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Filho de goleiro egípcio que protagonizou jogo 'vergonhoso' de 1990 está na CopaMostafa Shobeir, goleiro da seleção egípcia, é filho de Ahmed Shobeir, que atuou na Copa de 1990 e foi advertido por perder tempo na partida contra a Irlanda, um jogo tão criticado que influenciou a criação da regra do recuo para o goleiro./images/pt/2026/07/filho-de-goleiro-egipcio-que-protagonizou-jogo-vergonhoso-de-1990-esta-na-copa-f23bf206-800w.webpFilho de goleiro egípcio que protagonizou jogo 'vergonhoso' de 1990 está na Copa

Filho de goleiro egípcio que protagonizou jogo 'vergonhoso' de 1990 está na Copa

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Filho de goleiro egípcio que protagonizou jogo 'vergonhoso' de 1990 está na Copa

Resumo breve

Mostafa Shobeir, goleiro da seleção egípcia, é filho de Ahmed Shobeir, que atuou na Copa de 1990 e foi advertido por perder tempo na partida contra a Irlanda, um jogo tão criticado que influenciou a criação da regra do recuo para o goleiro.

O goleiro egípcio Mostafa Shobeir, convocado para a Copa do Mundo de 2022, carrega um sobrenome que ecoa na história do futebol mundial. Ele é filho de Ahmed Shobeir, o arqueiro que defendeu o Egito na Copa de 1990 e protagonizou uma das partidas mais controversas do torneio: o empate sem gols contra a Irlanda, na fase de grupos, que ficou conhecido como o "jogo da vergonha".

O jogo que mudou as regras

Naquele 17 de junho de 1990, em Palermo, Itália, a partida entre Egito e Irlanda terminou em 0 a 0, mas o placar não conta a história completa. Ahmed Shobeir foi advertido com cartão amarelo por repetidas infrações de perda de tempo, uma tática que irritou jogadores e torcedores irlandeses. O jogo foi tão criticado que a FIFA, pressionada, introduziu a regra que proíbe o goleiro de receber um recuo com as mãos — a chamada "regra do recuo" (back-pass rule), implementada a partir de 1992.

Legado familiar

Mostafa Shobeir, hoje com 22 anos, segue os passos do pai como goleiro. Nascido no Cairo, ele foi revelado pelo Al Ahly, um dos maiores clubes do Egito, e rapidamente se destacou pela agilidade e reflexos. Sua convocação para a Copa do Catar gerou comparações com a trajetória do pai, que disputou duas Copas (1990 e 1994) e é considerado um dos maiores goleiros da história do país.

O "jogo da vergonha" de 1990, embora manchado pela falta de espetáculo, teve um impacto duradouro no futebol. A regra do recuo, que proíbe o goleiro de pegar a bola com as mãos após um passe deliberado de um companheiro, foi uma resposta direta àquela partida e a outras similares. Desde então, o futebol tornou-se mais dinâmico, com goleiros obrigados a usar os pés com mais frequência.

Mostafa Shobeir, agora sob os holofotes, carrega não apenas o nome do pai, mas também a responsabilidade de representar uma nova geração de goleiros egípcios. Enquanto o Egito busca repetir o sucesso de 1990, quando chegou às oitavas de final, o jovem arqueiro espera escrever sua própria história — sem precisar recorrer a táticas que envergonharam o esporte.

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