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'Melhor sensação de sempre': cabo-verdianos celebram empate com a EspanhaCabo-verdianos celebraram nas ruas da capital, Praia, o empate histórico de 0-0 contra a Espanha na estreia do Mundial. Para muitos, o resultado valeu como uma vitória, elevando o orgulho nacional e as esperanças de avançar no torneio./images/pt/2026/06/melhor-sensacao-de-sempre-cabo-verdianos-celebram-empate-com-a-espanha-0fda7a69-800w.webp'Melhor sensação de sempre': cabo-verdianos celebram empate com a Espanha

'Melhor sensação de sempre': cabo-verdianos celebram empate com a Espanha

Atualizado 2 min read
Torcedores cabo-verdianos em festa nas ruas de Praia, agitando bandeiras e tocando vuvuzelas após o empate com a Espanha no Mundial.

Resumo breve

Cabo-verdianos celebraram nas ruas da capital, Praia, o empate histórico de 0-0 contra a Espanha na estreia do Mundial. Para muitos, o resultado valeu como uma vitória, elevando o orgulho nacional e as esperanças de avançar no torneio.

As ruas da capital de Cabo Verde, Praia, tremeram ao som ensurdecedor de vuvuzelas, cânticos e buzinas de carros depois de os Tubarões-Azuis terem segurado os campeões europeus, a Espanha, num empate a zero na sua estreia no Mundial.

Embora as equipas tenham dividido os pontos, para muitos cabo-verdianos a sensação foi de vitória. "Foi um momento emocionante", disse Isa Conceição, uma apoiante que assistiu ao jogo numa fan zone lotada.

Ela, como milhares de outros presentes, vestia a camisola azul da seleção nacional para mostrar orgulho pela participação do país no Mundial. Grande parte da nação insular explodiu em celebrações selvagens no apito final. "Ser um país pequeno e conseguir um resultado tão bom contra a Espanha, uma potência do futebol, é a melhor sensação de sempre", disse à BBC.

Homens, mulheres e crianças dançavam ao ritmo da música oficial do Mundial lançada pela Federação Cabo-verdiana de Futebol. Ao som de "nos óra dja txiga" na fan zone, os apoiantes cantavam entusiasmados, muitos agitando a bandeira nacional. A expressão, em crioulo cabo-verdiano, significa "chegou a nossa hora".

Um feito histórico para uma pequena nação

Parecia uma frase adequada depois de o pequeno país de cerca de meio milhão de habitantes ter superado gigantes continentais como os Camarões para se qualificar para o Mundial pela primeira vez na história. A equipa chegou ao torneio como azarão, jogando no grupo H contra duas ex-campeãs mundiais: Espanha e Uruguai.

Para a visitante Pauline, residente em França, a atuação de Cabo Verde na segunda-feira podia ser atribuída ao facto de terem "jogado com o coração". "Isso é o que realmente importa", disse. "Pensei que a Espanha fosse ganhar o jogo, mas a energia, a velocidade de Cabo Verde foi simplesmente fantástica", acrescentou um apoiante congolês que também visitava as ilhas pela primeira vez.

Muitos outros estrangeiros torciam por Cabo Verde, o arquipélago ao largo da costa da África Ocidental cujas praias idílicas e paisagens atraem cerca de um milhão de turistas todos os anos.

Orgulho nacional e esperança renovada

Em vários bairros, as bandeiras do país foram hasteadas em janelas, varandas e até nos telhados. Proprietários de vários veículos que circulavam pelas ruas regozijavam-se com buzinas simbólicas e gritos, a maioria deles agitando a bandeira ou pendurando amostras nas janelas dos carros.

A campanha defensiva da seleção nacional contra um gigante do futebol como a Espanha aumentou as esperanças dos cidadãos de que a equipa possa até ultrapassar a fase de grupos. Cabo Verde enfrentará o Uruguai e a Arábia Saudita nos próximos jogos do grupo, que determinarão o seu destino. Mas mesmo que não consigam passar da fase inicial, muitos disseram à BBC que continuarão orgulhosos da contribuição dos jogadores para elevar a imagem do país.

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