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Infantino recua e abandona plano de privatizar a Copa do MundoGianni Infantino desistiu do polêmico plano de privatizar as competições da Fifa após a Uefa ameaçar boicotar todos os torneios. A decisão ocorre em meio a uma ligação com membros do gabinete de Trump, em que o presidente da Fifa buscava apoio./images/pt/2026/08/infantino-recua-e-abandona-plano-de-privatizar-a-copa-do-mundo-726f6062-800w.webpInfantino recua e abandona plano de privatizar a Copa do Mundo

Infantino recua e abandona plano de privatizar a Copa do Mundo

Atualizado 2 min read
Infantino recua e abandona plano de privatizar a Copa do Mundo

Resumo breve

Gianni Infantino desistiu do polêmico plano de privatizar as competições da Fifa após a Uefa ameaçar boicotar todos os torneios. A decisão ocorre em meio a uma ligação com membros do gabinete de Trump, em que o presidente da Fifa buscava apoio.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recuou oficialmente do controverso plano de privatizar as competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, após a Uefa ter ameaçado boicotar todos os torneios da Fifa caso a proposta fosse aprovada. A decisão foi confirmada em meio a uma série de reuniões e conversas de bastidores, incluindo uma ligação com membros do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para o meio-dia no Reino Unido, na qual Infantino deveria buscar apoio para sua agenda.

Contexto da controvérsia

A proposta de privatização, que vinha sendo discutida nos bastidores da Fifa, previa a venda dos direitos comerciais e de transmissão de suas principais competições a investidores privados. A medida, segundo críticos, poderia comprometer a integridade esportiva e o caráter universal do futebol, além de concentrar ainda mais poder nas mãos de um pequeno grupo de dirigentes.

A oposição da Uefa, liderada por seu presidente Aleksander Ceferin, foi decisiva. A entidade europeia, que controla a Champions League e a Eurocopa, deixou claro que não participaria de nenhum torneio da Fifa se a privatização fosse aprovada. A ameaça de boicote, que envolveria as seleções e clubes mais poderosos do mundo, teria inviabilizado economicamente qualquer projeto de privatização.

Reações e implicações

A decisão de Infantino foi recebida com alívio por federações nacionais e organizações de torcedores, que temiam que a privatização aumentasse os custos para os fãs e reduzisse o acesso ao esporte. Especialistas apontam que o recuo pode ser visto como uma vitória da governança tradicional do futebol sobre interesses comerciais agressivos, mas também levanta questões sobre a influência de atores externos, como o governo dos EUA, nas decisões da Fifa.

A ligação com membros do gabinete de Trump, que não teve seu conteúdo divulgado, sugere que Infantino buscava apoio político para sua agenda. Os EUA, que sediarão a Copa do Mundo de 2026 ao lado do Canadá e do México, têm interesse direto no sucesso do torneio e em sua organização.

Próximos passos

Com o plano oficialmente arquivado, a Fifa deve agora focar na preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será a primeira com 48 seleções. A entidade também precisa lidar com as críticas sobre transparência e governança, que voltaram à tona durante a controvérsia.

Enquanto isso, a Uefa e outras confederações regionais devem continuar pressionando por reformas que garantam maior participação das federações nacionais nas decisões da Fifa. A crise, no entanto, deixou claro que a unidade do futebol mundial depende de um equilíbrio delicado entre interesses comerciais e esportivos.

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