Koeman busca reação dos Países Baixos contra a Suécia

Resumo breve
Após o empate frustrante contra o Japão na estreia, o técnico Ronald Koeman mantém a confiança e aposta na coragem para buscar a primeira vitória na Copa do Mundo FIFA 2026™ diante da Suécia.
O técnico Ronald Koeman não se abalou com o empate de sua equipe contra o Japão na estreia e busca uma reação diante da Suécia, nesta segunda partida do Grupo X da Copa do Mundo FIFA 2026™.
Empate frustrante, mas ânimo elevado
Decepcionado com o empate na estreia? Certamente. Afinal, os Países Baixos estiveram à frente do placar por duas vezes contra o Japão, mas não conseguiram segurar a vantagem e amargaram um empate que frustrou as expectativas de um início vitorioso no torneio.
Mau humor no elenco? Nem pensar. "O ambiente é bom e continuaremos jogando com coragem", enfatizou Koeman em entrevista à FIFA. O comprometimento e a vontade, ao menos, não podem ser questionados em sua equipe. No geral, o treinador se mostrou satisfeito com a atuação inicial. "Senti que tivemos o controle do jogo [...] e que fomos bem na maior parte da partida", acrescentou.
Foi um início complicado para a Laranja Mecânica contra um adversário difícil. O Japão se defendeu de forma compacta, segundo Koeman, e dificultou a vida de seus comandados no terço final do campo. "Em situações como essa, você sempre precisa tomar as decisões certas e atacar como uma unidade." Ele admitiu que a equipe ainda precisa trabalhar nesse aspecto.
Foco total na Suécia
Nada disso abala o comandante holandês. Para a Seleção, tudo ainda está em aberto no grupo. "Quanto mais você avança no torneio, mais importantes se tornam as vitórias. É para isso que temos que trabalhar, é assim que temos que jogar, e temos total confiança nisso."
Seu foco já está totalmente voltado para o próximo desafio. A Suécia, que estreou com uma goleada por 5 a 1 sobre a Tunísia, chega embalada e confiante. Koeman espera um cenário semelhante ao do jogo contra o Japão: muita posse de bola, adversário recuado e espaços reduzidos no ataque. "Será difícil criar chances e espaços", disse o técnico de 63 anos. A chave, explicou, é tomar as decisões certas e ter jogadores suficientes na área adversária nos momentos adequados. Só assim é possível "criar chances e convertê-las".
Ao mesmo tempo, ele alertou para a força da Suécia nos contra-ataques. "Acho que a maior força deles é o momento em que recuperam a bola em uma posição defensiva e então partem rapidamente." A Suécia conta com atacantes velozes e laterais dinâmicos, que ganham velocidade assim que recuperam a posse. Para os Países Baixos, isso significa muita posse e controle no ataque, mas também uma atenção redobrada à proteção defensiva.
Van Dijk, o líder em campo
Um homem-chave para os holandeses pode ser novamente o capitão Virgil van Dijk e seu perigo nas bolas paradas. O zagueiro de classe mundial é também uma extensão de Koeman dentro de campo. "Ele é um jogador com muita experiência e personalidade. Nos momentos em que algo precisa ser dito ou decisões importantes precisam ser tomadas, ele assume a responsabilidade", disse o treinador sobre o que seu líder defensivo significa para a equipe.
Seja qual for o resultado contra a Suécia, a Laranja pode contar com o apoio da torcida, que se faz sentir do outro lado do Atlântico: "Mesmo sendo um país pequeno, ainda somos uma grande nação do futebol. E temos orgulho disso." Koeman valoriza a cultura de torcida do país. "Todos realmente se envolvem durante os grandes torneios. O apoio que recebemos é sempre enorme."
Por isso, é compreensível que alguns torcedores esperassem um início mais eficiente na fase de grupos. "Algumas mudanças não foram positivas e sou responsável por isso, então aceito as críticas", afirmou. "Sabemos que na Holanda há sempre pressão. Tenho muitos anos no futebol, quando jogava era a mesma coisa. Somos 'pequenos', mas queremos vencer a Copa do Mundo, temos uma equipe forte. Após o empate contra o Japão, precisamos dos três pontos amanhã."
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