'Vale cada centavo', dizem torcedores ingleses na Copa

Resumo breve
Torcedores ingleses nos Estados Unidos descrevem a experiência na Copa do Mundo como 'única na vida', elogiando a atmosfera festiva e a recepção calorosa dos americanos.
Torcedores ingleses que viajaram aos Estados Unidos para apoiar a seleção na Copa do Mundo descrevem a experiência como "única na vida" e afirmam que os gastos elevados valem cada centavo. Com a equipe de Thomas Tuchel já classificada para as fases eliminatórias após vencer o Panamá por 2 a 0 no sábado, milhares de fãs, incluindo muitos de Yorkshire, lotaram Nova Jersey para vibrar com os "Three Lions".
Atmosfera de festa e união entre torcidas
John Hemmingham, torcedor do Sheffield Wednesday e líder da Banda da Inglaterra, destacou o clima de confraternização: "Em todos os lugares que vamos, todo mundo está sorrindo. Todos interagem com fãs do mundo inteiro, que é exatamente o que a Copa representa." O trompetista de 63 anos, natural de Hillsborough, acrescentou: "Todos são tão acolhedores e a atmosfera é brilhante. Você pode conversar com um torcedor marroquino num minuto, depois com um ganês e um equatoriano. Estamos todos na mesma sintonia."
Hemmingham, que não perde uma partida competitiva da Inglaterra há 30 anos, declarou que pretende "ficar aqui até a Inglaterra vencer". Ele repetiu: "É brilhante, todos estão aqui para uma festa, e é exatamente isso."
Bandeiras e orgulho regional
Danny Williams, de 34 anos, e Joe Gallagher, de 35, ambos de Scarborough, tornaram-se figuras populares entre a torcida inglesa em Dallas e Boston, onde a Inglaterra disputou os dois primeiros jogos da fase de grupos. O motivo foi uma bandeira que exibia o melhor do famoso balneário de North Yorkshire. "Teve uma boa recepção", disse Williams. A dupla afirmou que adorou representar sua terra natal e torcer pela seleção, com Gallagher admitindo: "Nosso único arrependimento é não ter ficado mais tempo. Fomos muito bem recebidos."
Apesar das dúvidas sobre o interesse dos norte-americanos no torneio e de uma possível hostilidade a certos países, Williams, que trabalha na manutenção de rodovias para o Conselho de North Yorkshire, disse que os locais foram "amigáveis e definitivamente abertos à brincadeira". "A América é linda, tivemos resultados razoáveis e tudo foi incrível", completou.
Os altos custos da Copa
O preço de ingressos, viagens e alimentação dentro dos estádios tem sido um tópico fora de campo. Ben Wade, torcedor do Barnsley de 21 anos, natural de Wakefield, já está de volta ao Reino Unido e sentindo o impacto financeiro de sua primeira Copa. "Levei alguns dias para verificar o saldo bancário", admitiu. "Foi um pouco mais do que eu esperava, mas nada que não possamos lidar. Não me importo de pagar."
Wade pagou US$ 265 (cerca de £ 201) para assistir à partida de abertura da Inglaterra contra a Croácia, um valor mais alto do que o pago por alguns torcedores com mais pontos de fidelidade, mas muito menor do que os US$ 1.500 que outros fãs lhe disseram ter pago. Ele contou que o custo de um pint (cerca de 473 ml) de cerveja no calor do Texas chegou a US$ 20, enquanto uma refeição em um restaurante de churrasco texano custou US$ 129. Apesar disso, o ladrilheiro, que celebrou seu aniversário durante a viagem, não se arrepende: "Foi provavelmente o melhor aniversário que eu poderia ter pedido. É triste assistir pela TV, só quero estar lá de novo. Acho que vamos conseguir este ano."
Já Danny Williams e Joe Gallagher, que acompanham a seleção regularmente, adorariam ir à final, mas não conseguem justificar os £ 3.000 que cada um teria que pagar por um ingresso. "Você poderia levar toda a família para Barbados por esse preço", disse Gallagher, que trabalha como policial em North Yorkshire.
Planos ambiciosos para as fases finais
Terry Rose, de 68 anos, ex-proprietário de pub semiaposentado de Lindley, em Huddersfield, planeja chegar aos Estados Unidos na terça-feira para assistir ao que pode ser a partida das oitavas de final da Inglaterra, caso a equipe avance da fase de 32. Tão confiante de que o futebol voltará para casa, Rose já comprou ingressos para as quartas de final, semifinal e até para a final. "É o que espero, a fase decisiva", disse ele, que acompanha a Inglaterra pelo mundo há 40 anos. "Eles só precisam de um pouco de sorte — o quique da bola —, mas acho que os caras estão prontos."
Torcedor do Leeds United, Rose descreve seguir a Inglaterra pelo mundo como "férias com os amigos". "Detesto pensar no que gastei lá, é muito dinheiro, mas vale cada centavo. É a emoção — você vê pessoas que não via desde o jogo anterior, ganha muitos amigos, é como uma grande família agora. Particularmente porque temos muitas torcedoras. Antigamente, eram todos aqueles grandalhões bobos que queriam briga. Isso não existe mais. Vou fazer 69 anos no Boxing Day, mas ainda estou indo, cantando e dançando."
Rose é conhecido entre os compatriotas por usar um terno com a Cruz de São Jorge onde quer que vá. "Isso traz tanta alegria para as pessoas. O sorriso no rosto das crianças é alucinante. Eu simplesmente gosto de estar com as pessoas, e o futebol é minha paixão." Ele afirma que a Inglaterra encerrar uma espera de 60 anos por um título importante o tornaria "o homem mais feliz do planeta".
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