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Messi aos 39 e Ronaldo aos 41: como os dois continuam quebrando recordesLionel Messi completa 39 anos e, ao lado de Cristiano Ronaldo (41), segue estabelecendo novos marcos em Copas do Mundo. Com gols recentes, ambos reescrevem a história do futebol e mantêm viva uma rivalidade que já dura duas décadas./images/pt/2026/06/messi-aos-39-e-ronaldo-aos-41-como-os-dois-continuam-quebrando-recordes-182e2a7e-800w.webpMessi aos 39 e Ronaldo aos 41: como os dois continuam quebrando recordes

Messi aos 39 e Ronaldo aos 41: como os dois continuam quebrando recordes

Atualizado 4 min read
Messi aos 39 e Ronaldo aos 41: como os dois continuam quebrando recordes

Resumo breve

Lionel Messi completa 39 anos e, ao lado de Cristiano Ronaldo (41), segue estabelecendo novos marcos em Copas do Mundo. Com gols recentes, ambos reescrevem a história do futebol e mantêm viva uma rivalidade que já dura duas décadas.

Lionel Messi completa 39 anos neste dia 24 de junho, e Cristiano Ronaldo, com 41, continua mostrando que a idade é apenas um número. Juntos, eles seguem quebrando recordes em Copas do Mundo, mesmo que esta seja provavelmente a última edição do torneio para ambos.

Na segunda-feira, Messi marcou dois gols contra a Áustria, chegando a 18 gols no total e assumindo a liderança isolada da artilharia histórica das Copas. Já Ronaldo, na terça-feira, tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições diferentes do Mundial, ao balançar as redes duas vezes contra o Uzbequistão.

A pressão e a resposta de Ronaldo

Após o hat-trick de Messi contra a Argélia na estreia argentina e mais dois gols na segunda partida, a pressão recaiu sobre Ronaldo. O português teve uma atuação abaixo do esperado no empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo, gerando críticas e rumores de desentendimentos com companheiros de seleção. Mas ele respondeu com seu momento histórico.

Aos seis minutos do jogo contra o Uzbequistão, Ronaldo marcou seu primeiro gol em uma sexta Copa consecutiva (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Messi também esteve presente em todas essas edições, mas não marcou em 2010. Os gols contra o Uzbequistão encerraram um jejum de 11 partidas sem balançar as redes em Copas, desde o jogo de abertura de 2022 contra Gana.

Após o apito final, Ronaldo olhou diretamente para a câmera e disse: "Estou de volta". O gesto revelou um jogador que sentiu a pressão de não conseguir mais causar o mesmo impacto de antes. "Ele é um ser humano. Tem permissão para ter sentimentos", comentou o técnico Roberto Martínez. Já Wayne Rooney, ex-companheiro de Ronaldo no Manchester United, afirmou à BBC Sport: "É o que ele faz. Recebe críticas e responde assim."

Recordes e adaptações

Aos 41 anos e 138 dias, Ronaldo é agora o segundo jogador mais velho a marcar em uma Copa do Mundo, atrás apenas do camaronês Roger Milla (42 anos e 39 dias). Com seus dois gols na segunda-feira, ele também se tornou o terceiro jogador a ser o mais jovem e o mais velho artilheiro de seu país em Copas — ao lado de Michael Laudrup (Dinamarca) e do próprio Messi. Ambos marcaram seu primeiro e último gol em Copas com 20 anos e 11 dias de diferença.

Na zona mista, Ronaldo declarou: "Não me importo com os outros", quando questionado sobre os cinco gols de Messi nas duas primeiras partidas. "Mbappé também marcou." Apesar da declaração, é evidente que ver os grandes astros do futebol mundial em evidência serve como motivação, especialmente Messi. Martínez reconheceu: "Acredito que ambos melhoraram o futebol ao longo dos anos, e a rivalidade é importante para o crescimento deles."

Rooney acrescentou: "Ele quer ser o melhor no que faz. Então, claro, quando os outros atacantes de ponta marcam, ele quer estar no topo da lista. A resposta dele é exatamente a esperada. É egoísta no sentido de querer ser o melhor, mas também é um jogador de equipe. É incrível ver Messi ontem e Ronaldo hoje. Na idade deles, é impressionante o que estão fazendo."

Adaptação e longevidade

Ambos tiveram que adaptar seus estilos para se manter no topo. Desde que completou 35 anos, Messi encontrou um novo nível na seleção, marcando 12 gols em seus últimos nove jogos de Copa — dois a mais que o total de Ronaldo (10) e o suficiente para colocá-lo em sétimo na lista histórica de artilheiros, ao lado do lendário Pelé. Antes disso, Messi havia marcado apenas seis gols em seus primeiros 19 jogos no torneio, entre os 18 e 34 anos.

A mudança de forma ocorreu após sua saída do Barcelona. Muitos argentinos argumentavam que ele não priorizava a seleção enquanto competia no topo da Europa. Desde que deixou o clube catalão, parece ter se dedicado mais à Argentina. Já Ronaldo, desde os 35 anos, marcou oito vezes em 16 partidas entre Copas e Eurocopas.

O recorde de terça-feira não será o último marco de Ronaldo. Após esta Copa, ele mira a marca de 1.000 gols na carreira. Os gols contra o Uzbequistão o levaram a 975, a 25 do feito. Nenhum dos dois é mais a sensação vencedora da Bola de Ouro de outrora, nem está tão exposto ao público após deixarem as cinco grandes ligas europeias. Mas a tentativa de se igualarem passo a passo continua fascinante.

Um possível encontro nas quartas

A rivalidade pode ter um desfecho adequado nesta Copa. Se Portugal e Argentina vencerem seus grupos e avançarem, estão no caminho para um confronto nas quartas de final, em Kansas City, no dia 11 de julho. Ou, quem sabe, os veremos em 2030, disputando novos recordes. Para esses dois ícones onipotentes do futebol, nada parece impossível.

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