Momentos inesquecíveis da Europa na Copa do Mundo Feminina Sub-20

Resumo breve
A Europa terá seis representantes na Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026, na Polônia.
A Europa terá mais nações na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026™ do que qualquer outra confederação. Além da anfitriã Polônia, cinco outras seleções – Inglaterra, França, Itália, Portugal e Espanha – garantirão presença no torneio. Enquanto as equipes se preparam para o evento, a FIFA relembra os momentos que definiram a história da UEFA na competição.
Alemanha: a era de ouro de 2010
A Alemanha conquistou o segundo de seus três títulos de forma memorável em 2010. A equipe de Maren Meinert venceu todas as seis partidas, coroando a campanha com uma vitória por 2 a 0 sobre a Nigéria na final, disputada no Bielefelder Alm, em meio a uma chuva de papel picado. Esse triunfo fez parte de uma sequência invicta de 12 jogos – que se estendeu do terceiro lugar em 2008 até a derrota na final de 2012 –, ainda a mais longa da história do torneio.
Com o apoio de recordes de público e uma atmosfera vibrante, as jovens alemãs viveram um conto de fadas de verão. Elas abriram a campanha com uma vitória por 4 a 2 sobre a Costa Rica, ecoando a vitória da seleção masculina na abertura da Copa do Mundo FIFA™ de 2006, disputada em casa. Dzsenifer Marozsan e Kim Kulig transmitiam confiança e determinação no meio-campo, mas foi a implacável Alexandra Popp quem liderou o ataque.
Popp marcou em todos os seis jogos da Alemanha, totalizando dez gols e conquistando a Chuteira de Ouro da adidas, além de ser eleita a melhor jogadora do torneio, levando também a Bola de Ouro da adidas.
França: recordes históricos na Colômbia
A França estabeleceu dois recordes em apenas 90 minutos na Colômbia 2024. Com muita coisa em jogo, a equipe de Sandrine Ringler não deu chances à Fiji na última partida da fase de grupos, vencendo por 11 a 0. Foi a maior vitória e a partida com mais gols na história do torneio. Liana Joseph liderou com quatro gols, enquanto Dona Scannapieco e Melinda Mendy marcaram duas vezes cada.
Os recordes foram um bônus, mas o que realmente importava era a vaga nas oitavas de final conquistada com a vitória. Com a derrota do Canadá para o Brasil na última rodada, as Bleuettes conseguiram reverter uma desvantagem de três pontos e 11 gols de saldo para ultrapassar as canadenses e ficar em segundo lugar no grupo.
Espanha: o título de 2022 e o legado de Paralluelo
Oito anos após o último triunfo europeu, a Espanha escreveu seu nome na história na Costa Rica 2022. A vitória por 3 a 1 sobre o Japão na final – uma revanche da derrota por 1 a 3 em 2018 – fez de La Rojita a segunda nação europeia a levantar o título Sub-20. Além da artilheira Inma Gabarro, Salma Paralluelo foi decisiva, marcando duas vezes na final e dando um aviso do que viria pela frente.
Um ano depois, Paralluelo brilhou no maior palco de todos, ajudando a Espanha a conquistar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2023™. Seus gols decisivos nas quartas de final e na semifinal a tornaram a única jogadora na história do futebol – masculino ou feminino – a ser campeã mundial nas categorias Sub-17, Sub-20 e principal.
Inglaterra: o bronze de 2018 e a geração de ouro
A Inglaterra chegou às semifinais de uma Copa do Mundo Feminina Sub-20 pela primeira vez em 2018, na França. Após uma derrota apertada para as futuras campeãs do Japão, as Young Lionesses conquistaram o bronze ao vencerem as anfitriãs francesas nos pênaltis, após empate por 1 a 1 na disputa pelo terceiro lugar.
O que torna esse momento ainda mais especial em retrospecto é a qualidade do elenco. Georgia Stanway (Bota de Prata), Alessia Russo, Lauren Hemp, Chloe Kelly e Ellie Roebuck viriam a conquistar a Eurocopa em casa quatro anos depois, antes de chegarem à final da Copa do Mundo Feminina em 2023.
Austrália? Não, Áustria: estreia memorável
A Áustria chegou ao seu primeiro torneio feminino da FIFA após vencer a Islândia nos playoffs – e aproveitou ao máximo a oportunidade na Colômbia. A equipe de Markus Hackl venceu a estreia por 2 a 1 sobre Gana, antes de uma dobradinha de Sarah Gutmann e um gol de Valentina Madl garantirem a vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia. Apesar da derrota por 2 a 0 para o dominante Japão, a Áustria avançou às oitavas de final como vice-líder do grupo.
A jornada terminou nas oitavas, com uma derrota por 5 a 2 para a Coreia do Norte – então bicampeã e que se tornaria tricampeã semanas depois. Para uma federação que fazia sua primeira aparição em uma fase final feminina da FIFA, foi um cartão de visitas notável.
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