Gaston Silva: A magia de jogar um Mundial sub-17

Resumo breve
Gaston Silva, zagueiro uruguaio, relembra o vice-campeonato mundial sub-17 de 2011 e destaca a importância do retorno do Uruguai ao torneio em 2026, após 13 anos de ausência. Ele fala sobre o impacto do torneio na carreira dos jovens e a expectativa para a nova geração.
Quando a seleção sub-17 do Uruguai entrar em campo na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, Catar 2026™, em novembro e dezembro, encerrará um jejum de 13 anos na prestigiada competição. Para Gaston Silva, que tem a distinção de ser o primeiro jogador uruguaio a representar todas as seleções de base do país e a equipe principal, o retorno é motivo de grande orgulho e expectativa.
“Não posso enfatizar o suficiente a importância de os jogadores competirem nesses torneios juvenis, onde enfrentam as melhores seleções do planeta”, disse Silva. “Esses eventos são fundamentais para o futuro do futebol uruguaio.”
Silva, hoje com 32 anos, foi um dos destaques da campanha do Uruguai no Mundial Sub-17 de 2011, realizado no México, onde a equipe conquistou o vice-campeonato, a melhor colocação da história do país na competição. Atuando como zagueiro central, ele foi um pilar defensivo e chegou a ser indicado ao prêmio Bola de Ouro adidas, ficando entre os dez finalistas.
Uma campanha memorável
A trajetória do Uruguai no torneio de 2011 começou com a segunda colocação nas eliminatórias sul-americanas (CONMEBOL), sob o comando de Fabián Coito. A equipe chegou ao Mundial embalada pelo clima de euforia gerado pelo quarto lugar da seleção principal na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando o trio ofensivo formado por Edinson Cavani, Diego Forlán (atual técnico da seleção) e Luis Suárez levou o país ao delírio.
“Aquela Copa na África do Sul foi incrível não só pelo nosso desempenho, mas principalmente pela forma como as pessoas foram às ruas e se uniram”, recordou Silva, que atualmente defende o Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. “Foi algo fora do comum! Nosso povo realmente se conectou com os jogadores.”
Na fase eliminatória do Mundial Sub-17, o Uruguai protagonizou uma virada heroica nas oitavas de final contra a República Democrática do Congo, vencendo por 2 a 1 com um gol de falta desviado de Silva aos 86 minutos. Depois, bateu o Uzbequistão por 2 a 0 e goleou o Brasil por 3 a 0 na semifinal, chegando à decisão contra o México, anfitrião do torneio.
O sabor agridoce da final
“Vivo com a frustração de termos ficado com o vice-campeonato, mas as maiores lições que tiro são o que conquistamos, como defendemos a camisa e o grupo unido que formamos”, disse Silva. “Ainda mantenho contato com muitos dos meus companheiros daquela equipe. Temos ótimas memórias que guardamos com carinho e que viverão para sempre. Na época, você não percebe a importância de tudo porque está imerso no momento, mas com o passar dos anos, você passa a valorizar ainda mais.”
Silva foi titular absoluto, jogando todos os minutos dos sete jogos do Uruguai no torneio, e teve atuação decisiva para que o goleiro Mathías Cubero conquistasse a Luva de Ouro adidas. Entre os jogadores daquela geração, Silva é o que mais vestiu a camisa da seleção principal, com 19 partidas, tendo integrado o elenco que disputou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, embora não tenha entrado em campo.
O futuro da nova geração
Após a campanha decepcionante da seleção principal na Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando caiu ainda na fase de grupos, a equipe sub-17 terá a missão de devolver a alegria aos torcedores uruguaios. Silva, que construiu carreira sólida atuando em seu país, Itália, Espanha, Argentina e México, destaca os benefícios que a participação no Mundial pode trazer aos jovens talentos.
“Os jogadores estão em pleno processo de amadurecimento, tanto dentro quanto fora de campo”, afirmou. “Estar lá representando seu país enche de orgulho e é crucial para o desenvolvimento e a trajetória profissional dos meninos.”
Com a volta do Uruguai ao cenário mundial sub-17, a expectativa é que a nova geração escreva sua própria história e siga os passos de Silva e seus companheiros, que deixaram um legado de garra e determinação.
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