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Seleções da Copa rejeitam declaração de Ceferin sobre jogos 'desinteressantes'Treze seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026 se uniram para criticar o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, que teria dito que a expansão do torneio para 48 equipes tornaria muitas partidas 'desinteressantes'./images/pt/2026/06/selecoes-da-copa-rejeitam-declaracao-de-ceferin-sobre-jogos-desinteressantes-fa04d913-800w.webpSeleções da Copa rejeitam declaração de Ceferin sobre jogos 'desinteressantes'

Seleções da Copa rejeitam declaração de Ceferin sobre jogos 'desinteressantes'

Atualizado 3 min read
Bandeiras de várias seleções de futebol em um estádio, com torcedores vibrantes ao fundo, simbolizando a diversidade da Copa do Mundo.

Resumo breve

Treze seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026 se uniram para criticar o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, que teria dito que a expansão do torneio para 48 equipes tornaria muitas partidas 'desinteressantes'.

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, foi alvo de críticas de 13 seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026, após ter supostamente afirmado que a expansão do torneio para 48 equipes resultaria em muitas partidas "desinteressantes". As federações de futebol de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, República Democrática do Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul divulgaram uma declaração conjunta neste domingo para expressar sua "profunda decepção" com as declarações de Ceferin.

Declarações polêmicas em conferência na Eslovênia

Segundo um veículo de notícias esloveno, Ceferin teria dito, durante uma conferência em Liubliana, sua cidade natal, que o aumento de 32 para 48 seleções na Copa do Mundo levaria a jogos menos atrativos no principal evento do futebol mundial. "Temos muitas partidas que são completamente desinteressantes", teria afirmado Ceferin, de acordo com a publicação. "Por outro lado, até mesmo países pequenos podem participar e sentir o pulso da Copa do Mundo, o que é algo grandioso."

A declaração gerou reação imediata de algumas das nações que se beneficiaram da decisão da Fifa de expandir o torneio, que será sediado pelos Estados Unidos, México e Canadá em 2026. Esta é a primeira vez que a Copa do Mundo é expandida desde que passou de 24 para 32 equipes em 1998.

Resposta das seleções: 'Não existe partida sem importância'

Em nota conjunta, as 13 federações afirmaram: "Respeitosamente, mas firmemente, rejeitamos esses comentários. Para nossos países, não existe partida sem importância na Copa do Mundo." O comunicado destaca que, para Cabo Verde, Curaçao e Uzbequistão, a classificação para a Copa do Mundo representa uma conquista histórica e a realização de um sonho compartilhado por gerações. "Para nações como Congo e Haiti, retornar ao maior palco do futebol após uma longa ausência carrega um significado especial para milhões de torcedores que esperaram anos, e em alguns casos décadas, por este momento."

As federações argumentam que "sugerir que essas partidas são de alguma forma menos importantes é profundamente decepcionante e falha em reconhecer os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes e torcedores em todo o mundo."

O valor da universalidade no futebol

A declaração conjunta prossegue: "Por trás de cada classificação, há anos de trabalho e investimento. Por trás de cada seleção nacional, há comunidades inteiras e milhões de pessoas que veem o futebol como fonte de orgulho, esperança e união. O futebol não pertence a um grupo seleto de nações. Sua força vem de sua universalidade."

As federações concluem: "Acreditamos que toda nação que se classifica merece respeito. Cada equipe conquistou seu lugar por mérito. Cada torcedor tem o direito de sonhar. Cada partida carrega significado para milhões de pessoas ao redor do mundo. Portanto, rejeitamos os comentários do presidente da Uefa e reafirmamos nossa crença de que o crescimento do futebol deve continuar a criar oportunidades, inspirar novas gerações e fortalecer a natureza verdadeiramente global do nosso esporte."

A Uefa foi procurada para comentar o assunto, mas ainda não se pronunciou oficialmente.

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