Vistos e tensões marcam relação entre Fifa e Trump antes da Copa

Resumo breve
A garantia de livre circulação para seleções e staff é padrão em torneios da Fifa, mas problemas com vistos para o Irã expõem a complexa relação entre Infantino e Trump. A administração americana pouco ajudou a entidade, apesar da aproximação pública.
Sediar a Copa do Mundo ou qualquer torneio da Fifa geralmente envolve a garantia de livre circulação para todas as equipes e funcionários participantes. No entanto, os recentes problemas com vistos relacionados ao Irã e outras histórias revelam algo mais sobre a relação entre Gianni Infantino e Donald Trump que pesa sobre esta Copa do Mundo. Apesar da aproximação pública, a administração Trump praticamente não ajudou a Fifa em nada.
Problemas com vistos e o caso do Irã
No último fim de semana, surgiram relatos de dificuldades na obtenção de vistos para a seleção iraniana e outros membros de delegações, o que gerou indignação. Em torneios anteriores da Fifa, como as Copas do Mundo de 2014 e 2018, a liberdade de movimento para todos os participantes era uma condição básica e não gerava controvérsias. A situação atual é considerada escandalosa por muitos observadores.
Relação Infantino-Trump sob tensão
O tuíte do jornalista Miguel Delaney destaca que, apesar do aparente alinhamento entre o presidente da Fifa e o então presidente dos EUA, a cooperação prática foi mínima. A falta de apoio na facilitação de vistos e outras questões logísticas contrasta com a retórica amigável entre as duas lideranças. Isso levanta dúvidas sobre a capacidade dos EUA de sediar grandes eventos esportivos internacionais sem entraves burocráticos.
A situação é ainda mais grave considerando que a Copa do Mundo de 2026 será sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México. Se já agora, em torneios menores, há problemas com vistos, o que esperar para o evento principal? A Fifa e as federações nacionais precisam de garantias sólidas de que todos os participantes poderão entrar e sair livremente dos países-sede.
Em suma, o episódio expõe as fragilidades da parceria entre a Fifa e o governo Trump, e levanta alertas para o futuro do futebol internacional em solo americano.
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