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Recordes quebrados na Copa do Mundo 2026A Copa do Mundo 2026 foi palco de inúmeros recordes, com jogadores como Messi, Mbappé e Cristiano Ronaldo reescrevendo a história./images/pt/2026/07/recordes-quebrados-na-copa-do-mundo-2026-5b5017b7-800w.webpRecordes quebrados na Copa do Mundo 2026

Recordes quebrados na Copa do Mundo 2026

Atualizado 4 min read
Jogadores de futebol comemorando em campo com bandeiras dos Estados Unidos, Canadá e México ao fundo, representando a Copa do Mundo de 2026.

Resumo breve

A Copa do Mundo 2026 foi palco de inúmeros recordes, com jogadores como Messi, Mbappé e Cristiano Ronaldo reescrevendo a história.

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, entrou para a história como uma edição repleta de recordes. Jude Bellingham, Harry Kane, Kylian Mbappé, Lionel Messi, Michael Olise, Rodri, Cristiano Ronaldo e Eloy Room estiveram entre os jogadores que estabeleceram novos marcos no torneio.

Recordes de treinadores e seleções

O técnico alemão Otto Rehhagel, conhecido como 'Rei' Otto, começou a Copa de 2026 no topo da lista de treinadores mais velhos a comandar uma seleção no torneio, mas terminou em quinto lugar. Rehhagel, que guiou a Grécia aos 71 anos em 2010, agora fica atrás de Carlos Queiroz (73 anos e 124 dias, por Gana), Hugo Broos (74 anos e 79 dias, pela África do Sul), Miroslav Koubek (74 anos e 296 dias, pela República Tcheca) e Dick Advocaat, que tinha 78 anos e 271 dias quando liderou Curaçao contra a Costa do Marfim.

Outro recorde notável foi o de Didier Deschamps, que se tornou o treinador com mais vitórias na história das Copas. Helmut Schön levou quatro edições para alcançar 25 vitórias; Deschamps superou essa marca em 2026, apesar de ter perdido a vitória por 4 a 1 sobre a Noruega para comparecer ao funeral de sua mãe. O francês de 57 anos liderou a França às quartas de final em 2014, ao título em 2018, ao vice-campeonato em 2022 e ao quarto lugar em 2026.

Goleadores históricos

Na disputa pelo posto de maior artilheiro da história das Copas, Lionel Messi e Kylian Mbappé protagonizaram uma corrida emocionante. Miroslav Klose liderava com 16 gols antes do torneio. Messi precisou de apenas uma partida para igualar a marca. No início do torneio, Messi liderava Mbappé por um gol; ao fim da fase de grupos, a vantagem era de três. Mas o francês acelerou na reta final e superou o argentino por um gol, terminando com 17 contra 16 de Messi. Klose, que tinha apenas um gol de vantagem, viu seu recorde ser quebrado.

Messi também quebrou o recorde de gols em jogos consecutivos: Just Fontaine e Jairzinho marcaram em seis partidas seguidas; Messi foi além, balançando as redes em seus primeiros jogos na América do Norte. Além disso, o camisa 10 argentino se tornou o jogador com mais gols de fora da área na história das Copas, superando Rivellino. Messi já havia marcado de longa distância contra Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria em 2014, e contra o México em 2022. Em 2026, ele adicionou dois gols contra a Argélia e um contra a Jordânia, todos de fora da área.

Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições diferentes da Copa do Mundo, um feito que escapou a Lionel Messi, que não marcou em 2010. O português também se tornou o segundo artilheiro mais velho da história, atrás apenas de Roger Milla. Curiosamente, Michael Laudrup (Dinamarca), Messi e Ronaldo são, cada um, os artilheiros mais jovens e mais velhos de suas seleções em Copas.

Assistências e passes

Michael Olise, da França, superou Pelé no número de assistências em uma única edição. Pelé deu seis assistências na Copa de 1970; Olise deu sete, sendo cinco delas para Kylian Mbappé, um recorde de assistências de um jogador para outro em uma mesma Copa.

O espanhol Rodri quebrou seu próprio recorde de passes certos em uma edição: 638 passes bem-sucedidos no Catar 2022, superando o compatriota Xavi, que havia completado 599 passes na África do Sul 2010.

Defesas e invencibilidade

O goleiro de Curaçao, Eloy Room, igualou o recorde de defesas em uma partida, com 16, contra o Equador em Kansas City. Tim Howard havia registrado o mesmo número para os EUA contra a Bélgica em 2014, mas Room o fez em 30 minutos a menos. Curaçao, com cerca de 156 mil habitantes, tornou-se a menor nação (por população) a participar de uma Copa, superando a Islândia. Cabo Verde, com aproximadamente 530 mil habitantes, tornou-se a menor a alcançar a fase eliminatória.

O goleiro espanhol Unai Simón manteve sete jogos sem sofrer gols em oito partidas, um recorde para uma edição. O recorde anterior era de cinco jogos sem sofrer gols, compartilhado por Jan Jongbloed (1974), Walter Zenga (1990), Taffarel (1994), Fabien Barthez (1998), Oliver Kahn (2002), Gianluigi Buffon (2006) e Iker Casillas (2010). A Espanha, mesmo enfrentando Mbappé e a França, e Messi e a Argentina, sofreu apenas um gol na campanha, o menor número para uma equipe campeã. Barthez e a França de 1998, Buffon e a Itália de 2006, e Casillas e a Espanha de 2010 haviam sofrido dois gols.

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