Infantino poderia ter defendido o Mundial, mas disse 'calma, relaxem'

Resumo breve
Gianni Infantino enfrentou a imprensa pela primeira vez em três anos, mas não convenceu de que a Fifa mantém o controle sobre a organização da Copa do Mundo de 2026. O presidente da entidade pediu calma em meio a crescentes preocupações com prazos e infraestrutura.
Gianni Infantino enfrentou a imprensa pela primeira vez em três anos, mas fez pouco para convencer de que a Fifa mantém o controle sobre a organização da Copa do Mundo de 2026. Em uma coletiva de imprensa realizada na sede da entidade, em Zurique, o presidente da Fifa respondeu a perguntas sobre os preparativos para o torneio que será sediado por Estados Unidos, Canadá e México.
Um tom de tranquilidade que não convence
Diante de jornalistas, Infantino adotou um tom descontraído, dizendo 'calma, relaxem' quando questionado sobre possíveis atrasos na construção de estádios e na definição de calendários. 'Tudo está sob controle', afirmou, mas não apresentou detalhes concretos sobre o andamento das obras ou sobre a logística do evento, que contará com 48 seleções e 80 partidas.
A última vez que Infantino havia concedido uma entrevista coletiva foi em 2022, antes da Copa do Mundo do Catar. Desde então, a Fifa tem sido criticada por falta de transparência e por decisões controversas, como a escolha de sedes e a expansão do torneio.
Preocupações com prazos e infraestrutura
Organizadores locais já expressaram preocupação com o cronograma apertado. Nos Estados Unidos, estádios como o MetLife Stadium, em Nova Jersey, e o SoFi Stadium, na Califórnia, precisam de reformas significativas para atender aos padrões da Fifa. No México, o Estádio Azteca, que sediará jogos, também passa por modernizações. O Canadá, por sua vez, enfrenta desafios logísticos para acomodar o aumento de turistas esperado para o evento.
Infantino, no entanto, minimizou as dificuldades: 'Temos tempo suficiente. As pessoas estão trabalhando duro. Não há motivo para pânico.' A declaração contrasta com relatos de que a Fifa ainda não finalizou contratos com fornecedores e patrocinadores para o torneio.
O legado de Infantino e o futuro da Fifa
A gestão de Infantino tem sido marcada por polêmicas, incluindo investigações sobre corrupção e a decisão de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos, proposta que foi rejeitada por federações nacionais e clubes. A falta de uma postura mais firme na coletiva reacendeu críticas sobre sua liderança.
Para muitos analistas, a Copa de 2026 será um teste crucial para a credibilidade da Fifa. Com a ampliação do torneio e a complexidade de uma sede tripla, a organização precisa demonstrar capacidade de gestão. Até agora, as palavras de Infantino não foram suficientes para acalmar os ânimos.
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