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Egito vence Austrália nos pênaltis e avança às oitavasO Egito derrotou a Austrália por 4 a 2 nos pênaltis após empate por 1 a 1 em Dallas, conquistando sua primeira vitória em mata-matas de Copas do Mundo./images/pt/2026/07/egito-vence-australia-nos-penaltis-e-avanca-as-oitavas-09b73fad-800w.webpEgito vence Austrália nos pênaltis e avança às oitavas

Egito vence Austrália nos pênaltis e avança às oitavas

Atualizado 4 min read
Jogadores do Egito comemoram a vitória sobre a Austrália nos pênaltis, com a torcida ao fundo no estádio em Dallas. — latest news and analysis.

Resumo breve

O Egito derrotou a Austrália por 4 a 2 nos pênaltis após empate por 1 a 1 em Dallas, conquistando sua primeira vitória em mata-matas de Copas do Mundo.

O Egito escreveu mais um capítulo histórico em sua participação em Copas do Mundo ao superar a Austrália por 4 a 2 na disputa de pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, em Dallas, na última sexta-feira. Com o resultado, os Faraós garantiram vaga nas quartas de final e mantêm a invencibilidade sob o comando do técnico Hossam Hassan.

Primeiro tempo de domínio egípcio

A partida começou com a Austrália quase abrindo o placar logo aos primeiros minutos, quando Cristian Volpato acertou o travessão com um chute de longa distância. No entanto, foi o Egito quem saiu na frente aos 13 minutos, aproveitando uma jogada ensaiada. Após um escanteio, a bola sobrou para Karim Hafez, que cruzou novamente na área. Emam Ashour, livre de marcação, cabeceou no segundo pau para marcar seu segundo gol no torneio — o primeiro havia sido contra a Nova Zelândia na fase de grupos. Curiosamente, o meia de 28 anos nunca havia marcado pela seleção antes de chegar à América do Norte.

A jovem equipe australiana, comandada por Tony Popovic, mostrou disposição, mas teve dificuldades para criar chances claras. A situação se complicou ainda mais com a lesão no joelho do lateral-esquerdo Jordan Bos, que precisou ser substituído no intervalo por Kai Trewin.

Empate australiano e emoção até o fim

No início do segundo tempo, o Egito quase ampliou quando Omar Marmoush ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou para fora. O susto serviu de alerta para a Austrália, que aproveitou sua primeira oportunidade real. Aos 55 minutos, Aiden O'Neill cobrou falta da esquerda e Mohamed Hany, ao tentar afastar, acabou cabeceando contra a própria rede — o segundo gol contra do zagueiro egípcio no torneio.

O jogo seguiu equilibrado, com ambas as equipes buscando a vitória. Nos minutos finais do tempo normal, o Egito esteve perto de vencer: Mohamed Salah, que atuou apesar de dúvidas sobre uma lesão muscular, cruzou para Rami Rabia, cujo cabeceio foi defendido espetacularmente por Patrick Beach com uma só mão. Em seguida, Salah serviu Haissem Hassan, mas o chute foi bloqueado por Harry Souttar em uma defesa heróica.

Já na prorrogação, o técnico australiano Popovic promoveu a entrada do goleiro Mat Ryan no lugar de Beach, mas a mudança não surtiu efeito. O Egito converteu todas as suas cobranças, incluindo uma cavadinha ousada de Salah, enquanto a Austrália viu Souttar e Lucas Herrington desperdiçarem suas tentativas. Hossam Abdelmaguid foi o responsável por converter o pênalti decisivo.

Reações e contexto histórico

“Hoje foi um dos melhores dias da minha vida, fazendo história com meu país. Tentei dar o meu melhor e jogar mesmo machucado, porque é isso que faço pela seleção. Estou orgulhoso dos meninos… Sempre digo a eles: aproveitem o momento. Não podemos dar isso como garantido. Não sei quantas vezes nos classificamos para a Copa do Mundo e nunca antes passamos da fase de grupos, e agora avançamos para a próxima fase. É um momento para aproveitar”, declarou Mohamed Salah, atacante do Egito.

“Começamos bem, saindo na frente, e então eles empataram. Sabíamos que seria uma partida difícil porque eles são uma equipe muito física, com muita resistência, e jogadores muito rápidos e fortes. Sabíamos que nas faltas e escanteios seria complicado porque eles são muito altos. [Sobre a vitória] Honestamente, é incrível, porque você sabe que no Egito há 120 milhões de pessoas que você deixou felizes hoje, e sabe que hoje haverá celebrações em todo o país… Para cada jogador, quando você é menino, sonha em chegar a esse momento”, disse Haissem Hassan, meia do Egito.

“É a maneira mais difícil de perder um jogo. Demos a nós mesmos a melhor oportunidade possível de fazer algo que nenhuma equipe australiana fez antes, mas no final ficamos aquém na disputa de pênaltis. Estou muito orgulhoso de cada jogador, especialmente daqueles que tiveram a coragem de se apresentar e cobrar os pênaltis no final. É mais um passo em uma direção positiva para esta equipe, para o futebol australiano. Não tenho dúvidas de que há jogadores neste vestiário que serão os que darão o próximo passo… Acho que lidamos bem com o jogo e limitamos os melhores jogadores deles a não fazerem muita coisa. Talvez pudéssemos ter sido um pouco melhores com a bola, especialmente na prorrogação, mas no geral administramos bem a partida”, afirmou Jackson Irvine, meia da Austrália.

“Obviamente, devemos estar muito orgulhosos do que fizemos como nação neste torneio. Acho que foi um grande torneio para todos nós como país, e também mostrar nosso jovem talento, acho que foi uma grande plataforma para os mais jovens darem um passo à frente — e eles fizeram isso. Então, acho que há muito a se aproveitar disso”, completou Awer Mabil, atacante australiano.

Com a vitória, o Egito enfrentará nas quartas de final o vencedor do confronto entre Argentina e Cabo Verde, em Atlanta, no dia 7 de julho. Já a Austrália acumula sua terceira derrota em mata-matas de Copas do Mundo, após cair diante da Itália em 2006 (1-2) e da Argentina em 2022 (1-2).

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