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Trump, Bieber e Shakira: uma final de Copa do Mundo como nunca antesA final da Copa do Mundo de 2026 entrou para a história não pelo futebol, mas pelo espetáculo ao redor: discurso de Tom Cruise, show de Madonna e Justin Bieber, aparição de Donald Trump e o maior intervalo da história./images/pt/2026/07/trump-bieber-e-shakira-uma-final-de-copa-do-mundo-como-nunca-antes-df937159-800w.webpTrump, Bieber e Shakira: uma final de Copa do Mundo como nunca antes

Trump, Bieber e Shakira: uma final de Copa do Mundo como nunca antes

Atualizado 4 min read
Estádio MetLife lotado com show de fogos de artifício e palco montado no centro do gramado para apresentações musicais — latest news and analysis.

Resumo breve

A final da Copa do Mundo de 2026 entrou para a história não pelo futebol, mas pelo espetáculo ao redor: discurso de Tom Cruise, show de Madonna e Justin Bieber, aparição de Donald Trump e o maior intervalo da história.

A final da Copa do Mundo de 2026 pode não ser lembrada como uma grande partida de futebol, mas certamente entrará para a história por tudo que a cercou. Com um show de intervalo digno de Super Bowl, discurso de Tom Cruise, fogos de artifício em plena luz do dia e a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o evento no MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi uma celebração extravagante que ofuscou o jogo em si.

A Espanha conquistou o bicampeonato ao vencer a Argentina por 1 a 0, com gol de Ferran Torres na prorrogação. Mas o que realmente dominou as manchetes foram os momentos extracampo, que transformaram a decisão em um espetáculo sem precedentes.

Trump e o troféu da Copa

Esta Copa foi sediada por Estados Unidos, México e Canadá, mas os holofotes se concentraram nos EUA, especialmente nas ações de Trump. O presidente americano já havia declarado que este seria um Mundial como nenhum outro — e não estava errado, principalmente após a polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, que escapou de uma suspensão mesmo tendo sido expulso.

Trump admitiu ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão do cartão vermelho. O levantamento da suspensão permitiu que Balogun atuasse nas oitavas de final contra a Bélgica, partida em que os EUA foram eliminados.

Surpreendentemente, Trump não compareceu a nenhum jogo antes da final. Sua chegada ao estádio foi digna de chefe de Estado: três helicópteros sobrevoaram o local antes de pousar. Ele ocupou seu lugar ao lado de Infantino cerca de 20 minutos antes do pontapé inicial, a tempo de assistir à apresentação de Robbie Williams e Nicole Scherzinger na cerimônia de encerramento. Durante o primeiro tempo, foi visto segurando o troféu da Copa.

O intervalo mais longo da história

Além da presença de Trump, o grande assunto foi o show do intervalo, inspirado no Super Bowl. O descanso de 27 minutos — muito além dos tradicionais 15 — contou com apresentações de Madonna, BTS, Coldplay e Shakira, cuja música 'Dai Dai' é o hino oficial da Copa. Justin Bieber também apareceu, mas quebrou o ritmo com uma versão acústica de 'Everything Hallelujah', após receber uma mensagem de incentivo de Ted Lasso e seu assistente Beard.

A reação do público foi mista. No estúdio do Match of the Day, o ex-atacante inglês Wayne Rooney foi direto: 'Achei uma porcaria. As apresentações foram ruins, o timing foi ruim. Deixem-nos jogar futebol.'

A cerimônia de encerramento antes do jogo seguiu o padrão, com música alta e danças no gramado, mas ganhou um toque extra com o discurso dramático do ator Tom Cruise.

Quase no centro do palco para a entrega do troféu

Para os neutros, um dos momentos mais aguardados era saber o papel de Trump na premiação. Na final do Mundial de Clubes do ano anterior, ele havia se envolvido nas comemorações do Chelsea após entregar o troféu ao capitão Reece James. Na ocasião, permaneceu no palco por alguns segundos ao lado de James e do goleiro Robert Sánchez antes de sair.

'Disseram que ele entregaria o troféu e sairia... mas ele quis ficar', contou James, que integrou a seleção inglesa nesta Copa. No domingo, Trump — que ajudou Infantino a distribuir as medalhas aos jogadores de ambas as equipes — demorou um pouco mais para sair do palco, embora não tanto quanto no Mundial de Clubes.

Houve vaias quando Trump e Infantino apareceram para a cerimônia, e pelo menos um jogador, o argentino Cristian Romero, passou direto por Trump após receber sua medalha, aparentemente recusando um aperto de mão.

Filas enormes antes do pontapé inicial devido ao esquema de segurança

Sem dúvida, foi uma final glamourosa, com fogos de artifício antes do jogo, durante o intervalo e após a conquista espanhola. Mas as horas anteriores foram tudo menos glamourosas: o esquema de segurança reforçado — com o Serviço Secreto dos EUA assumindo o controle devido à presença de Trump — gerou filas imensas.

Os portões foram abertos às 11h (horário local), quatro horas antes do início, mas funcionários do estádio, artistas e jornalistas já chegavam desde muito mais cedo. Houve confusão com os acessos: alguns membros da imprensa foram orientados a ir para uma entrada, apenas para serem informados de que deveriam voltar ao início da fila anterior. As revistas de bolsas foram mais rigorosas do que em jogos anteriores, contribuindo para a demora.

Apesar dos transtornos, o congestionamento foi aliviado e a partida começou sem atrasos.

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