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Êxodo de jogadoras da SWPL: problema ou oportunidade?A diretora da SWPL, Fiona McIntyre, vê com bons olhos a saída de jogadoras para a Inglaterra, destacando o reflexo positivo na qualidade do futebol escocês./images/pt/2026/08/exodo-de-jogadoras-da-swpl-problema-ou-oportunidade-936dd405-800w.webpÊxodo de jogadoras da SWPL: problema ou oportunidade?

Êxodo de jogadoras da SWPL: problema ou oportunidade?

Atualizado 2 min read
Jogadoras de futebol feminino escocesas em campo com a bandeira da Escócia ao fundo, durante partida da SWPL. — latest news and analysis.

Resumo breve

A diretora da SWPL, Fiona McIntyre, vê com bons olhos a saída de jogadoras para a Inglaterra, destacando o reflexo positivo na qualidade do futebol escocês.

A saída de jogadoras da Scottish Women's Premier League (SWPL) para clubes ingleses pode ser encarada como um problema, mas a diretora executiva da liga, Fiona McIntyre, prefere enxergar o lado positivo. Em entrevista durante o lançamento da nova temporada, McIntyre afirmou que a migração de talentos para a Inglaterra, um dos países com ligas mais bem estruturadas do mundo, é um reflexo da qualidade do futebol feminino escocês.

Êxodo para a Inglaterra

Nesta janela de transferências, o Ipswich Town, que disputa a segunda divisão inglesa, contratou seis jogadoras oriundas da SWPL. Entre elas, Emma Lawton, que deixou o Celtic, as três atletas do Hearts – Georgia Hunter, Bayley Hutchinson e Georgia Timms – e a dupla do Hibernian, Rosie Livingston e Eilidh Adams. Além disso, o Hibs perdeu a atacante Kathleen McGovern, que se transferiu para o Newcastle United, também da segunda divisão, enquanto Mia McAulay trocou o Rangers pelo Aston Villa, da Women's Super League (WSL).

McIntyre reconhece que essas transferências são inevitáveis, dado o poderio financeiro dos clubes ingleses, mas espera que, com o tempo, os clubes escoceses passem a receber compensações mais justas pelo trabalho de formação de atletas.

“Não queremos perder talentos, mas quando você está na fronteira de uma das ligas mais bem financiadas do mundo, o fato de virem para a Escócia é um ponto positivo, pois reflete bem o nosso padrão”, disse McIntyre.

Equilíbrio entre perda e oportunidade

A dirigente ressaltou que, embora o ideal seja manter as melhores jogadoras no país, a realidade do futebol feminino exige uma visão pragmática. “Nossa prioridade é que a SWPL tenha um nível altíssimo, mas não somos ingênuos: se há oportunidades para as jogadoras irem para o sul e atuarem em uma liga tão bem estruturada, aceitamos isso plenamente”, afirmou. “Desde que os clubes recebam uma recompensa financeira, isso pode se tornar parte do modelo econômico do futebol feminino.”

McIntyre acredita que esse aspecto “vai crescer”, mas admite que a maioria das negociações deste verão foi feita sob o regime de liberdade de contrato, sem compensação obrigatória. “Ainda não estamos, do ponto de vista dos clubes, gerando muito com a negociação de jogadoras. Isso virá com o tempo e será uma nova fonte de receita”, explicou.

Novas oportunidades para jovens talentos

A diretora também destacou que as saídas abrem espaço para que outras atletas ganhem experiência e se destaquem. Ela citou o exemplo do Hearts, que utilizou jogadoras muito jovens nos classificatórios da Liga dos Campeões e obteve um desempenho notável. “Essas oportunidades, em certa medida, surgem porque outras jogadoras saíram. Portanto, é preciso ver o lado positivo e como podemos usar isso para tornar a Escócia um celeiro de talentos”, disse.

McIntyre concluiu: “Parte desse talento pode ir embora, e isso pode beneficiar a seleção nacional. Quando as jogadoras saem, cria-se espaço para que jovens escocesas realmente tenham uma chance.”

A temporada 2026-27 da SWPL começa no domingo, 16 de agosto.

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