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Sissi apoia Marta para despedida gloriosa na Copa 2027Sissi, lenda do futebol feminino brasileiro, acredita que a Seleção pode vencer a Copa do Mundo Feminina de 2027 em casa e sonha com uma despedida perfeita para Marta. Ela destaca a evolução do time sob Arthur Elias e pede mais investimento no esporte./images/pt/2026/08/sissi-apoia-marta-para-despedida-gloriosa-na-copa-2027-ecaa1479-800w.webpSissi apoia Marta para despedida gloriosa na Copa 2027

Sissi apoia Marta para despedida gloriosa na Copa 2027

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Sissi apoia Marta para despedida gloriosa na Copa 2027

Resumo breve

Sissi, lenda do futebol feminino brasileiro, acredita que a Seleção pode vencer a Copa do Mundo Feminina de 2027 em casa e sonha com uma despedida perfeita para Marta. Ela destaca a evolução do time sob Arthur Elias e pede mais investimento no esporte.

Com a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™ se aproximando, a expectativa cresce em torno da primeira edição histórica do torneio em solo sul-americano. Para Sissi, uma das maiores jogadoras da história do futebol brasileiro, o evento representa uma chance de impulsionar ainda mais o futebol feminino e uma oportunidade real para a Seleção conquistar seu primeiro título mundial.

A ex-meia-atacante, que brilhou na Copa do Mundo Feminina da FIFA EUA 1999™, está confiante de que a qualidade técnica do Brasil e as mudanças positivas introduzidas pelo técnico Arthur Elias farão a diferença.

“O Arthur já ajustou muita coisa na mentalidade da Seleção”, disse Sissi em entrevista exclusiva à FIFA. “Sempre chegamos perto, mas faltava algo – e esse algo era a mentalidade certa. Não acho que exista time melhor que o nosso em termos técnicos. Temos um talento difícil de explicar. Mal posso esperar para a Copa começar, e acho que o Brasil tem tudo para ganhar esse título.”

Sissi, que ressaltou que “adoraria ter tido a chance de jogar um torneio desse nível no Brasil”, espera ver a veterana Marta brilhar em casa. A ex-jogadora acredita que a camisa 10 do Brasil merece uma despedida à altura de tudo o que fez pelo esporte desde a virada do milênio.

“O legado da Marta deve ser celebrado e respeitado”, afirmou Sissi. “Quem sabe? Talvez ela encerre a carreira ganhando esse título.”

Sissi também lamenta nunca ter tido a oportunidade de atuar ao lado de Marta, a maior artilheira da história das Copas do Mundo Femininas, com 17 gols.

“Um sonho que eu adoraria realizar era jogar ao lado da Marta, mas infelizmente isso nunca aconteceu. Imagine se o Brasil pudesse ganhar esse título em casa com ela no time? Não sei o que o Arthur está pensando, mas, claro, como brasileira e apaixonada por futebol, significaria muito ver a Marta encerrar sua história com a Seleção vencendo a Copa do Mundo.”

Esse sucesso parece mais ao alcance do Brasil do que nunca, com Sissi impressionada com o time organizado e equilibrado que Elias está montando. Ela esteve nas arquibancadas em San Jose, Califórnia, na vitória por 2 a 1 sobre os EUA em amistoso em abril de 2025 – a primeira vez que a Seleção venceu as americanas fora de casa no futebol feminino.

“Dá para ver a diferença que o Arthur fez na estrutura do time e como ele é inteligente. Estou torcendo muito por eles e estou muito otimista, para ser sincera”, acrescentou a ex-craque.

Ao mesmo tempo, Sissi enfatizou que, para a Copa do Mundo Feminina deixar um legado duradouro em seu país, o entusiasmo precisa ser acompanhado de mais investimento no futebol feminino brasileiro.

“A Copa do Mundo e as atuações da seleção não podem mudar tudo. Espero que, depois do torneio, o trabalho continue e não pare por aí”, disse ela. “Vai depender da CBF e dos clubes abraçarem isso e darem a estrutura necessária para o desenvolvimento contínuo do futebol feminino no Brasil.”

Uma relação emocional com a Copa

A relação emocional de Sissi com a Copa do Mundo Feminina também é moldada por suas próprias experiências dentro e fora de campo. Ela recorda com carinho a campanha histórica de 1999 nos Estados Unidos, quando o Brasil terminou em terceiro lugar e ela dividiu o título de artilheira com Sun Wen; o sétimo e último gol de Sissi – um gol de ouro, nada menos – garantiu a vitória sobre a Nigéria nas quartas de final.

“Foi um sonho de infância realizado”, afirmou. “Aquela partida contra a Nigéria, quando marquei aquele gol, é algo que nunca esquecerei. E conseguir um pódio... foi um marco na minha carreira. O futebol feminino cresceu muito depois de 1999. Foi incrível ver os estádios cheios e me sentir verdadeiramente reconhecida pelas multidões.”

Quase uma década depois, a primeira grande camisa 10 do futebol feminino brasileiro foi emocionada por outro momento inesquecível da Copa do Mundo. Em 2007, Sissi esteve presente na vitória por 4 a 0 sobre os EUA na semifinal, na China, e ficou emocionada com o carinho recebido das jogadoras mais jovens.

“Ver o reconhecimento das meninas daquela geração, não consegui parar de chorar”, lembrou. “Nunca pensei que teria essa experiência. Foi mágico.”

Superação e legado

Sissi cresceu em uma época em que o futebol feminino ainda enfrentava proibições e resistência social no Brasil. Começou a jogar aos sete anos, inspirada pelo pai e pelo ídolo Zico, sem ter mulheres em quem se espelhar.

“Gostaria de ter tido uma mulher para me espelhar no jogo. Foi só mais tarde, quando a Formiga apareceu, que tive esse exemplo – ela foi um modelo para mim em todos os sentidos.”

Sem imaginar até onde o esporte a levaria, Sissi acabou se tornando um ídolo para as gerações seguintes.

“Diziam que eu não podia jogar futebol porque era coisa de menino, mas sem dar explicação. Não aceitei isso”, disse. “Sempre fui muito rebelde. Sabia que tinha nascido com um dom, mas não fazia ideia do que aconteceria comigo no futuro.”

Atualmente radicada nos Estados Unidos, a lenda trabalha como treinadora de base e acompanha de perto o desenvolvimento do futebol feminino global. Ela tem presenciado como o aumento do investimento da FIFA no futebol feminino – inclusive na educação de treinadoras – está dando resultados; aliás, ela mesma tem colhido os frutos.

Apesar de estar na casa dos cinquenta anos, Sissi permanece conectada ao futebol com o mesmo entusiasmo de quando começou a jogar nas ruas quando criança – e, acima de tudo, com o mesmo respeito pelo poder transformador do esporte. “É sempre bom lembrar das conquistas, mas mesmo quando as coisas ficam difíceis, sempre tentei mostrar ao futebol o respeito que ele merece.”

Enquanto se permite sonhar em ver o Brasil conquistar o título que faltou à sua geração, a ídolo conta os meses, semanas e dias até a Copa do Mundo Feminina do próximo ano, continuando a fazer sua voz e presença serem sentidas. “Vou continuar apoiando o futebol feminino e celebrando as mulheres, porque nós merecemos ser celebradas.”

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