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Irmãos rivais: laços de sangue divididos entre seleções na CopaQuatro pares de irmãos jogam por seleções diferentes na Copa do Mundo de 2026. Destaque para os franceses Désiré e Guela Doué, que podem se enfrentar nas oitavas de final. Casos históricos, como os irmãos Boateng, e outras histórias de laços familiares no torneio./images/pt/2026/06/irmaos-rivais-lacos-de-sangue-divididos-entre-selecoes-na-copa-b6ed5d24-800w.webpIrmãos rivais: laços de sangue divididos entre seleções na Copa

Irmãos rivais: laços de sangue divididos entre seleções na Copa

Atualizado 4 min read
Dois jogadores de futebol de uniformes de seleções diferentes se abraçam no campo, simbolizando o laço fraternal apesar da rivalidade na Copa do

Resumo breve

Quatro pares de irmãos jogam por seleções diferentes na Copa do Mundo de 2026. Destaque para os franceses Désiré e Guela Doué, que podem se enfrentar nas oitavas de final. Casos históricos, como os irmãos Boateng, e outras histórias de laços familiares no torneio.

É o teste definitivo para qualquer pai ou mãe: dois filhos jogando em times opostos em uma partida. Para quem torcer? Mas não se trata de uma pelada no parque ou um jogo escolar. É uma partida da Copa do Mundo.

Nesta edição do torneio, quatro pares de irmãos defendem nações diferentes no maior palco do futebol mundial, incluindo Désiré e Guela Doué, que podem se enfrentar neste verão. Nascidos em Angers, na França, de mãe francesa e pai marfinense, os irmãos jogam respectivamente pelo Paris Saint-Germain e pelo Strasbourg. Seguiram caminhos distintos no futebol internacional: Désiré, de 21 anos, bicampeão da Champions League, veste a camisa da França; já Guela, de 23, lateral de sobreposição, defende a Costa do Marfim.

“Contamos tudo um ao outro, não temos segredos”, disse Désiré ao programa francês Telefoot sobre seu relacionamento com o irmão mais velho. “Ele é um apoio imenso na minha vida diária.” Mas será que esse laço estreito será testado nos Estados Unidos? Se a França terminar como vice-líder do Grupo I e a Costa do Marfim como vice-líder do Grupo E, os dois se enfrentarão nas oitavas de final em Arlington, Texas, em 30 de junho.

Na vitória da Costa do Marfim sobre a França por 2 a 1 em um amistoso pré-Copa em 4 de junho, Guela cantou os hinos nacionais dos dois países antes da partida. Désiré, que havia vencido a Champions League com o PSG cinco dias antes, ficou no banco. “É uma pena não ter jogado contra [meu irmão], pois foi nosso primeiro França-Costa do Marfim, mas estou feliz, e ele não está muito chateado”, disse Guela depois.

Irmãos rivais na história das Copas

Houve apenas um caso anterior de irmãos se enfrentando em uma Copa do Mundo, e aconteceu em edições consecutivas. Jerome Boateng, da Alemanha, enfrentou o meio-irmão mais velho Kevin-Prince Boateng, de Gana, em Joanesburgo, em 2010. A Alemanha venceu por 1 a 0. Quatro anos depois, os dois estiveram em lados opostos novamente no Brasil, em um empate por 2 a 2 na fase de grupos. Désiré e Guela Doué podem ser os próximos.

Outros irmãos por seleções diferentes

Os irmãos Williams, Iñaki e Nico, nasceram no País Basco e jogam juntos no Athletic Bilbao. Mas a história é diferente no futebol internacional. Enquanto Nico, de 23 anos, foi eleito o melhor em campo na final da Eurocopa de 2024, quando a Espanha venceu a Inglaterra, o irmão mais velho Iñaki, de 32, defende Gana.

A Austrália convocou o zagueiro Harry Souttar, de 27 anos, nascido em Aberdeen, cujo irmão John, de 29, também está na Copa com a Escócia. A mãe deles, Heather, é australiana. Harry jogou pelas categorias de base da Escócia antes de trocar de seleção em 2019. John estreou no Dundee United aos 16 anos e na Escócia aos 21. Harry foi capitão da Austrália na vitória por 2 a 0 sobre a Turquia na estreia.

Já o zagueiro ganês Derrick Luckassen, de 30 anos, nascido na Holanda, se junta ao meio-irmão Brian Brobbey, de 24, no torneio. O atacante do Sunderland entrou no segundo tempo da estreia da Holanda, um empate por 2 a 2 com o Japão. Eles compartilham a mesma mãe, mas têm pais diferentes.

‘Vimos nossos pais chorarem’

Além dos quatro pares de irmãos que jogam por países diferentes, há outros três pares representando suas nações no torneio. Laros Duarte, de 29 anos, começou jogando por Cabo Verde contra a Espanha em 17 de junho e foi substituído pelo irmão mais novo Deroy, de 26, aos 61 minutos, em Atlanta. Os irmãos nascidos em Roterdã ajudaram os Tubarões Azuis a conquistar um ponto impressionante, segurando os campeões mundiais de 2010 em um surpreendente empate sem gols. “Vimos nossos pais chorarem”, disse Laros após a partida. “O sentimento é difícil de descrever, é algo com que você sonha.”

Curaçao é a menor nação, em tamanho e população, a participar de uma Copa do Mundo. Por alguns minutos contra a Alemanha, em 14 de junho, ousaram sonhar depois de empatar, antes de cair e perder por 7 a 1. A equipe incluiu os irmãos Bacuna — o ex-volante do Aston Villa Leandro, de 34 anos, e Juninho, de 28, que já jogou por Birmingham City e Rangers. “É algo que sempre desejamos — quando éramos crianças, sonhávamos em jogar juntos no mesmo time, no mesmo campo”, disse Juninho.

A França, uma das potências do torneio, tem Lucas, de 30 anos, e Theo Hernández, de 28, em seu elenco, que jogam respectivamente pelo Paris Saint-Germain e pelo Al Hilal. “Eles têm esse vínculo familiar”, disse o técnico Didier Deschamps quando os irmãos começaram juntos pela França pela primeira vez, em 2021. “Isso não significa que mude alguma coisa, mas estou lidando com dois jogadores que têm essa conexão.”

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