EUA avançam, mas cartão vermelho de Balogun pode ser caro?

Resumo breve
Os Estados Unidos venceram a Bósnia-Herzegovina e avançaram às quartas de final da Copa do Mundo, mas a expulsão de Folarin Balogun pode comprometer a sequência.
Os Estados Unidos seguem firmes na Copa do Mundo, mas a vitória sobre a Bósnia-Herzegovina, por 1 a 0, na quarta-feira, no San Francisco Bay Area Stadium, teve um preço alto: a expulsão do atacante Folarin Balogun. O jogador de 24 anos, ex-Arsenal, abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas foi expulso aos 62 minutos após um pisão no tornozelo do defensor bósnio Tarik Muharemovic. O lance, inicialmente considerado acidental, foi revisado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no monitor, que aplicou o cartão vermelho direto.
O impacto da expulsão
Balogun, que já havia marcado três gols no torneio, tornou-se o terceiro americano a atingir essa marca em uma edição de Copa do Mundo. No entanto, a expulsão o coloca em uma lista seleta: ele é o quarto jogador a marcar e ser expulso em uma partida eliminatória, juntando-se a Garrincha (1962), Ronaldinho (2002) e Zinedine Zidane (2006). A suspensão automática de um jogo o tira do confronto contra a Bélgica, em Seattle, na segunda-feira (01:00 BST). A FIFA pode estender a punição, o que o deixaria de fora de uma possível semifinal.
Quem substitui Balogun?
O técnico Mauricio Pochettino terá que encontrar uma alternativa para o ataque. O nome mais cotado é Ricardo Pepi, do PSV, que não marca pela seleção desde novembro de 2024. Em 184 minutos em campo no torneio, o atacante não balançou as redes. Outra opção é Josh Sargent, mas o jogador do Norwich também vive jejum de gols. A ausência de Balogun preocupa, já que ele era o principal artilheiro da equipe.
Reação do elenco e confiança
O defensor Chris Richards, do Crystal Palace, afirmou que o grupo apoia Balogun: "Dissemos a ele que estamos com ele. Somos um time de 26, não apenas um. Vamos sentir falta dele no próximo jogo, mas quem entrar fará o trabalho tão bem quanto ele." Pochettino também demonstrou confiança: "Quando Balogun recebeu o cartão vermelho, pensei que era o momento de mostrar que somos um time. Os olhos dos jogadores diziam: 'Técnico, estamos prontos para lutar'. Esses caras estão criando um legado neste país. Por que não nós?"
Análise e perspectivas
A ex-atacante inglesa Sue Smith, comentarista da BBC, acredita que a expulsão galvanizou os EUA: "Depois do cartão vermelho, vimos um lado profissional dos EUA. Defensivamente, estavam bem postados. A Bósnia tentou de tudo, mas não conseguiu o gol. Foi uma vitória merecida. Acho que eles surpreenderam algumas pessoas com o desempenho até aqui. Certamente vão testar a Bélgica. Pochettino diz 'acredite'. Esse time está acreditando que pode desafiar qualquer um, e tem a torcida a favor."
O lema "Why not us?", adotado por Pochettino em março, continua ecoando. A pergunta, que virou grito de guerra e está até em um pôster motivacional no escritório do técnico, ainda não tem resposta. Mas, com a defesa sólida e o espírito de equipe, os EUA seguem sonhando com o primeiro título mundial em casa, em 19 de julho.
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