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Por que deixar La Masia pelo Dínamo Zagreb foi crucial para Dani OlmoAos 16 anos, Dani Olmo trocou a academia do Barcelona pelo Dínamo Zagreb, uma decisão ousada que moldou sua carreira. Ex-técnicos e dirigentes croatas explicam como o clube o ajudou a se tornar o meia-atacante versátil que hoje brilha pela Espanha./images/pt/2026/07/por-que-deixar-la-masia-pelo-dinamo-zagreb-foi-crucial-para-dani-olmo-26f03054-800w.webpPor que deixar La Masia pelo Dínamo Zagreb foi crucial para Dani Olmo

Por que deixar La Masia pelo Dínamo Zagreb foi crucial para Dani Olmo

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Jovem Dani Olmo vestindo a camisa do Dínamo Zagreb em campo, com a torcida croata ao fundo durante uma partida noturna. — latest news and analysis.

Resumo breve

Aos 16 anos, Dani Olmo trocou a academia do Barcelona pelo Dínamo Zagreb, uma decisão ousada que moldou sua carreira. Ex-técnicos e dirigentes croatas explicam como o clube o ajudou a se tornar o meia-atacante versátil que hoje brilha pela Espanha.

Em 2014, um adolescente de 16 anos tomou uma decisão que poucos ousariam: deixar La Masia, a lendária academia do Barcelona, para se juntar ao Dínamo Zagreb, na Croácia. Dani Olmo, hoje um dos pilares da seleção espanhola, encontrou no clube croata o ambiente ideal para acelerar seu desenvolvimento. Ex-mentores do Dínamo revelam como essa aposta arriscada se transformou em um dos maiores acertos de sua carreira.

Uma aposta ousada e calculada

Nenad Bjelica, que mais tarde treinaria Olmo no time principal do Dínamo, lembra-se da surpresa ao saber da transferência. "Outros produtos de La Masia haviam saído muito jovens para diferentes países, mas nenhum para a Croácia. Fiquei surpreso que ele decidiu vir para cá", disse Bjelica à FIFA. Marko Vukelic, então diretor esportivo do clube, explica a lógica por trás da mudança: "Eles discutiram com seus agentes e decidiram que era uma boa opção. Naquela época, o Barcelona tinha uma estratégia diferente e os garotos estreavam aos 22 ou 23 anos, enquanto nós precisávamos gerar receita anualmente com vendas de jogadores. Também competimos na Europa quase toda temporada. Precisamos formar jogadores, mas também obter resultados, então os melhores estreavam aos 17 ou 18 anos."

Para um jovem de 16 anos, chegar a um país com idioma e cultura tão distintos representou um enorme desafio. "Ele era muito jovem quando chegou, e nosso idioma é muito diferente do espanhol ou do inglês, então a comunicação com os companheiros deve ter sido complicada. Os croatas são acolhedores, assim como os espanhóis são com os croatas quando vão para a Espanha, mas ainda assim é uma grande adaptação", recorda Bjelica. O técnico, que passou seis anos como jogador na Espanha e se tornou fluente no idioma, pôde estabelecer uma conexão próxima com Olmo e sua família. "Ele se sentia muito confortável comigo porque eu podia falar com ele em sua própria língua e conversar com seu pai. Compartilhamos algumas coisas que ele poderia melhorar e mudar. Sempre tivemos uma relação muito aberta, como amigos, mas também como técnico e jogador."

Superação e resiliência

Bjelica recorda um jovem que precisou superar momentos difíceis antes que sua decisão fosse plenamente justificada. "No fim, a família tomou a decisão e sei que ele passou por alguns momentos complicados. Tenho certeza de que nem tudo saiu como esperavam, mas no final deu certo e todos podem ficar felizes." Vukelic confirma essa resiliência: "Ele era um menino, então é claro que não foi fácil, especialmente em certos momentos em que não jogava tanto. Foi um desafio, mas ele tem aquela personalidade e aquela qualidade... no fim, ele superou tudo." O apoio familiar foi crucial. O pai de Olmo, treinador experiente em equipes de alto nível na Catalunha, compreendia as exigências e dúvidas que acompanhavam um passo tão ousado. "Eles foram corajosos, mas também entenderam que era o melhor para o filho. E Dani tem uma personalidade forte", disse Vukelic.

Antes de estrear como profissional, Olmo já falava croata, mas poder se expressar em seu idioma nativo dava ao jovem meia-atacante uma camada extra de confiança. Bjelica chegou ao Dínamo na reta final daquela temporada e teve seu primeiro contato próximo com o espanhol. "Ele estava voltando de lesão. Tínhamos a última partida do campeonato, já havíamos conquistado o título, e o poupamos porque a final da copa estava por vir. Quatro dias depois, enfrentamos o Hajduk e com Dani em campo vencemos por 1 a 0." Essa atuação foi um prenúncio do que viria. Quanto mais Bjelica trabalhava com Olmo, mais claro ficava que o Dínamo tinha um talento excepcional. "Dani é o melhor jogador que já treinei. Trabalhei com jogadores importantes como Marek Hamsik e Leonardo Bonucci, e jovens do Dínamo como Josko Gvardiol, mas Dani é o melhor. Só posso dizer coisas boas sobre ele e sua família."

Um jogador completo e humilde

Questionado sobre como descrevê-lo, Bjelica não se limita a uma qualidade. Olmo, em seus olhos, é o pacote completo. "Ele está oito anos mais velho agora e tem muito mais experiência, mas sempre se saiu muito bem. Posiciona-se brilhantemente entre as linhas, talvez melhor do que ninguém no mundo, esperando a bola naquela área e ligando-se com os companheiros. Tem excelente controle de bola, ótima visão, capacidade de cronometrar sua entrada na área, gols, assistências, e também ataca espaços. É um jogador realmente completo", explicou o técnico.

Os anos de Olmo na Croácia também criaram um vínculo forte o suficiente para gerar especulações repetidas de que ele poderia um dia representar o país de Luka Modric, Ivan Rakitic e Ivan Perisic. "Houve muita conversa sobre isso. A possibilidade existia, mas ele sempre disse que se a Espanha o chamasse, escolheria a Espanha, o que é normal e compreensível. Assim que estreou pela seleção sub-21 da La Roja, esse debate acabou", disse Bjelica.

Anos depois, ao ver seu ex-pupilo brilhar nos maiores palcos do futebol, Bjelica e Vukelic podem refletir com orgulho. Eles ajudaram a formar um jogador especial, mas lembram com igual clareza o jovem por trás do talento. O técnico resumiu de forma simples: "Ele é um cara muito normal, super pé no chão. Quando você dá um conselho, ele não leva como crítica. Se um dia eu disser que ele não treinou bem, no dia seguinte ele está pronto para dar tudo em campo. É muito humilde." O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, frequentemente enfatiza a importância de se cercar de boas pessoas, não apenas de bons jogadores. Aqueles que conhecem Olmo desde a adolescência diriam que ele se encaixa perfeitamente nessa descrição.

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