bola, ele alcançaria e não havia cobertura." James McFadden concordou: "Ele corre em direção ao gol, é uma oportunidade clara de gol. Se o árbitro considera falta, tem que expulsar."

Por outro lado, o ex-ponta Pat Nevin defendeu a atuação "bizarra" de Tantashev. "Se você colocar esse árbitro em um jogo de dez anos atrás, ele seria perfeitamente normal. Não vejo problema. Ele cometeu alguns erros, mas prefiro ele à maioria dos árbitros de hoje. Teríamos um jogo mais robusto, sem que cada toque vire falta."

Contexto e implicações

A derrota deixou a Escócia em situação delicada no Grupo F, após a vitória magra sobre o Haiti na estreia. A seleção precisa de resultados positivos nos próximos jogos para avançar no torneio. A atuação do árbitro uzbeque, conhecido por permitir maior contato físico, reacendeu o debate sobre os critérios de arbitragem na competição. Enquanto isso, a equipe de Steve Clarke busca ajustes para não depender de lances duvidosos e melhorar a produção ofensiva.

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