Bernal e Ovalle lideram mexicanas na NWSL rumo a 2027

Resumo breve
Seis jogadoras da seleção mexicana atuam na NWSL, a liga americana de futebol feminino, e buscam vaga na Copa do Mundo de 2027. Rebeca Bernal e Lizbeth Ovalle são destaques, enquanto a equipe se prepara para o decisivo jogo contra o Haiti em novembro.
Seis jogadoras da seleção mexicana de futebol feminino disputam atualmente a National Women's Soccer League (NWSL), a principal liga dos Estados Unidos. Cada uma delas vive uma realidade distinta, mas todas compartilham o objetivo de ajudar o México a garantir vaga na Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™. A competição na NWSL, que reúne algumas das melhores jogadoras do mundo, tem sido um laboratório de evolução para essas atletas, que buscam elevar seu nível técnico e tático.
Ovalle e a experiência ao lado de lendas
Lizbeth Ovalle, vencedora do Prêmio Marta da FIFA em 2025, chegou ao Orlando Pride no início da temporada e encontrou um ambiente de alto nível. Ao lado de nomes como a brasileira Marta e a zambiana Barbra Banda, atual artilheira da liga, Ovalle tem absorvido ensinamentos valiosos. Em entrevista à FIFA, ela destacou a importância da inteligência no futebol americano: "No futebol nos EUA, você precisa ser habilidosa. Tento observar os movimentos que a Marta faz em campo, porque não se trata de força ou velocidade, mas de ser inteligente o suficiente para antecipar esses movimentos."
Apesar de ter ficado de fora dos amistosos de junho contra a Austrália devido a uma lesão, Ovalle é peça-chave no ataque do El Tricolor. Com seu retorno, ela se junta ao grupo que busca a classificação para o Mundial de 2027 por meio da Copa W da Concacaf de 2026.
Palacios e Bernal: consistência e liderança
Kiana Palacios, outra atacante mexicana, trocou o Club América pelo Utah Royals no início da temporada de 2026, após marcar 12 gols na última edição da Liga MX Femenil. Rapidamente conquistou vaga no time titular e, com três gols e três assistências, tem sido fundamental para a boa fase da equipe.
Rebeca Bernal, capitã da seleção mexicana, vive momento de destaque no Washington Spirit. Desde 2025, ela atua ao lado de estrelas como Trinity Rodman (EUA) e Leicy Santos (Colômbia). Em maio, o Spirit disputou a fase final da Copa dos Campeões Feminina da Concacaf, realizada no México, onde perdeu a final para o Club América. Bernal tem sido um pilar defensivo, ajudando o time a ter uma das defesas menos vazadas da NWSL, além de contribuir com três gols na campanha que coloca o Spirit na briga pela liderança contra o Gotham FC.
Sobre a adaptação ao estilo americano, Bernal comentou ao site da NWSL: "Você sempre enfrenta jogadoras fortes, rápidas e determinadas, e isso faz seu nível subir."
Diferentes caminhos, mesmo objetivo
Andrea Rodebaugh, diretora das seleções femininas do México, ressalta que as diferentes situações das jogadoras em seus clubes não são um problema para a construção da equipe nacional. O método de trabalho é baseado em um estilo de jogo definido e em perfis específicos para cada posição, o que permite incorporar as características individuais de cada atleta.
Nicky Hernandez, lateral-esquerda, busca mais tempo de jogo em sua primeira temporada no Boston Legacy. Já a zagueira Aliyah Farmer, que estreou pela seleção em maio de 2025, é titular no Chicago Stars, equipe que ocupa a última posição e é comandada interinamente pela mexicana Karina Baez.
Reyna Reyes, lateral do Portland Thorns, renovou contrato até 2030 e é peça importante na defesa de um dos times mais competitivos da liga, que conta com nomes como Sophia Wilson (EUA) e Jessie Fleming (Canadá). Reyes, que foi vice-campeã mundial sub-17 em 2018, quer chegar em boa forma para ajudar a seleção principal a se classificar para o Brasil 2027.
Decisão contra o Haiti
No dia 28 de novembro, no Texas Health Mansfield Stadium, em Mansfield, Texas, o México enfrenta o Haiti em jogo válido pelas eliminatórias da Concacaf. Uma vitória garante vaga na Copa do Mundo e também pode significar a classificação para o Torneio Olímpico de Futebol Feminino de Los Angeles 2028, o que seria a primeira participação do México desde Atenas 2004. A atuação das seis jogadoras que atuam na NWSL será determinante para o time alcançar esse feito histórico.
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