FIFA traça a ascensão de Hwang Inbeom, estrela da Coreia do Sul

Resumo breve
A FIFA destaca a trajetória do meio-campista Hwang Inbeom, desde os tempos de jovem promessa no Daejeon Citizen até se tornar peça-chave na seleção sul-coreana na Copa do Mundo de 2026. Ex-companheiros de equipe revelam detalhes de sua evolução e talento.
Um gol, uma assistência e uma atuação dominante em todos os aspectos renderam a Hwang Inbeom, da Coreia do Sul, o prêmio de Jogador Superior Michelob ULTRA da Partida, após inspirar a nação asiática a uma vitória de virada por 2 a 1 sobre a República Tcheca na abertura da Copa do Mundo FIFA 2026™. “Assisti aos melhores momentos do jogo esta manhã. Quando vi o gol dele, me gabei para meus dois filhos: ‘O pai de vocês costumava jogar com aquele cara’”, disse Alvaro Silva, radiante. O zagueiro espanhol aposentado assinou com o Daejeon Citizen, da K League 1, em julho de 2015, pouco depois de Hwang, ainda jovem, ter feito sua estreia na equipe principal de seu clube de origem.
O início promissor em Daejeon
“Mesmo aos 18 anos, ele se destacava da multidão. Aquele garoto estava em uma liga própria. Antes mesmo de a bola chegar até ele, ele já sabia exatamente o que faria com ela. Era um jogador fenomenal”, derreteu-se Silva. “Ele sempre queria estar com a bola e nunca a perdia. Tinha uma visão incomparável para fazer passes para atacantes ou pontas, encontrando passes aparentemente impossíveis, além de um chute forte e faro de gol. Embora fosse um jogador ofensivo, muitas vezes recuava para receber a bola. Era uma mistura de [Luka] Modric e [Michael] Laudrup, porque também representava uma ameaça no ataque”, acrescentou Silva.
O talento e o potencial do maestro dos passes impressionaram tanto o zagueiro espanhol que ele o recomendou ao ex-companheiro de equipe Francesc Arnau, então diretor esportivo do Málaga – clube onde Silva iniciou sua carreira profissional. “Disse a ele que Hwang estava em ascensão e que eles poderiam fazer um bom negócio. Acho que os dois clubes estavam em negociações, mas no final não deu em nada.”
Silva recorda um garoto “muito quieto e reservado” que “vivia e respirava futebol”. O zagueiro ocasionalmente compartilhava alguns conselhos com o jovem, e eles mantiveram contato pelas redes sociais. Os dois se enfrentaram em janeiro de 2019, quando Silva atuou pelas Filipinas, país de nascimento de sua avó paterna, contra a Coreia do Sul na Copa da Ásia da AFC, com os Guerreiros Taegeuk vencendo por 1 a 0. A amizade foi retomada com a troca de camisas após o apito final.
A passagem pelo Vancouver Whitecaps
No final daquele mês, Hwang se apresentou ao clube canadense Vancouver Whitecaps para uma experiência na Major League Soccer. Foi lá que o talento precoce se juntou ao ex-meio-campista Jon Erice, que atuou pelo clube de infância Osasuna na primeira divisão espanhola e na Copa da UEFA, antes de acumular mais de 200 partidas em clubes da segunda divisão espanhola. O meia nascido em Pamplona também foi rápido em elogiar Hwang: “Ele era um meio-campista tecnicamente dotado e completo. Era ambidestro e tinha uma força tremenda na parte inferior do corpo. Sua habilidade refinada não o impedia de entrar nas divididas. Forte e bom no jogo aéreo para alguém de sua estatura modesta, era um meio-campista realmente completo que estava firmemente construindo seu nome”, lembrou Erice, que atuou ao lado de Hwang 21 vezes pelo Caps em 2019.
“Formamos uma parceria consistente no meio-campo e nos demos muito bem porque ele tem um grande entendimento do jogo. Jogar ao lado dele era muito fácil. Sua compreensão e posicionamento eram excepcionais. Ele tinha um ótimo domínio do lado tático e complementava isso com sua habilidade técnica, porque é muito talentoso”, explicou.
Erice tinha admiração evidente pelo homem a quem carinhosamente chama de Juanito, uma versão espanhola de “Hwang”. “Era impossível não gostar dele. Era pé no chão, humilde e acessível. É um trabalhador incansável, extremamente competitivo e um profissional exemplar. Mostrava um caráter tremendo em campo e estava sempre um passo à frente. Tinha ambições de jogar na Europa.”
O sonho europeu e o estrelato na seleção
Esse sonho se tornou realidade em 2020, quando ele garantiu uma transferência para o poderoso Rubin Kazan, da Rússia, onde brilhou ao lado do futuro astro do Paris Saint-Germain, Khvicha Kvaratskhelia, em quase 30 partidas. Depois, voltou ao seu país para jogar pelo FC Seoul por empréstimo, antes de atuar por clubes na Grécia e na Sérvia, até se transferir para o atual clube, o gigante da Eredivisie Feyenoord, em 2024. Faltando apenas alguns meses para completar 30 anos, o discreto craque se estabeleceu como uma das principais estrelas da Coreia do Sul, carregando agora as esperanças de sua nação em solo norte-americano.
“Quando acordei e vi que ele havia sido eleito o melhor em campo, fiquei nas nuvens. Não foi surpresa, porque ele é simplesmente muito bom”, concluiu Erice.
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