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Georges, LeBlanc e Pellegrino lembram inspiração da Copa do MundoA menos de um ano da Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027, Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino relembram como o torneio moldou suas carreiras, de espectadoras a jogadoras, e o que esperam da próxima edição.

Georges, LeBlanc e Pellegrino lembram inspiração da Copa do Mundo

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Resumo breve

A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027, Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino relembram como o torneio moldou suas carreiras, de espectadoras a jogadoras, e o que esperam da próxima edição.

Antes de pisarem no palco global, elas assistiram seus ídolos brilharem nele. Foi pela televisão que Laura Georges, Karina LeBlanc e Aline Pellegrino testemunharam pela primeira vez o poder de um torneio que une um país, cativa milhões e, acima de tudo, incentiva uma nova geração a calçar as chuteiras. Com menos de um ano para o início da Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™, as três ex-jogadoras internacionais se reuniram com o The FIFA Podcast para refletir sobre os momentos que transformaram suas trajetórias, de espectadoras a protagonistas.

O despertar de Karina LeBlanc

O interesse de LeBlanc foi inicialmente despertado pelo futebol masculino. Quando criança, a futura internacional canadense, que viria a conquistar 110 partidas pela seleção, descobriu o principal evento da FIFA antes mesmo de desenvolver uma paixão pelo futebol. Mesmo assim, algumas imagens da competição deixaram uma marca duradoura. "Foi a primeira vez que vi o mundo se unir. Eu não era apaixonada por futebol naquele momento, mas vi o mundo se unir em torno de um esporte, e isso era contagiante", relembrou.

Alguns anos depois, a Copa do Mundo Feminina FIFA 1999™ ofereceu uma perspectiva diferente. Aos 19 anos, LeBlanc foi convocada para a seleção canadense no torneio realizado nos Estados Unidos — sua primeira Copa do Mundo. Embora ainda não fosse a goleira titular do país, foi o início de uma sequência de cinco campanhas no cenário mundial, que culminou em sua despedida em casa, em 2015.

Foi essa edição que deixou a impressão mais forte na goleira nascida em Atlanta, que cresceu idolatrando nomes como Roberto Baggio e Peter Schmeichel. Cerca de 16 anos após sua primeira Copa do Mundo Feminina, LeBlanc se viu no coração do torneio, desta vez diante de torcidas canadenses apaixonadas. "Quando fiz minha primeira partida, havia cerca de seis pessoas nas arquibancadas, incluindo meus pais. E então me aposentei em uma Copa do Mundo em casa, onde vi um mar de vermelho [...] e todos sabiam o nome das jogadoras."

O sonho de Laura Georges

Do outro lado do Atlântico, com a França sediando a Copa do Mundo Masculina FIFA™ em 1998, a jovem Georges passava por um despertar semelhante. Depois de assistir Les Bleus pela televisão, a adolescente saía para jogar com amigos no Parc de Versailles, onde fez uma previsão que, na época, parecia altamente improvável de se concretizar. "Disse a um dos meus amigos que, um dia, jogaria na Copa do Mundo. Ele riu de mim", recordou Georges, que hoje é Diretora de Desenvolvimento Estratégico de Futebol da FIFA.

Essa ambição foi ainda mais alimentada pelas atuações de Lilian Thuram, que marcou dois gols na vitória por 2 a 1 sobre a Croácia na semifinal. As raízes guadalupenses do zagueiro, que ele compartilha com Georges, fizeram sua história ressoar ainda mais com a compatriota, que disse a si mesma: "Quero alcançar o que ele alcançou."

O sonho de Georges eventualmente se tornou realidade. Assim como LeBlanc, a zagueira passou de acompanhar a ação pela televisão a jogar no cenário global, participando de três edições com a França e somando 188 partidas no total — 46 a mais que seu ídolo, Thuram. É um lembrete de uma das maiores forças dos grandes eventos da FIFA: aqueles que crescem assistindo de longe podem, um dia, encontrar-se sob os holofotes.

Pellegrino e a expectativa para 2027

Pellegrino também sabe em primeira mão o que é jogar uma Copa do Mundo. A ex-jogadora brasileira, que acumulou 65 aparições pela Seleção, participou das edições de 2007 e 2011 do torneio mundial. No entanto, ao contrário de LeBlanc, ela nunca teve a oportunidade de disputar o torneio em seu próprio país.

No próximo ano, Pellegrino terá a chance de ver uma nova geração de jogadoras brasileiras vivenciar a magia de uma Copa do Mundo em casa. Aos 44 anos, ela está perfeitamente ciente do que isso significará para as comandadas de Arthur Elias.

"E, claro, jogar uma Copa do Mundo (Feminina FIFA) no seu (próprio) país é algo diferente e especial quando você joga futebol", contou Pellegrino. Em sua visão, as jogadoras do Brasil precisarão aproveitar a oportunidade ao máximo, abraçando também a responsabilidade que vem com ela: "Elas precisam atuar como equipe, não individualmente. E tenho certeza de que farão bons jogos e farão um bom trabalho pelo Brasil e pelos torcedores."

O legado além dos troféus

Para LeBlanc, tudo começou ao observar as estrelas do evento masculino, antes de disputar sua primeira Copa do Mundo Feminina em 1999. Georges assistiu Thuram em 1998 antes de realizar sua própria ambição com Les Bleues. Pellegrino representou o Brasil como jogadora no cenário mundial e agora observará enquanto uma nova geração se prepara para seguir seus passos.

Em 2027, será a vez delas assistirem a um novo capítulo se desenrolar. Seja nas arquibancadas ou diante das telas de televisão em todo o Brasil, milhares de meninas terão seu primeiro contato com o que é uma Copa do Mundo Feminina. Algumas encontrarão uma jogadora para admirar. Outras lembrarão de um gol específico, de uma comemoração, de uma camisa ou simplesmente da atmosfera de um estádio. Talvez algumas imitem Georges de todos aqueles anos atrás e saiam para o campo, sonhando um pouco mais alto.

Afinal, o verdadeiro legado de uma Copa do Mundo não é medido apenas por troféus. Ele também pode ser encontrado em todos aqueles que, depois de assistirem outros jogarem, passam a acreditar que, um dia, eles também podem fazer isso.

Durante a Copa do Mundo FIFA 2026™, realizada no Canadá, México e Estados Unidos, o The FIFA Podcast levou os fãs aos bastidores do torneio, oferecendo acesso exclusivo, análises de especialistas e histórias inesquecíveis de ex-jogadores e treinadores. Com a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027 em andamento, Mikaël Silvestre recebeu convidados como Karina LeBlanc, Laura Georges e Aline Pellegrino.

Você pode ouvir todos os episódios do The FIFA Podcast no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

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