A 'calma' de Carlo Ancelotti guiou o Brasil à glória

Resumo breve
A calma de Carlo Ancelotti foi fundamental para a vitória do Brasil sobre o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Em meio à pressão intensa do Japão, a calma de Carlo Ancelotti foi o diferencial que guiou o Brasil à vitória por 2 a 1 e à classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. O experiente técnico italiano, conhecido por sua serenidade em momentos decisivos, mostrou mais uma vez por que é um dos maiores da história.
O desafio do primeiro tempo
No confronto válido pela segunda rodada da fase de grupos, o Brasil enfrentou um Japão bem organizado e intenso. A equipe nipônica abriu o placar ainda no primeiro tempo, deixando a seleção brasileira em situação delicada. No intervalo, Ancelotti precisou tomar decisões importantes. O volante Lucas Paquetá, que havia sofrido uma pancada, foi substituído por Endrick. O jovem atacante trouxe maior presença de área, algo que fez falta na etapa inicial.
"Estava muito congestionado e não tínhamos espaço para jogar. Eles defendiam em um 5-4-1 efetivo, dificultando nossa penetração. No segundo tempo, o técnico nos pediu para sermos mais impositivos e colocar mais homens na área, e foi daí que saiu o gol", explicou Bruno Guimarães.
A calma como arma secreta
Mais do que as mudanças táticas, o principal ajuste foi mental. Ancelotti pediu paciência ao elenco, lembrando que o Brasil sempre busca controlar o jogo e criar chances. "Ele nos disse para ter paciência, porque somos uma equipe que sempre busca controlar o jogo e fazer gols. Sabíamos que viraríamos o jogo e sairíamos vitoriosos", afirmou o atacante Rayan.
A confiança do treinador em Casemiro, mesmo após o volante receber cartão amarelo aos 14 minutos, foi outro exemplo de sua calma. Um técnico mais impaciente poderia ter substituído o jogador do Manchester United no intervalo ou no início do segundo tempo, já que o Japão era perigoso nos contra-ataques. Mas Ancelotti manteve a confiança, e Casemiro retribuiu ao marcar o gol de empate aos 56 minutos.
"No segundo tempo, Ancelotti pediu calma novamente. Entre outras coisas, insistiu que mantivéssemos a calma, porque estávamos pressionando e jogando alto, então as chances viriam. O time merece crédito, especialmente pela nossa mentalidade. Continuamos pressionando e atacando", disse Casemiro.
Urgência e paciência: o paradoxo vitorioso
Matheus Cunha destacou a sensação de urgência que a equipe demonstrou na segunda etapa, algo que fez a diferença. "Nunca é fácil enfrentar adversários assim. Dava para ver o orgulho com que eles jogam. Acredito que depois que saímos com a mentalidade de querer definir o jogo, de impor nosso estilo – e graças a Deus, apesar da dificuldade – tudo deu certo no final. No primeiro tempo, pensando bem, tentamos fazer quase o mesmo, mas o senso de urgência fez a diferença no segundo", explicou o atacante.
O paradoxo de jogar com urgência e paciência ao mesmo tempo foi a chave para a virada. Enquanto o banco brasileiro comemorava efusivamente o gol da vitória de Gabriel Martinelli nos acréscimos, Ancelotti permanecia calmo, como se soubesse que o gol viria. "Ancelotti é um cara surreal", disse o herói da partida. "No intervalo, ele nos deu confiança, disse que faríamos o gol e voltaríamos. Não importava quando o gol sairia. Sentimos a calma dele. Isso nos relaxou."
A vitória marcou a primeira vez que o Brasil venceu um jogo de mata-mata da Copa do Mundo saindo atrás desde a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra em 2002. A calma de Ancelotti, mais uma vez, foi o ingrediente secreto para o sucesso.
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