Pular para o conteúdo
Por que Bellingham não foi expulso por cobrir a bocaJude Bellingham não foi expulso após cobrir a boca durante conversa com Jordan Ayew, gerando controvérsia. A regra, implementada para a Copa do Mundo de 2026, prevê cartão vermelho apenas em confrontos, não em conversas amigáveis./images/pt/2026/06/por-que-bellingham-nao-foi-expulso-por-cobrir-a-boca-54375e24-800w.webpPor que Bellingham não foi expulso por cobrir a boca

Por que Bellingham não foi expulso por cobrir a boca

Atualizado 3 min read
Jude Bellingham, da Inglaterra, conversa com Jordan Ayew, de Gana, cobrindo a boca com a mão durante partida amistosa em Boston.

Resumo breve

Jude Bellingham não foi expulso após cobrir a boca durante conversa com Jordan Ayew, gerando controvérsia. A regra, implementada para a Copa do Mundo de 2026, prevê cartão vermelho apenas em confrontos, não em conversas amigáveis.

Uma imagem do meio-campista inglês Jude Bellingham cobrindo a boca enquanto conversava com o ganês Jordan Ayew gerou controvérsia entre torcedores e comentaristas. A cena ocorreu durante o empate sem gols entre Inglaterra e Gana, em Boston, na terça-feira, e levantou dúvidas sobre a aplicação de uma nova regra da Fifa.

O que diz a nova regra?

Uma lei introduzida para a Copa do Mundo de 2026 determina que um jogador pode ser expulso se esconder a boca ao falar com um adversário. A medida foi solicitada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, após o atacante do Benfica, Gianluca Prestianni, ter sido suspenso por seis jogos pela Uefa por conduta homofóbica contra Vinicius Jr, do Real Madrid, durante uma partida da Champions League em fevereiro.

O paraguaio Miguel Almirón tornou-se o primeiro jogador a ser expulso por essa infração, no fim de semana, contra a Turquia, quando o árbitro de vídeo (VAR) interveio para recomendar o cartão vermelho.

Por que Bellingham escapou do vermelho?

O contexto é fundamental. Cobrir a boca não foi proibido em si; a proibição se aplica a situações de confronto com outro jogador. Antes do torneio, Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, foi bastante claro: "Os jogadores podem continuar a cobrir a boca com o braço e a camisa, pois podem conversar com amigos. É normal conversar antes, durante ou após a partida. Se a conversa for amigável, podem continuar sem problema. Quando a conversa é conflituosa, cobrir a boca significa que você está fazendo algo muito errado, potencialmente, e a sanção é o cartão vermelho."

Durante quase todos os jogos desta Copa do Mundo, é possível ver exemplos de jogadores conversando enquanto cobrem a boca. Até os árbitros têm feito isso. O importante é que não houve animosidade entre Bellingham e Ayew — foi apenas uma conversa entre dois jogadores.

O caso de Almirón: um contexto diferente

A situação de Almirón foi distinta. Durante a partida entre Paraguai e Turquia, o paraguaio Isidro Pitta caiu no chão reclamando de uma falta dura do turco Ismail Yuksek, o que gerou uma confusão entre os jogadores. Próximo ao tumulto, Almirón cobriu a boca ao falar com o turco Mert Muldur. Embora Almirón e Muldur não estivessem diretamente envolvidos no empurra-empurra, o jogo estava em um momento acalorado.

Infantino comentou sobre a expulsão de Almirón: "Esta questão de cobrir a boca é para nós uma regra muito, muito importante. É sobre respeito. É sobre o exemplo que devemos dar. Se você não tem nada a esconder, não cobre a boca quando fala com alguém. As regras foram deixadas muito claras para todos."

No entanto, há questionamentos sobre a confiabilidade dessa mudança de regra. Existe a possibilidade de um jogador usá-la para provocar a expulsão de um adversário em situações como essa. Almirón, por exemplo, não parecia estar agindo de forma agressiva, enquanto Muldur imediatamente se virou para chamar a atenção do assistente.

Almirón recebeu uma suspensão de um jogo e perderá a última partida do grupo do Paraguai contra a Austrália, com ambas as equipes precisando de um ponto para chegar às 32 avos de final. A punição poderia ter sido maior se houvesse evidência de linguagem abusiva.

A nova lei é opcional: cada competição pode escolher implementá-la ou não. Até agora, está sendo usada apenas na Copa do Mundo. A dificuldade em aplicar a regra de forma consistente e o potencial para abusos significam que ela pode não ser adotada pelas ligas domésticas.

Tudo Notícias

Pesquisar