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Gabriel Martinelli brilha como super-substituto pelo BrasilGabriel Martinelli saiu do banco para marcar o gol da vitória do Brasil sobre o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026./images/pt/2026/07/gabriel-martinelli-brilha-como-super-substituto-pelo-brasil-022e6610-800w.webpGabriel Martinelli brilha como super-substituto pelo Brasil

Gabriel Martinelli brilha como super-substituto pelo Brasil

Atualizado 4 min read
Gabriel Martinelli brilha como super-substituto pelo Brasil

Resumo breve

Gabriel Martinelli saiu do banco para marcar o gol da vitória do Brasil sobre o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Gabriel Martinelli, um dos heróis do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2026™, começou sua jornada no futsal das categorias de base do Corinthians. Aos 20 minutos do segundo tempo, com o placar empatado em 1 a 1, ele entrou no lugar de Matheus Cunha e, mais uma vez, fez a diferença saindo do banco de reservas.

Na temporada 2025/26, Martinelli fez 25 partidas como titular em 53 jogos pelo Arsenal, clube que conquistou o título da Premier League e chegou à final da UEFA Champions League. Pela seleção brasileira, repetiu o que faz em Londres: entrar e decidir. O gol da vitória garantiu a vaga do time de Carlo Ancelotti nas oitavas de final, onde enfrentará a Noruega no domingo. "Ele joga com muita intensidade. Ajudou muito o time ao marcar, e com ele em campo, [Vinicius Jr] teve muito mais espaço e se tornou uma ameaça constante", disse Ancelotti após a partida.

Das quadras do Corinthians ao estrelato

Mas nem sempre o atacante, hoje peça-chave no Arsenal de Mikel Arteta e uma das opções mais confiáveis de Ancelotti, aceitou bem o papel de reserva. Quando jogava nas categorias de base do Corinthians, enfrentando o Juventus da Mooca, Gabriel já havia marcado dois gols quando o técnico decidiu substituí-lo. O jovem não escondeu a frustração. "Estávamos vencendo por uns 4 a 1 e eu o tirei no final do jogo. Ele ficou furioso. Lembro de dizer: 'Você fez seu trabalho, vamos dar chance aos outros'. Ele não aceitava. Tive que sentar e conversar com ele durante a semana. Ele odiava sair", recordou Daniel Magalhães, seu treinador na base do Corinthians.

"Gabriel entrou no Coringão aos seis anos e ficou até os 13 ou 14. Jogou futsal conosco o tempo todo antes de ir para o campo. Além de ganhar muitos títulos, foi artilheiro em todas as categorias. Era muito rápido — excepcionalmente veloz para o futsal —, o que o destacava", acrescentou Magalhães.

Rumo ao profissionalismo

Nascido em 2001, Gabriel tinha 14 anos quando sua família se mudou da região metropolitana de São Paulo para Itu, onde ele ingressou na academia do Ituano. Thiago Badari, seu técnico no sub-15 do Ituano, lembra da determinação do jovem e de sua família. "Ele sempre foi excepcional, muito à frente dos outros. Naquela temporada do sub-15, marcou 15 gols em 16 jogos. Tinha um instinto notável dentro da área. Mesmo sendo franzino, jogava como centroavante. Finalizava com ambos os pés, de chão, de cabeça. Já mostrava muitas facetas no jogo", afirmou.

Suas atuações chamaram a atenção do exterior. Curiosamente, o primeiro clube inglês a monitorá-lo de perto não foi o Arsenal. "O Manchester United o observava desde cedo. Gabriel chegou a viajar para a Inglaterra para treinos. Desde pequeno, dava a sensação de que se preparava para algo especial no futebol", completou Badari.

Em 2018, ainda com 16 anos, Gabriel estreou como profissional pelo Ituano. Um ano depois, foi eleito a Revelação do Campeonato Paulista e o destaque entre os clubes de fora dos grandes do estado.

A aposta do Arsenal

Gabriel já estava no radar do Arsenal há vários anos. Edu Gaspar se preparava para deixar o cargo de coordenador da seleção brasileira e se tornar diretor técnico do Arsenal após a Copa América de 2019, e uma de suas primeiras ações foi contratar Gabriel, inicialmente para o sub-23. "O plano era que ele começasse no sub-23, mas assim que chegou, Unai Emery (o técnico) o integrou ao elenco principal na pré-temporada. Após uns dez dias, ele me disse: 'Esse menino fica conosco, no time principal'. Martinelli foi um negócio fantástico para o Arsenal. O valor da transferência não foi exorbitante para os padrões da Premier League", lembrou Edu, referindo-se a uma taxa de cerca de €5 milhões.

Edu e a equipe de olheiros do Arsenal sempre acreditaram que Gabriel tinha as características ideais para o futebol inglês. "Gabriel tinha qualidades empolgantes; era um garoto que explodia na transição. No Ituano, ele marcou um gol pegando a bola no campo de defesa e correndo o campo todo — algo que repetiria pelo Arsenal contra o Chelsea. Mostrou o suficiente para nos convencer de que valia a pena investir", disse Edu.

Tendo supervisionado as três renovações de contrato de Martinelli no Arsenal, Edu considera a contratação um grande feito: "Ele é incrivelmente equilibrado, seja titular ou no banco; seja o astro e todos falem dele, ou ninguém fale. Porta-se bem em todas as situações. Não é à toa que é o xodó dos torcedores do Arsenal — todos o amam. O sucesso nunca subiu à cabeça. Gabriel é o tipo de jogador que ajuda em qualquer situação, em qualquer posição. Está sempre pronto e sempre entrega", concluiu o ex-meio-campista do Arsenal.

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