Ito e Suzuki: Japão se despede com orgulho

Resumo breve
O Japão foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo após uma derrota de virada por 2 a 1 para o Brasil. Apesar da decepção, jogadores como Junya Ito e Zion Suzuki destacam o orgulho pela atuação e o aprendizado para o futuro.
O futebol é o esporte mais bonito do mundo, mas também pode ser cruel. Uma equipe pode dar tudo de si durante 90 minutos e ainda assim não ser recompensada. Em Houston, o Japão aprendeu isso da maneira mais dura em seu confronto das oitavas de final contra o Brasil. A seleção japonesa tinha a história ao seu alcance — uma primeira vitória em jogos eliminatórios da Copa do Mundo FIFA™ — mas o destino não permitiu.
O jogo: esperança e reviravolta
O Japão abriu o placar aos 29 minutos com um gol de Kaishu Sano, acendendo a esperança de que este poderia ser o ano da virada. No entanto, o destino tinha outros planos. Dois gols no segundo tempo viraram a partida: primeiro, Casemiro marcou de cabeça aos 56 minutos; depois, Gabriel Martinelli completou a virada para 2 a 1. A jornada do Japão foi novamente interrompida na primeira fase eliminatória.
Em entrevista à FIFA, Junya Ito afirmou que as mudanças feitas pelo técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, desfizeram a sólida defesa japonesa. “As coisas estavam indo bem no primeiro tempo, mas eles começaram a cruzar mais bolas e nos pressionaram”, disse Ito.
“É um grande arrependimento que nosso torneio termine aqui”, declarou o técnico do Japão, Hajime Moriyasu. “Mas os jogadores realmente deram tudo de si. Espero que tenhamos deixado todos orgulhosos e que os rapazes recebam o reconhecimento que merecem por terem trabalhado duro até o último minuto.”
Sano, que marcou um belo gol no primeiro tempo, deixou o Houston Stadium amargurado pela frustração. “O resultado é tudo. Eu realmente pensei que tínhamos o que era preciso para ir mais longe, então estou arrasado.”
Olhando para o futuro
O goleiro Zion Suzuki ecoou esse sentimento, mas também expressou otimismo sobre como essa experiência pode ajudar o Japão em edições futuras. “O gol foi algo que não deveria ter acontecido, mas vamos usar essa experiência como combustível e levá-la conosco para a próxima Copa do Mundo”, disse Suzuki à FIFA.
Este foi o segundo confronto do Japão com o Brasil em Copas do Mundo, 20 anos após o encontro no torneio de 2006, na Alemanha. Naquela ocasião, a seleção asiática foi atropelada, perdendo por 4 a 1. O fato de terem pressionado os mesmos adversários até os momentos finais da prorrogação mostra o quanto evoluíram nas últimas duas décadas.
Após o apito final, o astro brasileiro Mateus Cunha elogiou os adversários. “Imaginávamos que seria um desafio, mas eles vieram com um plano de jogo claro. Eles dificultaram muito para nós, e temos que dar a eles muito crédito por isso.”
O fato de o Japão ter recebido tais elogios de seus vitoriosos oponentes diz muito sobre a qualidade de sua atuação.
As quartas de final continuarão a escapar do Japão por mais quatro anos. No entanto, a maneira como eles enfrentaram de igual para igual uma das melhores equipes do mundo é a demonstração mais clara de sua evolução como seleção. Será que eles conseguirão transformar essa dor em combustível para avançar ainda mais? A jornada de quatro anos começa hoje.
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