Guarda-redes da Premier League vão 'atirar comida à TV'

Resumo breve
Joe Hart critica a decisão de anular um golo de Marc Cucurella contra a Áustria por falta sobre o guarda-redes Alexander Schlager, considerando a marcação 'suave'. O antigo guarda-redes inglês prevê reações exaltadas entre os seus colegas de profissão na Premier League.
O antigo guarda-redes internacional inglês Joe Hart afirmou que os guarda-redes da Premier League vão 'atirar comida à televisão' depois de analisar a decisão que anulou um golo de Marc Cucurella contra a Áustria, num jogo dos oitavos de final do Mundial 2026, disputado em Los Angeles. A jogada, que envolveu um contacto entre Cucurella e o guarda-redes austríaco Alexander Schlager, foi considerada falta pelo árbitro, uma decisão que Hart considera excessivamente rigorosa.
Análise da jogada polémica
Durante a transmissão televisiva, Hart, que agora trabalha como comentador, examinou o lance em detalhe. 'Para mim, esta decisão é muito suave. Os guarda-redes da Premier League vão estar a atirar comida ao ecrã quando virem isto', disse Hart, referindo-se à proteção excessiva que os árbitros tendem a dar aos guarda-redes em lances de cruzamento. O ex-guarda-redes do Manchester City e da seleção inglesa sublinhou que, embora tenha havido contacto, este não foi suficiente para justificar a anulação do golo.
Contexto do jogo e implicações
O jogo, realizado no Estádio Los Angeles Memorial Coliseum, fazia parte da fase a eliminar do torneio, com a Áustria a tentar segurar a vantagem. Cucurella, defesa espanhol do Chelsea, tinha marcado o que parecia ser o golo do empate, mas o árbitro assinalou falta após consulta ao VAR. A decisão gerou debate sobre a consistência das regras, especialmente num Mundial onde a tecnologia tem estado sob escrutínio. Hart, que participou em três Mundiais, alertou que este tipo de marcações pode influenciar o comportamento dos guarda-redes, que se sentem cada vez mais protegidos dentro da pequena área.
O vídeo da análise de Hart está disponível para utilizadores no Reino Unido através da plataforma de streaming da FIFA, que tem cobertura exclusiva do torneio. A polémica junta-se a outras decisões controversas do Mundial 2026, que tem sido marcado por um uso intensivo do VAR e por críticas de jogadores e treinadores quanto à interpretação das regras.
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