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Deschamps exige '100% de eficiência' contra MarrocosA França é a maior goleadora do Mundial 2026, com 14 golos, mas Didier Deschamps pede ainda mais precisão no ataque. O selecionador francês quer '100% de eficiência' nos quartos de final contra Marrocos, em Boston, e destaca a forma física da equipa./images/pt/2026/07/deschamps-exige-100-de-eficiencia-contra-marrocos-0135b195-800w.webpDeschamps exige '100% de eficiência' contra Marrocos

Deschamps exige '100% de eficiência' contra Marrocos

Atualizado 3 min read
Didier Deschamps, selecionador da França, a falar numa conferência de imprensa, com o logótipo do FIFA World Cup 2026 ao fundo.

Resumo breve

A França é a maior goleadora do Mundial 2026, com 14 golos, mas Didier Deschamps pede ainda mais precisão no ataque. O selecionador francês quer '100% de eficiência' nos quartos de final contra Marrocos, em Boston, e destaca a forma física da equipa.

A França é a maior goleadora do FIFA World Cup 2026™, com 14 golos em cinco jogos, mas o selecionador Didier Deschamps quer ainda mais precisão no ataque. Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo dos quartos de final contra Marrocos, esta quinta-feira em Boston, o técnico francês pediu "100% de eficiência" aos seus avançados.

Ataque francês brilha, mas Deschamps quer mais

Com uma média de quase três golos por jogo, a França tem sido uma das equipas mais ofensivas do torneio. Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé estão na corrida pela Bota de Ouro adidas, enquanto Michael Olise lidera em assistências. No entanto, Deschamps acredita que ainda há margem para melhorar.

"Somos muito eficientes, mas poderíamos ser ainda mais", afirmou o selecionador, que já lamentou oportunidades perdidas. "Quanto mais avançamos na competição, mais importante isso se torna. Ter 100% de eficiência seria o ideal."

Estas declarações refletem os elevados padrões que Deschamps mantém há 14 anos ao comando dos 'Bleus'. O técnico mais duradouro da história da França pode ter, no máximo, três jogos pela frente. Questionado por um jornalista marroquino sobre o fim do seu reinado, que pode chegar já esta quinta-feira, Deschamps respondeu com ironia: "É simpático da sua parte pensar nisso, porque eu não estou a pensar de todo. O jogo contra o Paraguai também poderia ter sido o meu último. Estou focado na equipa marroquina e, juntamente com a minha equipa técnica, o nosso objetivo é fazer tudo para que corra bem."

Forma física e preparação individualizada

Para vencer Marrocos, a França pode contar com jogadores que parecem notavelmente frescos para esta fase da temporada. A equipa cobre muito terreno e recupera rapidamente, graças a programas personalizados elaborados pelo preparador físico Cyril Moine, de quem Deschamps fala muito bem.

Até agora, esta energia permitiu à França passar as eliminatórias sem necessidade de prolongamento, ao contrário de outros candidatos. Marrocos, por exemplo, empatou 1-1 com os Países Baixos antes de vencer nos penáltis (3-2), enquanto a Argentina precisou de prolongamento para eliminar Cabo Verde (3-2).

"Numa competição como esta, é importante estar em boa forma física. Os dados que recolhemos após os jogos são bons, muito bons", explicou o antigo treinador do Marselha. "Não tivemos muito tempo para preparar o Mundial e ainda menos para os envolvidos na Liga dos Campeões. Por isso, adapto cada treino à condição física de cada jogador e não me importo se alguém falhar uma ou duas sessões se isso o deixar em melhor forma ao terceiro dia."

Histórico favorável, mas sem garantias

A França não perde há seis jogos frente a Marrocos e venceu o último encontro, nas meias-finais do Mundial do Qatar 2022, por 2-0. No entanto, Deschamps sabe que os registos não oferecem garantias no futebol de eliminatórias.

"Quanto mais alto se sobe a montanha, maior é o desafio", disse. "Marrocos não está aqui por acaso. Estão entre as melhores equipas do torneio. Será um confronto entre duas nações que querem a bola, procuram atacar e marcar golos."

Com a sua mão firme, a França precisará do poder ofensivo e da frescura física para vencer e avançar para as meias-finais pela oitava vez na história.

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