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Boicote à Fifa é o certo para o futuro, diz Lucy BronzeA zagueira inglesa Lucy Bronze defende o boicote da Uefa às competições da Fifa como necessário para o futuro do futebol, apesar do impacto imediato no futebol feminino.

Boicote à Fifa é o certo para o futuro, diz Lucy Bronze

Atualizado 3 min read

Resumo breve

A zagueira inglesa Lucy Bronze defende o boicote da Uefa às competições da Fifa como necessário para o futuro do futebol, apesar do impacto imediato no futebol feminino.

A zagueira da Inglaterra, Lucy Bronze, afirmou que um boicote da Uefa às competições da Fifa seria a "coisa certa" para o futuro do jogo, mesmo diante do impacto que isso poderia ter no futebol feminino. A declaração foi dada durante a turnê de pré-temporada do Chelsea na Nova Zelândia.

A controvérsia começou quando o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou um plano para vender participações em competições a investidores privados. Em resposta, as 55 federações membros da Uefa votaram por boicotar todas as competições da Fifa até que a proposta fosse retirada. Embora o plano tenha sido abortado e Infantino tenha se desculpado por seus "erros", a Uefa reiterou em comunicado na quinta-feira que o boicote ainda pode ocorrer.

Impacto imediato no futebol feminino

Se a posição da Uefa for mantida, o futebol feminino seria o primeiro a ser afetado, com a Copa do Mundo Feminina Sub-20 marcada para começar em 5 de setembro. Seis seleções europeias — Inglaterra, França, Itália, Portugal, Espanha e a anfitriã Polônia — estão programadas para participar do torneio.

"Acho que as jogadoras que atuam nessas competições, as jogadoras europeias, nós defendemos nossas crenças e o que é certo para o nosso jogo", disse Bronze. "E se isso significa boicotar competições, então isso tem que acontecer. É para o futuro do jogo, não apenas para mim hoje ou amanhã. É para todas as meninas e meninos que virão depois de nós, para garantir que estejam em um bom lugar quando o jogo avançar nas próximas décadas, não apenas amanhã."

Eliminatórias e Copa do Mundo em risco

Em outubro, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia, País de Gales e República da Irlanda têm jogos eliminatórios para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Caso não participem dos playoffs devido ao boicote, as seleções europeias — incluindo a atual campeã Espanha — não poderiam disputar o torneio, que começa em junho. Além disso, a Copa do Mundo Feminina Sub-17 está agendada para outubro, no Marrocos.

Em entrevista à BBC Sport na semana passada, a ex-zagueira da Inglaterra, Anita Asante, alertou: "As primeiras vítimas serão os torneios de futebol feminino. Se isso não for resolvido até as eliminatórias da Inglaterra, o impacto pode ser enorme, e o calendário já está apertado."

A Baronesa Campbell, ex-diretora de futebol feminino da Associação de Futebol da Inglaterra, classificou como "trágico" o fato de o futebol feminino poder ser o primeiro a ser afetado.

Reações e desdobramentos

A Federação Inglesa de Futebol (FA) enviou uma carta retirando seu apoio a Infantino, enquanto País de Gales, Albânia e Croácia estão entre outras associações que também se voltaram contra o dirigente de 56 anos. O México, por sua vez, quebrou o alinhamento ao se juntar à Argentina no apoio a Infantino, que segue no cargo apesar do pedido de desculpas.

O impasse coloca em xeque o calendário do futebol feminino e levanta questões sobre a governança do esporte, com a Uefa defendendo que a integridade das competições está acima de interesses comerciais. A decisão final sobre o boicote ainda não foi tomada, mas a pressão sobre a Fifa aumenta à medida que se aproximam as datas das competições.

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