Argentina parecia condenada, Messi outra vez apático; ele mudou o ritmo e transformou outra epopeia

Resumo breve
A Argentina estava à beira da eliminação, com Lionel Messi apagado, mas uma reviravolta espetacular transformou uma das maiores zebras em uma das maiores viradas da história das Copas. O Egito, porém, sentiu-se injustiçado.
Quando o relógio marcava os minutos finais do segundo tempo, a Argentina parecia caminhar para uma das derrotas mais humilhantes de sua história no futebol. Lionel Messi, o eterno candidato ao título de melhor do mundo, estava outra vez apático, sem conseguir furar a sólida defesa egípcia. O placar de 2 a 1 para o Egito já era tratado como uma das maiores zebras de todos os Mundiais. Mas então, algo mudou.
A virada que começou nos pés de Messi
Foi num lance de pura genialidade que Messi, até então discreto, recebeu a bola fora da área, driblou dois marcadores e soltou um chute colocado no ângulo. A bola ainda tocou a trave antes de entrar. Era o empate, aos 42 minutos do segundo tempo. O estádio explodiu. Mas a Argentina não se contentou com o empate. Três minutos depois, em uma cobrança de falta ensaiada, Messi cruzou para a cabeça de Nicolás Otamendi, que desviou para o fundo das redes. 3 a 2. Virada consumada.
O drama egípcio e a polêmica do jogo
Para o Egito, a sensação foi de injustiça. O time africano, que havia jogado de forma tática e disciplinada, viu a vitória escapar nos minutos finais. O técnico Héctor Cúper reclamou de um pênalti não marcado a favor de sua equipe e de um gol mal anulado no primeiro tempo. A arbitragem, comandada pelo húngaro Viktor Kassai, esteve no centro das discussões. A imprensa egípcia classificou o resultado como "um roubo" e "a maior injustiça da história das Copas".
O renascimento de Messi e da Argentina
O jogo, que começou como uma tragédia anunciada para a Argentina, terminou como uma epopeia. Messi, que havia sido vaiado nos primeiros minutos, saiu de campo ovacionado. A vitória recolocou a Argentina na briga pela classificação e devolveu a confiança a um time que parecia à beira do colapso. Para os argentinos, foi a prova de que, enquanto Messi estiver em campo, nada está perdido. Para o Egito, ficou a amarga sensação de que o futebol, às vezes, é cruel demais.
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